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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

INTIMIDADE, SANTIDADE, AUTORIDADE E CONQUISTA!




   

 

Sem Intimidade, Não há Santidade. Sem Santidade, Não há Autoridade. Sem Autoridade, Não há Conquista.



  Texto-chave:

Dt 11.1 - “Amem o SENHOR, o seu Deus, e obedeçam sempre aos seus preceitos, aos seus decretos, às suas ordenanças e aos seus mandamentos”.

Dt 11.8 - “Obedeçam, portanto, a toda a lei que hoje lhes estou dando, para que tenham forças para invadir e conquistar a terra para onde estão indo, e para que vivam muito tempo na terra que o SENHOR jurou dar aos seus antepassados e aos descendentes deles, terra onde há leite e mel com fartura”.

Estive, há algum tempo atrás, escutando uma pregação de uma cantora e ministra de louvor, onde este era um dos temas discutidos – santidade e intimidade. Em certo momento ela citou a frase acima, a qual me tocou profundamente. Eu nunca mais a esqueci, e fiquei meditando por alguns dias sobre isso em meu coração. Pensava se realmente eu conhecia a Deus de um modo pessoal e intimo, como ela falava.
            
Passando-se alguns dias, eu estava fazendo minhas tarefas de casa e ao mesmo tempo orando a Deus sobre esse assunto... Então pedi a Ele se poderia experimentar ainda mais a respeito de conhecê-lo verdadeiramente. Foi então que o Espírito de Deus me disse, “pare o que você está fazendo”. Eu pensei, “estou limpando a casa, o Senhor só pode estar brincando comigo! Daqui a pouco eu termino, falta só a cozinha e...” então veio a voz novamente: “PARE o que está fazendo. Você não está aí dizendo pra mim que quer me conhecer mais? Como vai me escutar?” Foi então que eu larguei o pano, a vassoura, e sentei com minha bíblia e meu caderno. “Abra o meu livro”, Ele falou. Eu abri e li uma passagem sobre a qual não lembrava de ter lido recentemente - Deuteronômio 11. O Espírito Santo falou muito ao meu coração a respeito dessa passagem, em especial os versos 1 e 8, e me levou a escrever sobre essa visão de santidade - uma forma um pouco diferente do que ela citou na gravação, mas igualmente importante e profunda para mim. Divido-o com você. 

            “Amem o SENHOR, o seu Deus”[...] – intimidade
            
Você só poderá amar alguém a quem conheça realmente. Alguém de quem você saiba o seu nome, os seus desejos, o que gosta e o que não gosta, os seus sonhos, o seu jeito, o seu temperamento – enfim, tudo isso implica conhecimento, intimidade com a pessoa amada.
            
Vamos usar dois exemplos. O primeiro, é... Uma tia de minha mãe, a tia Iracema. Você a conhece? Ela mora em... hum... São Bento ou Corupá, não lembro direito... enfim. Você sabe o que ela gosta de vestir ou comer? A cor de sua casa? Seu gosto musical? A cor de seu cabelo? Não sabe? Pra ser sincera... nem eu, faz tempo que não a vejo. Não sabemos porque não a conhecemos, não é verdade?
            
O segundo exemplo, é o nosso melhor amigo(a). Todos nós temos aquele amigo especial, que sabemos, foi um presente de Deus, não é mesmo? E o que você pode dizer desse seu melhor amigo(a)? O que ele gosta de vestir, de comer ou de assistir? Ele possui alguma mania, ou algum jeito de falar que é particular a ele(a)? Você sabe qual é um dos maiores sonhos desse seu amigo(a)? E quanto às visitas, ele está constantemente na sua casa e você na casa dele? Dividem segredos e preocupações? Então, se conseguiu responder à maioria destas perguntas, é um sinal que vocês são amigos íntimos, que se conhecem bem e convivem bastante tempo juntos, certo?
            
