BEM VINDO A TODOS!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

VALE A PENA SER FIEL - LAURIETE


Sei o que é deserto e o que é prova
O que é vale o que é cova
Também sei o que é o agir de Deus
Sei o que é entrar numa fornalha

Enfrentar uma batalha
Ser perseguido só por ser fiel
Eu sei que o inimigo fez de tudo
Pra roubar o meu sorriso

E os sonhos que sonhei
Quantas lágrimas pra escrever minha história
Mas eu conquistei vitória que jamais esquecerei
Os momentos de sofrimento e dor
O meu Deus me ajudou e por isso eu aqui cheguei.

Eu enfrento a Acabe, desafio a Baal
Eu prego a verdade fujo de Jesabel
Sou como Elias pode alguém não gostar
Podem até me chamar pertubador de Israel

Sou mais um sou João Batista não aceito o pecado
E não tenho medo da repercusão
Deus me chamou para ser um profeta
Não escondo a verdade, não me vendo não

Sei que Deus é comigo,sei que eu sou ungido
Eu fui separado sou vaso de Deus
Paguei preço pra ser aprovado
Mas hoje estou sendo honrado
vale a pena ser fiel a Deus.

Vale a pena ser fiel (8x).

Eu enfrento a Acabe, desafio a Baal
Eu prego a verdade fujo de Jesabel
Sou como Elias pode alguém não gostar
Podem até me chamar pertubador de Israel

Sou mas um João Batista não aceito o pecado
E não tenho medo da repercusão
Deus me chamou para ser um profeta
Não escondo a verdade, não me vendo não

Sei que Deus é comigo,sei que eu sou ungido
Eu fui separado sou vaso de Deus
Paguei um preço pra ser aprovado
Mas hoje estou sendo honrado
Vale a pena ser fiel a Deus

Vale a pena ser fiel (17x).

(falado)
Eu não me arrependo das coisas que fiz pra ser fiel ao meu Senhor,
Eu não me arrependo das lágrimas que derramei por amor a sua obra
Custe o que custar não abro mão de ser fiel a Ele,
Ser for preciso enfrento tudo de novo vale a pena ser fiel a Deus.

Letra enviada por Jessica Tenório


Link: http://www.vagalume.com.br/lauriete/vale-a-pena-ser-fiel.html#ixzz2KT7ai6pw

LAURIETE - A GLÓRIA




AUMENTE O SEU SOM! E CANTE!!! CANTE.....

COMO PERDOAR QUEM NOS FERIU?








 




Traduzido e adaptado
Por: Wilma Rejane


Feridas podem apodrecer em infecções se não tratadas. Isso é exatamente como funciona a falta de perdão. Se continuarmos a deixá-la aberta,  olhando para o ferimento, ela não será  curada. Em vez disso, ela será continuamente exposta ao ar sujo, tornando-se ainda mais infectada. A infecção no reino espiritual é acolhedora para os espíritos imundos, que apodrecem a ferida ainda mais. Se algo não for feito, a pessoa acaba enfrentando assédio demoníaco e tortura, e torna-se uma pessoa amarga e infeliz.

Eu tenho uma ideia do que você pode estar dizendo agora: "Essa pessoa não tem nenhum indício do  que eles fizeram para mim! Eles não merecem nada! Muito menos meu perdão!" Eles certamente não merecem o seu perdão, muito menos de Deus... Mas nenhum de nós mereceu o que Jesus fez por nós também. Aqueles que mataram Jesus não mereciam nada, mas olhemos para o  que Ele disse antes de morrer: "Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem!" Olhe à mercê profunda e rica do amor que Jesus tem para nós... Nenhum de nós merece! Mas Ele nos ama pelo que somos não pelo que temos feito. Ele queria um relacionamento conosco tanto que Ele deu a Sua vida por ele! Quando compreendemos o que Jesus fez por nós, torna-se muito mais fácil de transmitir essa graça para os outros.


Nós  estaremos simplesmente libertando nossas almas da escravidão provocada pela falta de perdão. Você não está perdoando-os em seu benefício, mas para o seu próprio bem! Sua alma, não a deles, é o que está sendo realizado em cativeiro por causa dos sentimentos que você se permitiu abrigar. Por que você deve permitir que o que eles fizeram o mantenha em cativeiro? Eu não! Eu não deixaria esse veneno em meu coração, o entregarei ao Senhor para que com ele Deus cure minhas feridas.


Perdoar os outros às vezes é muito difícil, mas é essencial se você quiser sair da escravidão que te leva  para baixo. Perdoar os outros lhe abre portas para que o Senhor comesse a curar sua alma (cura interior). A falta de perdão impede que Deus nos perdoe também os pecados (Mateus 6:15), coloca-se um muro entre nós e a fonte de nossa cura.


O Alto Preço da Falta de Perdão


Eu tenho visto tantas pessoas em escravidão espiritual, devido à falta de perdão. É uma fonte comum de assédio e escravidão  demoníaca, como Jesus nos adverte em Mateus 18:23-35.

