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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

LIÇÃO 9


HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES


LIÇÃO 9 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES / TEXTO ÁUREO / VERDADE PRÁTICA / INTRODUÇÃO




Texto áureo. “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar, por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13).



Verdade prática. A fim de cumprir os seus planos Deus age soberanamente na vida de todas as nações da terra. 



Introdução. No diálogo entre Habacuque e o Senhor, presenciamos uma singular beleza teológica e literária. Ao longo do livro de Habacuque, deparamo-nos com uma das mais notáveis declarações doutrinárias: “O justo, pela sua fé, viverá” (2.4). Este oráculo fez-se tão notório, que se tornou uma das mais importantes temáticas, em o Novo Testamento (Rm 1.17 cf. Gl 3.8). Séculos mais tarde, inspirou Martinho Lutero a deflagrar a Reforma Protestante.


LIÇÃO 9 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES / I - O LIVRO DE HABACUQUE




1. Contexto histórico. Habacuque exerceu o seu ministério quando os caldeus marchavam vitoriosamente pelo Oriente Médio (1.6). Tal marcha iniciou-se em 627 a.C. e foi concluída com a vitória sobre Faraó Neco, do Egito, na Batalha de Carquêmis, em 605 a.C. (Jr 46.2). Tempo em que, de fato, os caldeus tornaram-se um império pujante. Isso mostra que o profeta era contemporâneo de Jeremias e Sofonias (Jr 1.1; Sf 1.1). Ele menciona ainda a opressão dos ímpios sobre os pobres e o colapso da justiça nacional (1.2-4) e descreve também o cenário do reinado tirânico de Jeoaquim, rei de Judá, entre 605 e 598 a.C. (Jr 22.3,13-18).

2. Vida pessoal. Não há informações, dentro ou fora do livro, sobre a vida pessoal de Habacuque. Apenas temos a declaração de que ele é profeta (1.1), detalhe este também encontrado em Ageu e Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). A partir dessas poucas informações e pela finalização de seu livro (3.19), muitos estudiosos entendem que Habacuque era um profeta bem aceito pela sociedade e — há quem afirme — oriundo de família sacerdotal. A literatura rabínica apoia essa ideia.



3. Estrutura e mensagem. No estudo passado, aprendemos que o termo “peso” indica uma “sentença pesada e profecia”. A exemplo do livro de Naum, esse oráculo foi revelado à Habacuque na forma de visão (1.1). A profecia divide-se em três capítulos. O primeiro denuncia a corrupção generalizada da nação e a consequente resposta divina (1.2-17); o segundo, outra resposta do Eterno (2.1-20); e a terceira, a oração de Habacuque (3.1-19). O oráculo divino, que possui a mesma estrutura dos Salmos, tem como principal ênfase a fé.



LIÇÃO 9 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES / II - HABACUQUE E A SITUAÇÃO DO PAÍS



1. O clamor de Habacuque. O que ocorria em Judá ia de encontro ao conhecimento que Habacuque possuía a respeito do Deus de Israel. Mas como é possível Aquele que é justo e santo tolerar tamanha maldade? O profeta expressa sua perplexidade na forma de lamentos: “Até quando, SENHOR[...]?” (1.2; Sl 13.1,2); “Porque[...]?” (1.3; Sl 22.1). Essas perguntas indicam que, há tempos, Habacuque orava a Deus em busca de solução.



2. A descrição do pecado. Assim, o profeta resume o quadro desolador do seu povo: iniquidade e vexação; destruição e violência; contenda e litígio (1.3). A Bíblia ARA (Almeida Revista e Atualizada) emprega o termo “opressão”. A Bíblia TB (Tradução Brasileira) usa “perversidade” no lugar de “vexação”. A estrutura poética nessa descrição revela a falência da justiça e o abuso opressor das autoridades em relação aos pobres.



3. O colapso da justiça nacional. A frouxidão da lei era consequência da corrupção generalizada. Na esfera judiciária, a sentença não era pronunciada, ou quando dado o veredicto, este sempre beneficiava os poderosos (1.4). A sociedade sequer lembrava-se da lei. Esta era o poder coercitivo para manter a ordem pública, garantir a segurança e os direitos do cidadão (Dt 4.8; 17.18,19; 33.4; Js 1.8). Mas a influência das autoridades piedosas não foi suficiente para mudar o estado das coisas. Somente o Senhor onipotente de Israel é quem pode fazer plena justiça.