Assim funciona com Deus. À medida que conhecemos mais e mais a Sua essência, nós o amamos ainda mais, pois a Sua essência é o amor – 1 João 4.8 - Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Há uma grande diferença em dizer que conhece a respeito de Deus, ou conhecer a Deus. Vemos hoje muitas teorias a respeito da bíbliaa respeito do Senhora respeito de Jesus. Teoria é o que mais temos, na verdade. Conhecer a Deus implica em experimentar d´Eleentregar o comando de toda a nossa vida nas mãos d´Elefazer d´Ele o nosso Painos aceitar a nós mesmos como Seus filhos – sim, por incrível que pareça, há pessoas que estão na igreja há anos e ainda não conseguem se reconhecer como filhas e filhos de Deus!
            
Agora, penso que, tal como foi comigo, o nosso maior problema é PARAR na presença de Deus. Nós trabalhamos, estudamos, cuidamos da casa, filhos pequenos, contas a pagar, rotina de banco, compras, cultos, estudos bíblicos, ensaios do louvor, reunião de presbíteros – ufa, só de pensar eu já cansei! – e depois de tudo isso, conseguimos parar na presença de Deus? “Há Juliana, até parece... quando eu chego à minha cama o máximo que consigo dizer é Boa noite, Senhor, esteja comigo, obrigada por...... e o amém eu falo no outro dia pela manhã.” Sim, querido, este é realmente o problema. Fazemos tanto pelo Senhor, mas parar realmente na presença d´Ele... às vezes, nós não conseguimos nos aceitar como filhos de Deus exatamente porque vemos a Deus como o nosso patrão – “mas eu trabalho pro Senhor, Juliana! Deus me deu um ministério e eu trabalho na igreja, estou quase todo dia aqui no templo, no culto das mulheres, no grupo de jovens, nas reuniões, no departamento infantil, até nos idosos eu vou também pra ajudar, tenho que trabalhar não é?” Sim irmão, temos que servir ao Senhor, mas não somos seus empregados, somos seus FILHOS. E como filhos, temos que ter um tempo de comunhão com o Pai; caso contrário, não O conheceremos de fato – e perderemos algo de maior valor das nossas vidas, que é a comunhão com Deus. Lembre-se de Marta e Maria: dois objetivos nobres, no entanto, só um deles era o correto.

“[...] e obedeçam sempre aos seus preceitos, aos seus decretos, às suas ordenanças e aos seus mandamentos”. – santidade
            
Será que seria divertido obedecer a alguém que simplesmente não conhecemos direito? Certo dia, vem um sujeito com uma cara frustrada dizendo assim, “Ah, vou ter que fazer desse jeito porque DEUS MANDOU... afff”; ou então, “que droga, não posso fazer aquilo porque Deus disse que não pode, que é pecado... que coisa chata!” – você já ouviu algo desse tipo? É típico de uma pessoa que não possui um relacionamento constante com Deus, pois se conhecesse realmente a Ele, saberia que Deus nos cerca de cuidado e de avisos que são para o nosso próprio bem. Veja Dt 10.12-13: 12 E agora, ó Israel, que é que o SENHOR, o seu Deus, lhe pede, senão que tema o SENHOR, o seu Deus, que ande em todos os seus caminhos, que o ame e que sirva ao SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração e de toda a sua alma13 e que obedeça aos mandamentos e aos decretos do SENHOR, que hoje lhe dou para o seu próprio bem? Esses avisos - ou ordenanças e mandamentos do Senhor - tem dupla função: nos proteger contra Satanás (Tiago 4.7 – Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês.) e nos aproximar de Deus. É só olhar o que diz Malaquias 3.17-1817 “No dia em que eu agir”, diz o SENHOR dos Exércitos, “eles serão o meu tesouro pessoal. Eu terei compaixão deles como um pai tem compaixão do filho que lhe obedece. 18 Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem”.
            
O amor a Deus caminha de mãos dadas com a obediência, pois esta é a essência da santidade. E a santidade é algo muito mais sério do que não roubar, matar ou mentir; ser santificado é ser santo, separado para o único Deus.
            