Mateus 18:34-35: "E o seu senhor, indignado, e entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim também meu Pai celeste deve fazer também vós, se vos de vossos corações não perdoa cada um a seu irmão. "

Isso não é nada menos do que uma forte advertência literal que uma pessoa pode cair nas mãos de espíritos demoníacos para tormento e assédio se eles estão por dentro, implacáveis e amargos. Eu já vi isso de novo e de novo, não é uma cena incomum encontrar uma pessoa assediada por demônios por causa de amargura em seu coração. Amargura também é conhecido na Bíblia como o veneno espiritual:

Atos 8:23: "Pois vejo que estás em fel (veneno) da amargura, e em laço de iniquidade."

A falta de perdão não só dá demônios o direito ou a capacidade de nos atormentar, mas também impede que Deus  perdoe nossos pecados! Agora isso é sério, isso significa que quando clamamos a ajuda de Deus, mas tem falta de perdão em nossos corações, Ele olha para baixo e os nossos pecados estão diante dele.  Jesus foi muito claro que, se quisermos ser perdoados, não podemos ser implacável para com os outros:

Mateus 6:15 "Mas, se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas."

Além disso, a amargura é também um meio muito comum para um crente nascido de novo para tornar-se espiritualmente impuro, isto é, poluído ou impuro espiritualmente:

Hebreus 12:15, "Procurando diligentemente para que ninguém falha da graça de Deus, de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem."

Observe "muitos" a palavra no versículo acima, este é um meio muito comum que as pessoas se contaminem e abrir-se para o assédio espiritual do inimigo.

Dar a Deus o Que Pertence a Ele


A Palavra de Deus nos diz claramente que devemos permitir a Deus para trazer a Sua ira sobre a pessoa que nos feriu, e deixar que Ele faça justiça:

Romanos 12: 19, "Amados, não vingar-se, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor."

A Palavra de Deus nos diz claramente que o que semeamos, vamos colher:

Gálatas 6:7: "Não vos enganeis, de Deus não se zomba: pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará."

O Que Falta de Perdão, na Verdade, é.

A falta de perdão é na verdade uma forma de ódio contra outra pessoa. Se uma pessoa odeia alguém, é um sinal de que a pessoa está faltando amor em seu coração. Por quê? Eles não estão firmemente arraigados e alicerçados no amor de Cristo, e o amor de Cristo não está fluindo através deles. Tão simples como isso soa, é assim que funciona.

O que alguém pode ter feito contra nós é uma coisa, mas se você tomar a isca de Satanás de falta de perdão de coração, ele vai fazer muito mais mal do que eles. Você quer continuar a permitir que sua bagunça  incomode ainda mais? Será que eles não já fizeram bastante dano? Permitir ressentimentos e se tornar amargo, é apenas fazer sua ferida  se tornar ainda mais infectada espiritualmente. Diga honestamente a si mesmo: que bom que ele está me fazendo  resistir a dor e amargura que o inimigo tentou plantar dentro de mim.  Não seja tolo, a amargura é conhecida na Bíblia como o veneno espiritual:

Atos 8:23: "Pois vejo que estás em fel (veneno) da amargura, e em laço de iniquidade."

A razão por que Satanás quer que você segure a amargura, é porque ela é um veneno para a sua alma. Jesus disse que o diabo veio para roubar, matar e destruir. Satanás quer fazer isso com você.  Não deixe fazer isso com você, detê-lo morto em seus caminhos! Liberte-se desses sentimentos feridos, e deixe-os ir,  deixe que se vá esse  veneno de sua alma! 

Deus os abençoe.

Fonte: http://www.atendanarocha.com


JESUS E A FIGUEIRA ESTÉRIL


 



Era manhã de segunda feira, inicio da semana em que ocorreu a paixão de Cristo. Jesus e os discípulos estavam saindo de Jerusalém em direção à cidade de Betânia, à beira do caminho e ao longe, podia se avistar uma frondosa e convidativa figueira. O evangelista Marcos sobre a árvore comenta: “A figueira não tinha senão folhas, porque não era tempo de figos” Mc 11.13.

Figueiras são muito comuns na Palestina onde se pode encontrar pelo menos três espécies da planta.

-O figo precoce que amadurece no final de Junho
-O figo de verão que amadurece em Agosto
-O figo de inverno que é maior e mais escuro e também permanece na figueira por mais tempo, chegando a ser colhido, por vezes, na primavera.

Vale lembrar que na figueira, o que aparece primeiro são os frutos e depois as folhas. Portanto, e m uma figueira com muitas folhas, seria normal encontrar frutos.  Vamos examinar o que diz os Evangelhos sobre o encontro de Jesus com a figueira infrutífera:

“No dia seguinte, quando saíram de Betânia, Jesus teve fome. E vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempos de figos. Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto. E, passando pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. Mc 11:12-20”.

Mateus descreve a passagem de forma diferente  ao  que provoca certa polêmica quanto à interpretação: “A figueira secou imediatamente, vendo isso os discípulos, admiraram-se e exclamaram: Como secou depressa a figueira!” Mt 21:19.


Teria a figueira murchado imediatamente como afirma Mateus,  ou tempos depois de Jesus ter orado decretando sua morte como diz Marcos?   Esclarecer o tempo exato em que a figueira morre, pode ser útil, mas não é o que há de mais importante na passagem. Os céticos se prendem aos dilemas de interpretação para fundamentarem suas descrenças, desprezando o contexto.  Para o crente, contudo não é a dúvida que prevalece, mas a certeza de que o milagre aconteceu na hora e no tempo certo sendo para Deus possível todas as coisas. 