LIÇÃO 9 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES / III - A RESPOSTA DIVINA / IV - DEUS RESPONDE PELA SEGUNDA VEZ / CONCLUSÃO


1. O juízo divino é anunciado. Antes de Habacuque perceber a gravidade da situação, Deus, que está no controle de todas as coisas, apenas aguardava o tempo oportuno para agir e mostrar a razão de sua intervenção. Tudo estava nos planos do Senhor. O profeta e todo o povo de Judá precisavam prestar mais atenção aos acontecimentos mundiais, pois o Eterno realizaria, naqueles dias, uma obra que eles não creriam, quando lhes fosse contada (1.5). Essa obra era um novo império que Deus estava levantando no mundo. Não obstante, esse oráculo também diz respeito à vinda do Messias (At 13.40,41).



2. Os caldeus e a questão ética (1.6). O império dos caldeus crescia e agigantava-se sob a liderança do rei Nabucodonosor. Ele estava a caminho de Jerusalém para invadir a província de Judá. No entanto, Habacuque ficou desapontado com essa resposta. Como um povo idólatra, sem ética e respeito aos direitos humanos, poderia castigar o povo de Deus? Ele pergunta: “por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (1.13). Trataria o Senhor os filhos de Judá como os animais? (1.14). Permitiria à Babilônia fazer o que desejasse com o povo? (1.15-17).



1. A espera de Habacuque (2.1). Sabedor de que Deus lhe responderá, o profeta prepara-se para ser arguido por Deus. Ele se posiciona como uma sentinela — figura comumente empregada para descrever os profetas bíblicos. Sua função era ficar alerta para escutar a palavra de Deus e transmiti-la ao povo (Is 21.8; Jr 6.17; Ez 3.17).



2. A visão. A resposta divina veio ao profeta através de uma visão transmitida com agilidade e nitidez, dispensando a necessidade de que alguém lesse e a interpretasse (2.2), pois se tratava de uma mensagem que, apesar de futurística, era claríssima: A Babilônia desaparecerá da terra para sempre! No entanto, Judá, apesar do castigo, sobreviverá (Jr 30.11). O desafio era crer na mensagem! Ainda que seu cumprimento tardasse, Deus é fiel para cumprir a sua palavra (2.3; Jr 1.12). Assim como naquele tempo, o mundo permanece no pecado por causa da incredulidade e por isso não crê na pregação do Evangelho (Jo 9.41; 15.22; 16.9; 2 Co 4.4).




3. O justo viverá da fé. A expressão “alma que se incha” (2.4) refere-se ao orgulho dos caldeus (1.10; Is 13.19). O justo é aquele que crê no julgamento de Deus sobre a Babilônia (2.8). Ele sobreviverá à devastação de Judá pelo exército de Nabucodonosor: “o justo, pela sua fé, viverá” (2.4b). Mas ao mesmo tempo é uma mensagem de profundo significado para a fé cristã (Rm 1.17; Gl 3.8; Hb 10.38). Em o Novo Testamento, o “justo” é quem, proveniente de todas as nações, acolhe a mensagem do Evangelho e é justificado pela fé em Jesus.




Conclusão. A Palavra de Deus é suficiente para corrigir o caminho tortuoso de qualquer pessoa. Apesar de a resposta divina nem sempre ser o que esperamos, ela é sempre a melhor. Quem não se lembra do fato ocorrido na vida de Naamã? (2 Rs 5.10-14). Isso acontece porque os caminhos e os pensamentos de Deus são infinitamente mais elevados que os nossos (Is 55.8,9). Vivamos, pois, pela fé!