Em Êxodo, nos capítulos 5 a 9, nós vemos a luta entre o Faraó e o Deus de Israel. Não é difícil saber quem ganhou, mesmo porque já conhecemos esta história, bem como o seu fim. No entanto, o Espírito Santo me chamou à atenção para uma coisa que eu chamo de “santidade mascarada”. Em Ex 8.25 (Então o faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse: “Vão oferecer sacrifícios ao seu Deus, mas não saiam do país”), Faraó propõe a Moisés que o povo faça a sua adoração ao seu Deus ali mesmo no Egito; “ah Moisés deixa de ser chato, o povo pode sacrificar aqui mesmo, pra que sair daqui?” Você já viu algo parecido? Lembra da frase famosa de alguns evangelistas por aí, que dizem, “ah Deus te ama do jeitinho que você está, não precisa mudar nada não...” ou então, “ah Juliana deixa de ser careta, a gente faz aqui mesmo uma balada gospel com tunts tunts e os jovens não precisam ir mais pras danceterias, porque essa é só com musica gospel!”... “ah, deixa que eu faço uma tatuagem com o nome de Cristo, todo mundo vai saber que sou crente...”
            
Sabe, irmão, Deus nos aceita do jeito que somos, mas não nos deixa ficar do jeito como estamos. Ele ODEIA o mundanismo, ODEIA o pecado, ODEIA o santo faz de conta. O Egito e o Faraó representam o mundo e Satanás, seu rei. Se nós conhecemos a Deus, mas não andamos em santidade, estamos “sacrificando dentro do Egito”, não queremos verdadeiramente ser separados pra Deus! E, agora, parando pra pensar... Será que em alguma área das nossas vidas estamos andando parecidos com o mundo? Será no que falamos – fofocas, palavrões, piadas sujas? No que vestimos – mini saias, decotes, camisas de bandas mundanas, acessórios que caracterizam o conhecido Egito? Ou será no que pensamos – idéias a respeito do homossexualismo, aborto, divórcio, gravidez na adolescência?  No mundo em que vivemos, nós temos de ser a referência de santidade, de retidão, pois, como diz em Malaquias 3.18, no dia em que o Senhor agir, todos verão a diferença entre os que servem a Deus e os que não o servem. E quanto tempo ainda vamos ficar cambaleando entre o Faraó moderno e o verdadeiro Deus?
            
Santidade ao Senhor é agir, pensar, se comportar exatamente como Jesus faria. Ele é a nossa referência de santidade, sem a qual, ninguém verá o Senhor.

            Sem intimidade, não há santidade.

“Obedeçam, portanto, a toda a lei que hoje lhes estou dando, para que tenham forças para invadir” [...] - autoridade
            
Vemos aqui que, quando caminhamos de uma forma que busca a santidade com o Altíssimo, Ele nos dá autoridade para conquistar a nossa “terra prometida” – seja ela os nossos sonhos, desejos, vitórias, curas, restauração. O testemunho do cego em João 9.31 (Sabemos que Deus não ouve pecadores, mas ouve o homem que o teme e pratica a sua vontade) diz exatamente isso, que Deus ouve o homem que o teme e pratica a sua vontade. É Ele quem nos dá a força necessária para vencer as barreiras que se levantam entre nós e a nossa promessa.

            Sem santidade, não há autoridade.

“[...] forças para invadir e conquistar a terra para onde estão indo” [...] – conquista
            
Por fim, o que podemos dizer? Com esta autoridade que procede de Deus e não de nós, a conquista é iminente, pois é Ele quem nos dá a vitória em nossas batalhas. Em Josué 23.9-10 (9 “O SENHOR expulsou de diante de vocês nações grandes e poderosas; até hoje nin­guém conseguiu resistir a vocês10 Um só de vocês faz fugir mil, pois o SENHOR, o seu Deus, luta por vocês, conforme prometeu), está escrito com muita clareza que Deus expulsou nações poderosas diante de Israel, pois Ele mesmo, o Senhor, lutou pelo seu povo. Ao olhar para o restante da história do povo de Israel vemos que, enquanto eles caminharam com Deus, foram vitoriosos em todas as suas guerras; ao passo que, quando se desviavam do caminho do Senhor, as batalhas eram perdidas e muitos os seus prejuízos.
            
A nossa conquista vem somente do Senhor, e se não caminharmos com Ele, não seremos vitoriosos. E como caminhar com Ele, se não conhecemos o Seu andar? Onde tudo começa, portanto? Tudo começa na intimidade com Deus.
           
          Sem autoridade, não há conquista.

Créditos: Juliana Carolina Casas Pereira
Escola de Louvor Tribo de Levi



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