Jesus poderia ter abençoado a figueira e fazê-la dar muitos frutos, mas por que escolheu o contrário? Isso é intrigante para muitos. O Mestre da vida havia ressuscitado  mortos, curado doentes, expulsado demônios e ensinado pacientemente a pecadores, por que não transformar a figueira de infrutífera para frutífera? É uma pergunta interessante para se fazer. Consequentemente a resposta nos seria ainda mais surpreendente se considerarmos alguns dos acontecimentos ocorridos naquele dia na vida de Jesus e dos discípulos.

Primeiramente, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, Ele é aclamado pela multidão como “filho de Davi, o que veio em Nome do Senhor” Mt 11:9. Não obstante os corações cheios de fé, manifestando a chegada do Reino de Deus, estavam presentes ali os fariseus, revoltados, cheios de ódio e inveja pedindo silêncio para as crianças que louvavam a Jesus.

Depois desse acontecimento, Jesus se dirige ao templo e expulsa os cambistas que faziam do local ponto de comércio: “está escrito, a minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores” Mt 21:13.

Uma Parada em Betfagé

Depois disso, Jesus e os discípulos seguem em direção a Betânia. Sabem qual região está situada entre Jerusalém e Betânia?  O povoado de Betfagé. Muito provavelmente foi neste local que aconteceu a morte da figueira sem frutos. Betfagé significa “casa dos figos”  um povoado repleto de figueiras! Mas uma delas chamava à atenção porque estava à beira do caminho e se mostrava promissora quanto aos frutos, apesar de não ser tempo de frutos. A cidade das figueiras foi onde Jesus parou para “saciar a fome” Mt 21:18, mas não encontrou um figo sequer.

Assim como o templo “casa de oração” havia se transformado em covil de salteadores em demonstração de hipocrisia religiosa, a “casa dos figos” também dava demonstração de hipocrisia ao demonstrar na aparência aquilo que não era.  Assim como o templo de Jerusalém simbolizava os rituais farisaicos que externavam vaidade e desamor, sem frutificar para matar a fome dos necessitados de espírito, a figueira igualmente passava essa mensagem.

O prejuízo causado pela religiosidade dos fariseus era enorme, um sistema totalmente corrompido por interesses pessoais e distância de Deus, ao que Jesus muito criticou: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais que vós”! Mt 23:15

Aquela figueira sem frutos, mas com muitas folhas era um engano! Ela atraia os famintos, mas não saciava a fome. Verdade é que dava sombra, assim como dava sombra fazer parte do sistema religioso da época: status, regalias, fama, comodidade. Mas não bastava dar sombra, era preciso frutos, frutos!

A Benção e a Maldição

“Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidares, não somente fareis o que foi feito à figueira, mas até mesmo, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, tal sucederá; e tudo quanto pedirdes em oração crendo, recebereis” Mt 21: 21-22.

Cumpre-se nas palavras finais de Jesus junto a figueira, uma grandiosa lição sobre fé e oração. A decepção com a “casa de oração”, transformada em covil de salteadores, não era o único lugar a se recorrer para alcançar o milagre.  Não era necessário fazer parte de um sistema, de uma religião para ser ouvido por Deus. Era preciso ter fé, não duvidar, não ser hipócrita a ponto de querer demonstrar aos homens algo que não era. A mentira e a esterilidade espiritual não eram requisitos para alcançar e ser alcançado por Deus. Essa natureza deveria morrer, assim como morreu a figueira. E morrendo era necessário que surgisse um novo e sincero ser, capaz de buscar a Deus em oração para ver a transformação.

Jesus não destrói algo se não for para cumprir um objetivo maior. Essa lição está presente nos Evangelhos, na figueira morta. Ele mesmo se entregou à morte para que através desse acontecimento, houvesse vida para todos os que cressem.  E Ele fez isso sendo inocente, simplesmente por amor.  O melhor de tudo é que Ele venceu a morte, tendo ressuscitado para resgatar um povo para Seu Reino. A morte da figueira é a o que de melhor pode acontecer quando essa figueira em si é a própria morte. Uma morte que pode ser vencida pela vida de Cristo. 

Deus nos Abençoe.


Fonte: Bíblia de Estudos Plenitude
Fonte: http://www.atendanarocha.com/

BREVES LIÇÕES JUNTO AO TANQUE DE BETESDA




 A vida é semelhante à Betesda.

                                     



Ora,  havia ali, junto à Porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco alpendres Jo 5:2. 

Ler todo o capítulo sobre Betesda Aqui


O antigo tanque de Betesda existiu na parte Norte de Jerusalém, próximo ao mercado das ovelhas. Escavações realizadas no ano de 1888 revelaram que existiam colunas rodeando o local e em uma delas  a pintura – posterior a Cristo - de um anjo agitando as águas.  O que acontecia no tanque,  era um borbulhar temporário das águas, e cada vez que isso acontecia, as pessoas se jogavam nas águas,  para serem curadas. O nome Betesda pode ser traduzido como “lugar de derramamento”, “casa da graça” ou ainda “casa de misericórdia”.