PARA HOJE: Onde está Deus quando as pessoas estão sofrendo? Esta é uma pergunta que tem incomodado a muitos. Alguns céticos inclusive negam a existência de Deus a partir dessa indagação. A resposta de Deus ao sofrimento humano é o Seu próprio sofrimento, em Cristo, na cruz do calvário (Mt. 27.30-34). Deus sabe o que é sofrer, mais que isso, Ele continua sofrendo com aqueles que padecem e são perseguidos (At. 9.4). Quando não compreendemos os desígnios de Deus, devemos aceita-los soberanamente, ciente de que Ele tem os Seus propósitos (Rm. 8.28). Perguntamos a Deus “por que?”, mas na maioria das vezes, não temos acesso aos Seus “porquês”. Diante dessa realidade, o melhor é saber que Deus tem um “para que” em tudo o que faz. É nesse contexto que o justo viverá da e pela fé, como afirma Habacuque (Hc. 2.4) e é reafirmado por Paulo (Rm. 1.17; Gl. 3.11) e o autor da Epístola aos Hebreus (Hb. 10.38). Essa declaração resultou na Reforma Protestante, pois através desse texto Lutero compreendeu que o homem é justificado por Deus, quando decide acreditar nEle. Essa fé não é meramente intelectiva, ou seja, não se trata apenas na crença em um conjunto de doutrinas, mas na disposição existencial de ir após Cristo, negando-se a si mesmo (Mt. 16.24; Lc. 9.23). Viver pela fé é estar disposto a aceitar a soberania de Deus, a não retornar, mesmo quando as coisas não fazem sentido (Hb. 10.37-39; 11.1,6). Com Habacuque devemos aprender a orar com confiança em Deus, não apenas para receber o que desejamos, mas para aceitar Sua vontade soberana (I Jo. 5.14).

 
CONCLUSÃO: Deus é soberano, Ele está no controle de todas as coisas. Às vezes não compreendemos porque acontece tanta maldade no mundo.  Deus responde que no mundo teremos aflições (Jo. 16.33), Ele mesmo padeceu na cruz do calvário (Mt. 27.39-43). Mas Deus, soberanamente, estabeleceu um tempo em que o mal não mais triunfará (Ap. 20.4). Enquanto esse dia não chega, aprendamos, com Habacuque, a confiar em Deus, independentemente as circunstâncias (Hc. 3.17-19). PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!
Estarei sempre as suas ordens.

Deus te abençoe.
Fonte da Última parte: http://www.alnoticiasichu.com
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Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 9 – Habacuque – A soberania divina sobre as nações. III – A resposta divina. 1. O juízo divino é anunciado. 2. Os caldeus e a questão ética (1.6). IV Deus responde pela segunda vez. 1. A espera de Habacuque (2.1). 2. A visão.  3. O justo viverá da fé. Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.

Fonte: http://www.escola-dominical.com/

COMPETÊNCIAS IMPRESCINDÍVEIS AO ENSINO NA ESCOLA DOMINICAL






Competências são capacidades, habilidades, aptidões ou um conjunto de conhecimentos e atitudes que utilizamos para estabelecer relações com e entre objetos, situações ou pessoas que desejamos conhecer. 

Para realizar um trabalho dinâmico, pertinente e eficaz, o professor de Escola Dominical precisa, no mínimo, desenvolver as seguintes competências:   


Competência Para Traçar e Alcançar Objetivos


Um professor do interior contou-me que para lavrar a terra o agricultor precisa escolher um determinado ponto à frente, em linha reta, antes de começar a cavar. Isso faz com que a vala, aberta pelo arado, não fique sinuosa até o fim. 

Do mesmo modo os mestres precisam de direção. Não há como desenvolverem um bom trabalho educativo sem metas bem delineadas à sua frente. Conforme lecionou Aristóteles, todos os nossos atos devem ter um fim definido, “à maneira dos arqueiros que apontam para um alvo bem assinalado”.  


Quando o professor prevê as competências e habilidades que seus alunos revelarão à conclusão de uma sequência de ensino, incorpora ao conteúdo didático, oportunidades para que eles pratiquem comportamentos que estejam de acordo com os objetivos visados. Um professor cônscio de sua chamada para o magistério eclesiástico jamais propõe atividades para o simples preenchimento do tempo de aula, uma vez que todas elas deverão estar de acordo com os objetivos formulados. 


Competência Para Planejar o Ensino


É inadmissível trabalhar com educação cristã sem um plano de ação didática. Há professores que repudia a técnica do planejamento dizendo que o plano é apenas um roteiro, abreviado, esquemático, sem cor e aparentemente sem vida.   Essa atitude irrefletida demonstra claramente a falta de compreensão e de imaginação dos que assim procedem. 