Betesda  havia se transformado em lugar de peregrinação, centenas de pessoas se aglomeravam ao seu  redor  na espera do mover das águas e da realização de milagres. Um lugar assim parece um sonho, uma lenda, é tão fantástico que  algumas traduções antiquíssimas  do Evangelho de João omitem a parte que fala “um  anjo descia em certo tempo e agitava as águas”. Penso que esse fato foi dado a João como revelação, as pessoas, porém que frequentavam o local em busca de milagres, não sabia que os anjos agitavam as águas, sabiam sim que havia algo sobrenatural naquelas águas.

Se em sua cidade existisse um lugar assim, você iria? Penso que muitas razões conduziriam pessoas a um lugar como esse: curiosidade, esperança, fé, louvor, ganância (mercadores), misericórdia (para ajudar aos doentes), entre outros. É estranho que em um lugar tão sagrado, um homem paralítico, necessitado da ajuda para descer às águas, tenha passado despercebido: “ “Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me coloque no tanque” Jo 5:7. Não obstante eu ter citado a misericórdia como um dos motivos de frequentar-se o local, ela parecia está bem distante dali.



Quem Ama Serve

O que podemos aprender com o abandono do paralitico por parte dos peregrinos em Betesda?  Buscar a Deus é bem diferente de buscar milagres. Um coração amoroso encontraria naquele e em outros incapazes de andar, a oportunidade para servir. Servir é marca dos filhos de Deus. É claro que aquele paralítico clamou por ajuda, talvez com voz fraca, apatia, sem expressividade, de autoestima tão baixa que não conquistou ou convenceu ninguém de sua urgência. Ninguém, exceto Jesus. Ele conhece um clamor, ainda que silencioso ou silenciado pela multidão.

Betesda retrata: o  mundo, a igreja, as religiões e também a Salvação. Para alguns o tanque era místico, o poder estava nas águas e não no Senhor das águas. Para tantos outros,  Betesda serviu para devolver a saúde, mas o espírito continuou sedento, em sequidão. Betesda era um ritual, tal qual o praticado pelos hindus ao banharem-se no  rio Ganges. Betesda era o egoísmo dos homens que  só pensava em seu próprio bem estar e desconsideravam o outro. Mas, Jesus esteve em Betesda e realizou a cura fora da água, do lado de fora do tanque, porque Ele era a Água da vida, a fonte!

De Onde me virá o socorro? Sl 121:1

Nosso socorro e salvação não consistem em homens, nem em religiões, mas em Cristo Jesus. Ele vai de encontro aos corações humildes e quebrantados. Aquele solitário paralítico as margens do Betesda, quem sabe, se considerava o menor dos homens, mas tinha algo de grande nele: a fé. Ninguém pode acusá-lo de incredulidade.  Penso que em sua posição (deitado na maca) ele olhou para o céu e conversou com Deus. Vejo até lágrimas em seus olhos, de tão profundo lamento. Homens não viram, mas Jesus viu no que  foi atraído e o curou.


Mais Lições em Betesda


Caminhar para lá  e esperar o movimento das águas  é fazer parte do sobrenatural, dos sinais de Deus para os homens. Sem dúvida, o tanque era uma dádiva, um bálsamo, uma solicitude dos corações sofridos e marcados pela doença. Contudo, o amor e a misericórdia estavam distantes dali. Os olhares concorriam para as águas e desprezavam o Senhor das águas. Quantas pessoas tiveram um intimo encontro  com Jesus em Betes da? A Bíblia nos diz que um só homem.  

Os fariseus estavam lá, mas era sábado e sequer concordaram com a cura realizada por Jesus: “É  sábado, não te é lícito levar a cama” João 5: 10. De culto ao exterior viviam os fariseus, amar era um verbo por demais doloroso para eles, tão impressionados com rituais. Nem mesmo os milagres extraordinários vistos no tanque, transformavam aqueles endurecidos corações. Eles não deixavam Jesus entrar em seus corações trancafiados com mil ferrolhos.

E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior.  Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.  Lucas 17: 20-21


O que de maior deve existir em nós é a sede por Deus, é a vontade de nos relacionarmos com Ele e obedecê-Lo. Isso não requer sacrifício, porque estes não agradam a Deus, mas implicam humildade. Conheço homens cheios de conhecimento, doutores em suas áreas acadêmicas, mas de uma pobreza espiritual sem limites, e o pior: impregnados pelo orgulho de seus status a tal ponto de não ajoelharem-se diante de Deus. Misericórdia, que pelo poder e amor de Jesus, sejam estes alcançados para conhecerem a verdadeira felicidade que não provém de coisas exteriores.

“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” Tg 4:6.

Encontrar Jesus e ser resgatado para o Seu Reino em vida abundante e eterna, não é privilégio de uma minoria, de eleitos, nada disso. Ele veio para todos (Jo 3: 16) e todo o que Nele se firma, encontra a Vida, mesmo quando chega a morte: "Eu sou a ressurreição e a vida . Quem crê em mim, ainda que morra viverá." Jo 11:25. Que haja em nós essa humilde busca e entrega. 

Deus o abençoe. 


Fonte: Bíblia de Estudo Plenitude, revista e atualizada, SBB Evangelho de João, Capitulo 5, pg. 1076.

APANHANDO GRAVETOS- A VIÚVA DE SAREPTA







Sarepta era uma pequena cidade costeira fora das fronteiras de Israel, pertencia ao domínio de Sidon e era governada por pagãos. Por toda região, no reinado de Acabe, houve uma grande seca. Por três anos e seis meses nem uma gota sequer de água caiu do céu. Esta seca fora predita pelo profeta Elias, que perseguido por corruptos governantes, se refugia junto ao ribeiro de Querite. Elias ficou em Querite, sendo sustentado pelos corvos até o riacho secar. Deus cuidou de Elias para que não morresse de fome, já que não podia andar livremente pela região, o lugar e as circunstâncias que vivia o profeta, eram incomuns. Ninguém sabia seu paradeiro, a não ser Deus.

Certo dia Elias acorda e não vê corvos, nem comida, nem água. O riacho havia secado. Ele precisava partir algo novo lhe esperava. Quem ordena que o riacho seque é o próprio Deus que lhe aponta um novo caminho, nova direção: “Levanta-te, vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma viúva que te sustente” I Rs 17:9.

Quando “o riacho” seca, é hora de recomeço. Chegando a Sarepta, a porta da cidade, está uma viúva, apanhando gravetos. Não era lenha, eram gravetos. Lenha é para fogo alto. Gravetos, para pequeninas chamas, que rapidamente se tornam em brasa, sinal de pouca comida. Elias, cansado da viagem, cumprimenta a mulher e lhe pede um pouco de água e também pão: “Não tenho comida em casa, só um punhado de farinha e um pouco de azeite, vês, só peguei dois gravetos, vou prepará-lo para mim e meu filho para que comamos e morramos” I Rs 17:12


A reação de Elias, diante da confissão da viúva, é inusitada. Ele pede que o alimento seja dado primeiramente para ele, assim Deus multiplicaria o azeite e a farinha até a chegada da chuva. Sem questionar, a mulher obedece e a Palavra do Senhor se cumpre, dando-lhe fartura de víveres.


Os Gravetos:


A viúva de Sarepta não entregou apenas as primícias da refeição para Deus, mas tudo que tinha. Os gravetos se multiplicaram em sua casa. A noticia se espalhou e logo vieram pedintes. Muitas outras pessoas foram alimentadas. Ali estava, uma viúva solitária, em território pagão, falando do Deus de Israel e de suas maravilhas. E ela nem era do povo escolhido! Jesus, disse que muitas viúvas havia em Israel na época da grande fome, mas apenas a uma das viúvas, foi enviada providência. Lc 4:25.


A fé de uma gentia moveu o coração de Deus. Israel era tão populoso, uma vida, representa uma porta tão estreita... Onde estariam os judeus? Adorando a Baal? Se curvando a Jezabel, Acabe? Esperando que estes lhes trouxessem chuva? Estariam murmurando? Ao contemplar essa passagem Bíblica, temo pela Igreja. Teríamos a mesma fé da mulher que atraiu Elias até Sarepta? Estaria a igreja hoje como os judeus da época de Elias?

No apanhar dos gravetos, a viúva de Sarepta, teve um encontro com o Deus de Israel, a quem ela buscava e temia. Sua vida estava por um fio, se Elias não tivesse chegado, a morte a alcançaria. Como está sua vida? Chegou ao limite dos gravetos? Entregue os poucos que lhe restam para Deus, confie e Ele lhe dará vida, em abundância. Não entregue sob medida, mas por inteiro. Saiba que para Deus, não existe distância, barreira ou circunstância, tudo que Ele quer é um coração que lhe adore, com todas as forças. Ele mesmo removera "a fome", multiplicará “o azeite e a farinha”.


Wilma Rejane
Bíblia de Estudo Plenitude.
Fonte: http://www.blogger.com/

PEDRO, TU ME AMAS?



  Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas?


Qual seria a intenção de Jesus ao perguntar recorrentemente sobre o sentimento de Pedro? O apóstolo, que por três vezes, negou conhece-Lo a caminho da crucificação? O filho de Jonas, meio desconcertado responde dizendo amar Jesus com amor fhileo (strong 5368). Um sentimento carinhoso, afetuoso, mas limitado em suas proporções, ainda distante do amor Ágape, perfeito, incondicional e insistente porque é longânime.

Esse amor, Pedro desconhecia. Mesmo estando tão perto e sendo por ele moldado. Pedro ainda não havia se dado conta da dimensão do amor do Reino. O Ágape se estende sobre nós dia após dia como proteção e cuidado, com a graça constante que nunca falha a perguntar-nos: Tu me amas? Tu me amas? Tu me amas? É a mesma voz, insistente que nos persegue. Apesar dos erros, dos medos, da vergonha, da ingratidão e toda nossa imperfeição.

É o mesmo Ágape que nos remete ao calvário. Que deu forças ao frágil e abatido corpo de Jesus (Is 53:3), fazendo-o resistir à dor do desamor, porque insistentemente em seu coração fluía os rostos dos “Pedros” que precisavam mergulhar no Ágape em um encontro com a felicidade.

 Junto ao Tiberíades


É as margens do lago em Jerusalém que Jesus mantêm com o filho de Jonas, aquele diálogo. Ressurreto, Ele reaparece pela terceira vez e encontra Pedro e alguns companheiros em uma tentativa frustrada de pesca: “Naquela noite nada apanharam” Jo 21: 3.