Todo plano, tanto no ensino quanto em qualquer área da vida humana, é, por sua própria natureza, esquemático, lacônico e despido de vivacidade. Comparece-se, por exemplo, a frieza geométrica da planta de uma casa com a beleza, o conforto e o aconchego dessa mesma residência já construída, mobiliada e com seus alegres moradores. Na área de ensino, o plano não foge à regra; ele é também esquemático e frio. 

Define os objetivos a atingir, o tempo necessário para alcançá-los, as etapas a percorrer, os recursos a empregar e o método a seguir. Todo esse esquema e essa linguagem fria, não significam que o ensino a ser ministrado baseado nesse plano deva ser igualmente mecânico e despersonalizado. Pelo contrário, compete ao professor que o confeccionou dar-lhe vida e colorido no ato de sua execução, impregnando-o de sua personalidade dinâmica, sua vibração, entusiasmo e graça divina. Mas, lembrem-se! A despeito de sua importância, o plano não é uma “camisa de força”, por isso jamais pode ser feito por outra pessoa e imposto ao professor.   

Competência Para Orientar A Aprendizagem

O ensino consiste na orientação que se dá aos alunos em seu aprendizado. O trabalho do educador cristão não se resume em simplesmente apresentar aos alunos conceitos, idéias e fatos bíblicos, mas, em conduzi-los no processo de aprender até que cheguem às suas próprias conclusões a respeito da matéria de estudo. O que o professor faz só é relevante em função do que leva seus alunos a fazerem. Em outras palavras, o autêntico educador não é o que apenas aponta o caminho do conhecimento, mas o que conduz seus alunos diligentemente ao longo desse caminho. A missão precípua do professor é estimular a busca do conhecimento e não trazê-los pronto para a sala de aula.

Tempos atrás, muitos educadores imaginavam que sua principal responsabilidade docente consistia na seleção de certa quantidade de informação, para serem amontoadas na mente dos alunos. Nesse sentido, o bom aluno era aquele capaz de armazenar o máximo possível desses “dados” e reproduzi-los todas as vezes que fosse solicitado.  

Hoje se sabe que o ensino não está baseado no que o professor faz para os alunos, mas naquilo que o próprio aluno faz em decorrência da orientação recebida pelo professor. Isto nos faz lembrar um adágio popular que diz: “Poderás levar o cavalo até a água, mas não poderás fazê-lo beber”. 

A nobre tarefa de educar vai além das raias da informação ou mera instrução. Educar tem a ver com transmissão e assimilação de valores culturais, sociais e espirituais. Quem exerce apenas tecnicamente a função de ensinar não tem consciência de sua missão educativa, formadora de pessoas e de “mundos”.

O professor precisa mudar de postura! Abandonar a cômoda e “honrosa” atitude professoral e assumir, definitivamente, conforme leciona Carls Rogers, a função de “facilitador da aprendizagem”.

O que nossas crianças, adolescentes e jovens se tornarem sob a nossa orientação na Escola Dominical, servirá como prova do que de fato representou o nosso ensino para eles.


Conclusão 


São tantas competências necessárias aos professores da Escola Dominical, devido à especificidade do seu trabalho, que jamais esgotaria o tema em espaço tão exíguo. Não é fácil encontrar alguém que reúna uma boa parte de todos os atributos necessários a um professor capacitado e idôneo. Por isso, gostaria de concluir este artigo dizendo que o mestre da Escola Dominical não necessita ser um exímio técnico do conhecimento. O que realmente precisa é de ser um educador cristão em toda a acepção da palavra. O educador não é um simples professor, no sentido daquele que apenas ensina uma ciência, técnica ou disciplina. Educadores e professores possuem natureza e função distintas. Eles não são forjados no mesmo forno.

Os alunos podem se esquecer das lições de seus mestres, mas, dificilmente da pessoa que eles representam. Afinal, os melhores professores ensinam as lições da própria vida. 

Se um educador revela personalidade estável, ajustando-se e enfrentando ponderadamente os problemas da vida, se sempre combina os ensinamentos de Cristo aos seus melhores conhecimentos e habilidades, por certo conduzirá seus alunos ao âmago de suas próprias experiências. O ensino realmente ocorre quando os alunos conservam na memória as lições vividas por seus competentes mestres.


Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor, conferencista e Reitor da FAECAD (Faculdade de Ciência e Tecnologia da CGADB
)

Fonte: http://www.cpad.com.br

CHAMADA PARA O ENSINO E O DESAFIO DA GLOBALIZAÇÃO





Atualmente, os que almejam cumprir o chamamento do Senhor para o ensino eclesiástico, hão de encarar desafios bem diferentes daqueles enfrentados por mestres do passado. Um mundo, que apesar de ultramoderno, informatizado e globalizado, encontra-se cada vez mais distante, alienado de Deus.

O educador cristão precisa conscientizar-se de que estamos vivendo em uma época de revolução de conceitos, ideias, princípios, juízos e valores; de mudanças tão profundas e de proporções tão amplas que nem sequer podemos mensurá-las. 

Dentre tantas situações novas que marcam esta época e acentuam nossos desafios, pelo menos três merecem destaque: o acelerado avanço tecnológico; a conspiração silenciosa da violência e o avassalador liberalismo teológico que campeia muitos de nossos educandários e até igrejas. 


O Avanço Tecnológico

Nesse mundo pós-moderno, as notícias circulam em tempo real, os celulares estão por toda parte; computadores e Internet já são coisas triviais. Não há como imaginar a humanidade sem controle remoto, secretárias eletrônicas, DVDs, televisão a cabo ou via satélite. 


Estamos numa época de generalizada confusão entre digital e analógico, experiências genéticas sem controle e acelerado desenvolvimento científico. As pessoas olham para o passado com perplexidade e para o futuro com desconfiança. Como fazer com que parem para refletir em meio a tudo isso? Como conduzi-las a uma introspecção? Como fazer com que tenham interesse por Deus e sua promessa de vida eterna? Como pregar a Palavra de Deus para essas pessoas? Indubitavelmente, é um grande desafio!


A Violência na Era Pós-Moderna

A violência é outro grande inimigo a ser vencido na era pós-moderna. Desde tempos remotos, o ser humano utiliza-se de diversos meios e instrumentos a fim de exercer sua força bruta e satisfazer sua sede de poder e ganância, dominando seus semelhantes e usurpando suas riquezas materiais, espirituais e morais. 

Nestes últimos tempos, este problema social tem se propagado de forma engenhosa e sutil, ocasionando medo, crueldade e indiferença. Antigamente, o homem se limitava a disputar terras, agora, sua ganância e cobiça tem destruído a natureza, seus semelhantes, sua família e a si próprio. Se, antes, utilizava-se de métodos refinados e tênues para isso, hoje emprega os mais grotescos e animalescos. 

É urgente a necessidade de reconstruirmos novos alicerces, princípios e objetivos, tanto para a família quanto para a sociedade, fundamentados na Palavra de Deus. Somente o Evangelho pode transformar o homem, tornando-o uma nova criatura em Cristo Jesus por intermédio do Espírito Santo. 

Além disso, neste período conturbado de globalização e liberdade de pensamento, a igreja ainda enfrenta outro grande desafio: o liberalismo teológico, que procura conciliar a fé em Deus com os postulados do Racionalismo. 


Liberalismo Teológico

Muitos teólogos liberais, a despeito de afirmarem a existência de Deus, negam sua intervenção na história humana, quer através de revelação, providência ou milagres. Muitos pastores, educadores e estudiosos que antes criam na Bíblia como a Palavra de Deus, hoje, influenciados pela filosofia racionalista, humanista, adota a razão como exclusivo sistema de interpretação da Bíblia, ou seja, o único instrumento para se compreender as Escrituras Sagradas. 

É imprescindível que os mestres da educação cristã relevante estejam atentos, quais atalaias, aos sinais dos tempos e ao clamor da humanidade, a fim de que nossa mensagem seja pertinente às carências e expectativas do mundo contemporâneo. 

Precisamos ter a capacidade de mergulhar nas questões que assolam os povos, com o intuito de as confrontarmos à luz dos princípios bíblicos e, à semelhança das garças, não nos contaminarmos. 