 É estranho ver fracassar os homens que andaram com Jesus e viram barcos irem a pique por tantos peixes, pães e peixes se multiplicarem a ponto de sobejar. Lá estavam eles, de redes vazias. Disse-lhe, pois Jesus: Filhos tendes alguma coisa para comer? Responderam-lhe: Não (Jo 21:5). As lições que haviam aprendido pareciam ter fugido dos sentidos. Onde estava a fé? Aquela não era a resposta que Jesus queria e merecia ouvir. Não havia por ali nem mesmo dois peixinhos?

E em uma demonstração de poder, misericórdia e insistente amor, Jesus diz: Lançai a rede (Jo 21:6), é ai que do Ágape surge à multidão de peixes e por este milagre, todos reconhecem que aquele estranho era Jesus. Simão Pedro, envergonhado, por estar nu (sem nada por baixo da túnica), apressadamente entra no mar.

O Amor Restaura
Não foram tantos os dias que os discípulos ficaram distantes de Jesus, mas já havia um abismo entre o que viram, viveram e aprenderam e o estado onde estavam.  Estar acompanhado com os que amam, não necessariamente significa amar. Os discípulos precisavam do ágape dentro deles! Jesus estava ali, naquele informal encontro para dizer-lhes que havia um tipo de amor que valia a pena ser vivido, buscado, encontrado. Ele era esse amor!

Pedro, tu me amas? Pedro, tu sabes o que é amar? Pedro, tu sabes que te amo?

Só existia uma maneira de responder satisfatoriamente a pergunta de Jesus. Não era com a mente, nem com a diplomacia que o companheirismo rega, era com o coração, com um mergulho dentro do ser. Pedro precisava fazer essa reflexão. E foi quando reconheceu sua fragilidade e nudez da alma: “Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo” Jo 21:17 que Jesus o considerou pronto:” Pedro, iras morrer por amor a mim”  Jo 21:18


Revestido de Ágape

"Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre" I Pedro 1: 23.

È Pedro quem escreve o verso acima. Agora ele já não falava mais de  fhileo, mas tendo sido gerado de novo, demonstra conhecimento profundo da dimensão do amor do Reino. Se antes ele  fugia da morte alheia, por vergonha, medo,  falta de amor... Agora ele, seria o sacrifício. Não por fruto de seu limitado amor, mas por revestimento do Ágape. Este que não o acovardou, mas o fez entregue, na certeza de reencontro com Aquele que o transformou. Pedro foi vencido pelo insistente amor. E é esse amor que releva nossas falhas e a exemplo de Pedro nos reveste para a eternidade.

Wilma Rejane

Bíblia de Estudo Plenitude
Capitulo 21 Evangelho de João.

Fonte: http://www.atendanarocha.com

A MULHER COM FLUXO DE SANGUE





"E disse Jesus: Quem é que me tocou? (Lc 8:45)

Pedro, que estava com Jesus retrucou: " A multidão te aperta e te oprime e dizes: Quem é que me tocou? O que Pedro não entendia era que aquele toque era diferente, especial. "Quem me tocou?” - Enquanto os demais, movidos por curiosidade, superstição e pensamentos naturais "apertavam e oprimiam Jesus", a mulher, com firmeza e determinação, tocara o coração do Mestre.


Quem sofria com fluxo de sangue era considerado imundo. Não podia tocar nem ser tocado. Até mesmo objetos, perdiam o valor se tocados por um doente com fluxo, A impureza física era associada a moral e assim eram excluídos do convívio normal da sociedade (Lv 15).

Solidão e Conflito.

Tocar em Jesus?! Estás louca?!! Certamente esta seria a reação das pessoas se a mulher lhes contasse sua intenção. Ela ouviu falar de Jesus, de seus milagres, do seu amor pelas pessoas... Talvez tenha vibrado de alegria em um lugar solitário da casa: "Vou ficar curada!! Acabou meu sofrimento!!" O evangelho de Mateus relata: "Porque dizia consigo: Se eu tão somente tocar a sua veste, ficarei sã".Mt 9:21. Ela não podia compartilhar sua alegria! Ninguém a compreenderia!.
"Alguém me tocou, então a mulher não podendo ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante Ele declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado" Lc 8. 46.

O medo, sentimento de inferioridade e a vergonha ainda faziam parte de sua vida, mas, ao declarar perante todo o povo que tocara Jesus, vencera a si mesma e a multidão. Creio que antes de tocar Jesus, fora profundamente tocada por Ele. Durante o intervalo em que ouviu falar de Jesus até tocá-Lo, muitas coisas aconteceram na vida da mulher. Ela viveu um processo de cura interior que teria lhe concedido forças em meio a sua fraqueza. O milagre aconteceu porque havia elementos sobrenaturais movendo os céus. Era sua fé, arrependimento, determinação. Ela era diferente da multidão.

O Toque na Orla

Em seu encontro com a mulher com fluxo de sangue, as vestes de Jesus eram a de um Israelita obediente a Deus. É que no Livro de Números há uma orientação que deveria ser seguida por todo que desejasse ser santo e agradável a Deus: As vestes deveriam conter franjas nas bordas e um cordão azul. "e as franjas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os cumprais" Nm 15.39.


Foi exatamente na orla, parte mais significativa da roupa que ela segurou.  No verbo Grego ela fez mais que tocar, ela agarrou, pegou (Gospel of Luke, pág. 166). Ela agarrou o que era a representação do Divino, Celeste. Talvez tenha pensado que a pureza da veste lhe purificasse. Há quem diga que havia um misto de superstição e fé no gesto, um equívoco desfeito por Jesus ao falar-lhe: “filha, a tua fé te salvou".

Aprendendo com a Mulher do Fluxo de Sangue.

Ela nos ensina que a fé precisa de uma ação. A Bíblia diz: "Sem fé é impossível agradar a Deus"  (Hb 11:6) e outra vez diz: " A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus" Rm 10:17. Ao praticar essas verdades são vencidos os medos, fracassos e tudo mais que porventura nos impediriam de chegar até Jesus. Ele sempre está disposto a transformar vidas, porém, como a multidão, muitas vidas não conseguem alcançar o milagre.

Existiam duas multidões nessa história: Uma próxima a Jesus e outra distante, representada pelos familiares, vizinhos, enfim, todos os que faziam parte do cotidiano da mulher. O que aprendemos? Essas multidões ainda são reais. Da mesma forma, religiosos, fariseus podem nos impedir de alcançar o Reino, também pessoas queridas. A mulher, no entanto tinha muita convicção. O livro de Romanos diz: "De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus “Rm 14.12. Somente nós poderemos tomar essa decisão.


Se você ainda não teve um encontro real com Jesus, lhe convido a fazer como esta mulher. Agarre, segure o Mestre e confesse a Ele tudo o que está em seu ser. Ele pode e quer lhe curar totalmente dando-lhe vida em abundância.

Por Wilma Rejane.

Sobre a tradução do Grego e as vestes de Jesus, foi consultado artigo de Délcio Meireles, publicado no blog Tempo Kairós.

PECADORA QUE UNGIU OS PÉS DE JESUS









A passagem é descrita unicamente no Evangelho de Lucas, capitulo 7, versos 36 a 50. Uma mulher sem nome, que entrou para história por ter ungido os pés do Mestre Jesus, enquanto lágrimas desciam de seu rosto, misturando-se ao óleo, ao que ela carinhosamente enxugava com seus cabelos. A tradição diz que essa mulher era Maria Madalena, mas não há comprovação de que realmente seja. Muitos, ainda, dizem que a mulher seria a mesma de Marcos 14:3-9, Mt 28 e João 12-1-8. E por muito tempo, também pensei dessa forma, até estudar cuidadosamente e sem sombra de dúvida, constatar que Maria, irmã de Lázaro que ungiu a cabeça e o corpo de Jesus, em um jantar em Betânia, profetizando sua morte, nada tem a ver com a prostituta arrependida de Lucas 7. A semelhança está no ato de Maria, também ter ungido os pés de Jesus e enxugado com seus cabelos. Quando fez isso, estava em casa de Simão, o leproso, pai de Judas Iscariotes. A mulher, chamada de prostituta, estava em casa de um fariseu, coincidentemente, também chamado de Simão. Se dissermos que as passagens falam da mesma mulher, então estaremos afirmando que Maria, irmã de Lázaro (o ressuscitado) era prostituta, o que não procede.


Mas deixemos a identidade da mulher em oculto, seu nome e sua parentela talvez nem dissesse quem de fato ela era. O encontro que teve com Jesus, esse sim definiu toda sua vida e marcou uma nova identidade. Nem diria “nova identidade”, mas a que se havia perdido, pelas escolhas que fizera, pelos caminhos que andava, enfim pela vida que levava. Ao arrepender-se, ela torna-se aquilo que Deus idealizou para ela. Uma mulher livre, capaz de andar em qualquer lugar de cabeça erguida, de testemunhar sobre ser “nova criatura em Cristo Jesus” II Cor 5. 17. Essa mulher disse muito, sem dizer uma palavra! Seus gestos foram capazes de despertar a atenção de Jesus e de fazer com que Ele a recebesse em Seu Reino, dizendo as mesmas palavras que disse a mulher que fora curada do fluxo de sangue: “A tua fé te salvou, vai em paz”. E esse "salvou" no grego é “sozo” (stong 4982): sarar, preservar, manter seguro, resgatar do perigo. Uma palavrinha tão pequena, com tão grandes significados! Em algumas culturas “sozo” simplesmente se traduz como: “dar uma nova vida”, “trocar o coração”, aleluia! Assim Jesus disse: Vai mulher, está segura do perigo, livre da morte eterna, sarada, preservada, com nova vida, novo coração! Onde mais encontraríamos tão grande conforto e refrigério?