A globalização tem rompido imensas fronteiras, todavia, a verdade é que, junto com estas, têm caído os principais valores éticos, morais e espirituais estabelecidos por Deus para reger a vida do homem na face da terra. 
Certamente, quanto mais o homem se fechar no seu indiferentismo e individualismo, mais carente será do conhecimento de Deus e da Salvação pela graça em Jesus Cristo. 

Os fatos aqui apresentados têm condenado homens e mulheres a viverem em uma sociedade cada vez mais individualista, quase inacessível. Por conseguinte, ainda mais necessitada do amor de Deus que sempre será a resposta para os mais profundos dilemas humanos.

Diante desta realidade, sobretudo a que é imposta aos menos favorecidos, que sofrem sem uma verdadeira opção ou orientação para suas vidas, permanecem no ar algumas questões: Como a Igreja pode influenciar esta sociedade emergente? Que tipo de ensino e educação cristã deverá ser implementados nestes tempos pós-modernos? Quais são os instrumentos, as ferramentas mais eficazes? Como manipulá-las? O que cada educador nos mais diversos setores da igreja  pode fazer? 

São demandas que nos desafiam a sermos cuidadosos com a nossa vocação ministerial, a fim de que resgatemos do mundo os homens da era digital. 
A salvação pela graça de Deus, que é a solução para a humanidade, terá de se manifestar mediante a dedicação de homens e mulheres valorosos com o propósito de combater as forças escravizadoras do Inimigo, estabelecidas para suscitarem crises e instabilidade na família, nas comunidades e até nas igrejas. 

O valor de um homem ou de uma mulher de Deus não é mensurado apenas pela sua formação acadêmica ou capacidade intelectual, mas, principalmente, por sua espiritualidade e aplicação dos princípios de Deus em sua própria vida. Nós vivemos dias de profundas transformações e as necessidades humanas tornam-se ainda mais prementes diante dos falsos ensinos, do materialismo, do consumismo desenfreado, da exploração pelos poderosos, da falsa segurança representada por uma vida de pura aparência e, sobretudo, por uma religiosidade formal. 

A igreja de hoje é desafiada a perseverar diante da falta de compromisso com a fé e do esfriamento do amor, sinais do fim dos tempos. Faz-se necessário um empenho ainda maior, uma dedicação ainda mais sacrificial dos “obreiros dos bastidores”. É preciso ser destemido a fim de cumprir a chamada para o magistério perante tamanhos desafios. 

Como homens e mulheres de Deus nascidos nesta geração, encontramo-nos diante da responsabilidade de levar a Igreja de Cristo a defrontar-se com estas novas questões humanas e sociais. 

Cabe-nos, como conhecedores da Palavra de Deus, o papel de velarmos, para que as conquistas da Igreja não se restrinjam a uma simples organização religiosa, mas como organismo vivo produza transformações profundas e intensas em nossa sociedade. 

As experiências do passado, por mais válidas e consistentes que sejam por si só, não serão suficientes perante este tão grande desafio.

Para que nossa vocação ministerial seja cumprida, é necessário que tenhamos compromisso com a Verdade, percepção espiritual da obra de Deus, e sejamos obreiros de visão neste cenário de mutações constantes, sob pena de termos um ministério evasivo. 

Cada um de nós recebeu uma chamada específica de Deus. Um ministério especial. Não importa o que realizaremos ou onde atuaremos desde que nos mantenhamos firmes nos princípios de fidelidade a Deus e em nossa vocação ministerial. Como bem expressou o apóstolo Paulo em Colosensses 4:17: "Cuida do ministério que recebestes do Senhor, para o cumprires". 


Como servos de Deus, temos de obedecer ao chamado divino com entusiasmo, fé e amor à obra. Devemos aplicar-nos diligentemente para que a salvação e a Justiça de Deus se estabeleçam tanto nos palácios dos mais abastados quanto nas choupanas dos desafortunados. 

Como Igreja, precisamos escancarar as portas do Reino dos Céus a esta geração, levando aos lares, às ruas e praças a verdadeira mensagem da redenção. Direcionemos, pois, nossos ministérios para a transformação de vidas e não apenas para mudanças ocasionais! 

Afinal, como vaticinou o apóstolo Paulo em Romanos 1.16: "Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê".






Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor, conferencista e Reitor da FAECAD(Faculdade de Ciência e Tecnologia da CGADB)

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