A pecadora que ungiu os pés de Jesus adentrou na casa do fariseu Simão sem ser convidada e discreta e silenciosamente se agachou junto aos pés de Jesus. Abriu seu pequeno frasco de alabastro (feito de gesso ou semelhante) e derramou suavemente o óleo sobre a pele de Jesus, espalhou com as mãos e recostou sua cabeça juntinho a Ele, especialmente sua face molhada de lágrimas que caiam incessantemente. E quando já não podia enxugar os pés do mestre, pois mãos e rosto estavam bem molhados, ela usa os cabelos como se fosse um lenço. Que bela cena! Quanta gentileza e amor de Jesus por não se sentir incomodado com a ação. Pelo contrário, Ele compreende perfeitamente a grandeza de cada gesto, o significado de cada lágrima, o deslizar do óleo que simbolizava exatamente o bálsamo curador da alma daquela mulher, outrora tão desprezada e infeliz! Óleo ajuntado sob lágrimas de arrependimento. Jesus estava no coração daquela mulher, que já não era pecadora, pois estava ali, implorando perdão. Suspirando por misericórdia. Ela viu em Jesus o amor que não havia visto em nenhum outro lugar. Cansada de tantos relacionamentos e homens carnais, ela enfim encontrara descanso, um lugar para deixar o pesaroso jugo e seguir em frente.


Fazendo um breve resgate dos costumes da época em Israel, as mesas eram dispostas com três largos sofás ao seu redor. Um dos lados da mesa ficava livre para que os servos pudessem trafegar com tranquilidade ao servir as refeições. Essa arrumação era herança romana, chamada triclinium. Sendo assim, os pés dos que estavam à mesa, ficavam livres. A mulher, então, pôde sem impedimento chegar aos pés de Jesus. Depois dessa descrição de costumes, fica fácil compreender a passagem: “E estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés e ungia-os com o bálsamo.” Lc 7. 38.

Vejam, Simão convida Jesus para jantar e não faz para Ele, às honras comuns dedicadas a um convidado.


Lucas 7: 44- Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta com suas lágrimas os regou e com seus cabelos os enxugou.
Lucas 7: 45 Não me deste ósculo; ela, porém, desde que entrei, não tem cessado de beijar-me os pés.
Lucas 7: 46 Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta com bálsamo ungiu-me os pés.
Lucas 7: 47 Por isso te digo: Perdoados lhe são os pecados, que são muitos; porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.



O fato é que o fariseu ficou incomodado com a presença da mulher, seu modo de tratar Jesus e a não reação Dele. Ela não era digna, será que não percebia isso? Jesus leu os pensamentos maldosos e preconceituosos de Simão, mas o fariseu foi incapaz de saber o que se passava no íntimo da pecadora arrependida. Ninguém compreende tão bem um coração carente e amoroso quanto Jesus. Ninguém sabe julgar perfeitamente e além da aparência, somente Ele! Podemos nos enganar sobre o que seja bom e justo. O fariseu se achava superior à mulher que ungia os pés de Jesus. Ele tinha uma vida social estável, pertencia à elite religiosa local, tinha influência. Aos seus próprios olhos, justo. Mas existia uma diferença essencial entre o fariseu e a pecadora arrependida. Jesus estava sentado à mesa da casa de Simão, quanto à pecadora; Jesus estava em seu coração. Eis a diferença de um cristão para um fariseu: o lugar que cada um reserva para Jesus em suas vidas. O homem, não é justo por si mesmo, mas em Cristo se torna justo: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.” Gálatas 2: 16.

A mulher amava a Jesus acima de tudo, não teve medo do que iria enfrentar por sua fé. Diz I João 4: 18 “O verdadeiro amor lança fora todo o medo”, acho mesmo que esse versículo pode ser usado com fins impróprios, mas não é esse o caso. Verdadeiramente ele se aplica a situação da pecadora que ungiu os pés de Jesus, ela não teve medo de entrar na casa de Simão sem ser convidada e prestar honras a um homem que tinha certeza ser o Messias Salvador. Ela foi corajosa, mais que isso, ela muito amou. E assim Jesus a descreve para os presentes: “uma mulher que amou por demais porque teve uma grande dívida perdoada” Lucas 7: 47. Simão amou pouco a Jesus, e amou demais o mundo. Ele teve receio de tratar Jesus bem demais e ser criticado por seus colegas de religião, ele teve medo de demonstrar amor. E se isso aconteceu, é porque o medo venceu, o amor perdeu. Simão é o típico exemplo de pessoas que confessam ser cristãs por conveniência. Convidam Jesus para suas mesas, mas não O deixam entrar em seus corações e nos demais recintos da casa.

A mulher que ungiu os pés de Jesus estava visivelmente grata por tudo e prestou - Lhe uma adoração sincera. Os gestos dela, repletos de amor e simplicidade, impressionaram  a Jesus muito mais  que o jantar de luxo oferecido por Simão. Com um frasco de unguento, ela unge os pés de Jesus. Por que os pés? Já me perguntei tantas vezes, já que a unção sacerdotal era sobre a cabeça.  Quem sabe, para retribuir o conforto de andar em um novo Caminho, de não mais pisar os pés em lugares inseguros e escuros. Quem sabe, para proporcionar descanso a Jesus, pelas muitas caminhadas feitas salvando vidas, nas quais ela se incluía. Um descanso que ela experimentava agora. Não nos é dado o valor do unguento, mas certamente foi ajuntado com zelo e guardado com muito cuidado para a ocasião. Que nós também, possamos ter zelo com nosso culto, nosso relacionamento com Deus. Que tenhamos momentos de derramar lágrimas e agradecer com todo o coração por tudo que Jesus é. Que  agradar aos homens não seja mais importante em nossas vidas, do que agradar a Deus.


Em Cristo, Aquele que veio para nos salvar.
FONTE:http://www.atendanarocha.com