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domingo, 3 de março de 2013



LIÇÃO 10                                                                                                     10 de Março de 2013


ADMEP – Assembleia de Deus – Ministério Estudando a Palavra

EBD - Escola Bíblica Dominical

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ



Tema:  - HÁ UM MILAGRE EM SUA CASA



TEXTO ÁUREO

“Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio”

(II Reis 4. 4)


VERDADE PRÁTICA


A história da multiplicação do azeite da viúva mostra claramente que o Senhor é soberano e gracioso para suprir todas as necessidades de seus filhos.

Leitura Bíblica em Classe:

II Reis 4. 1 - 7

Texto Básico: II Reis 4:1-7

Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio” (2 Rs 4:4).




Introdução: - Milagre é toda alteração da natureza criada por Deus, feita pelo próprio Deus e para a glória de Deus! Nesta Aula, trataremos acerca do milagre ocorrido na casa de uma viúva de um dos profetas, que falecera e deixou uma grande dívida. Achando-se incapaz de saldar a dívida, enfrentou a possibilidade de o credor tomar seus dois filhos para um período de escravidão. O texto em Levítico 25.39-42 determina que se o devedor não pudesse pagar a sua dívida, ele era obrigado a servir ao credor como escravo até o ano do jubileu. Deus, porém, interveio e concedeu-lhe a provisão suficiente para atender a necessidade urgente dela e de seus dois filhos. De acordo com o historiador Flavo Josefo, “a viúva desta história era a esposa de Obadias, o mordomo de Acabe em 1 Reis 18. O motivo de a família estar endividada era que Obadias havia sustentado os 100 profetas do Senhor que ele escondera de Acabe e Jezabel”. Essa história é muito conhecida no meio cristão tradicional e é um exemplo importantíssimo de  como a provisão de Deus funciona na nossa vida. O texto base que relata essa história está em 2 Reis 4:1-7. Sem dúvida, esta é uma das mais surpreendentes passagens bíblicas para aqueles que creem que para o Senhor não há causa impossível. Esse milagre nos ensina que a o pouco com Deus torna-se muito e a escassez pode converter-se em abundância. O Deus de Elizeu é também o nosso Deus. Ele é imutável - “Porque eu, o Senhor, não mudo...”(Ml 1:17). Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje e eternamente”(Hb 13:8) -, e mediante sua graça continua a alcançar os corações daqueles que estão desesperados por um milagre em sua casa.

I.          A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE

1.              A Necessidade Humana. A sociedade de Israel era sobremodo injusta em relação às mulheres e crianças, vetando-lhes até mesmo os direitos e privilégios garantidos por Deus ao seu povo. Mesmo em tempos de avivamento espiritual, elas eram vistas como seres inferiores, impedidas de participar dos cultos, das assembleias e das festividades religiosas. Imaginem, então, numa época de apostasia, em que o temor de Deus havia desaparecido; numa época em que cada um fazia o que queria, ignorando por completo as leis de Deus!

Eliseu era compromissado com Deus, não com as tradições, por isso não se calou frente à injustiça, nem se deixou moldar pela teologia deturpada daqueles dias. Em seu ministério, mais do que no de qualquer outro profeta, a mulher foi valorizada e seus direitos respeitados. “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”(Tg 1:27).

Foi naquele difícil contexto que a esposa de um seminarista ficou viúva. Como herança, o aprendiz de profeta deixou-lhe dois filhos para criar e uma dívida para saldar. Não havia pensão, não havia seguro de vida e não havia ninguém por ela. Por isso, não tardou surgirem os “abutres do lucro fácil”, ávidos por confiscar-lhe os filhos.

Não tendo a quem mais recorrer, a pobre viúva apelou ao profeta Eliseu, apesar de saber que este também não possuía recursos financeiros. Confiava que ele encontraria em Deus uma saída para a crise. Ela sabia que o profeta Eliseu era um homem de Deus, por isso recorreu a ele (2 Rs 4:1). As Escrituras Sagradas mostram que o Senhor socorre o necessitado: “Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua angústia...”(Is 25:4); “Porque o Senhor ouve os necessitados....”(Sl 69:33); “Cantai ao Senhor, louvai ao Senhor; pois livrou a alma do necessitado da mão dos malfeitores” (Jr 20:13); “Eu sou pobre necessitado; mas o Senhor cuida de mim; tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus” (Sl 40:17).

Os contemporâneos de Eliseu abusavam das crianças necessitadas, tolhendo-lhes o direito, o respeito e a dignidade. E os nossos contemporâneos, não têm feito o mesmo? Nossas crianças têm sido comercializadas; sua inocência tem dado lucro a muita gente; seu corpo angelical tornou-se um objeto de desejo; suas mãos delicadas se transformaram em “mão-de-obra barata”; a formação do caráter e personalidade de milhares de crianças inocentes e indefesas tem sido colocada à mercê de casais homossexuais, com educação moral e espiritual totalmente desviada do padrão judaico-cristão. Não podemos nos calar, nem fingir que tudo isso não acontece.

2.            A Misericórdia Divina. Diante do clamor daquela viúva (1Rs 4:1), Eliseu ficou sensibilizado e não hesitou em atendê-la. Tal como Elias fizera em Sarepta (1 Reis 17), usou do pouco que ela tinha para resolver o problema. Deus compadeceu-se daquela mulher sofredora e interveio na sua causa. O Senhor é compassivo, misericordioso e longânime – “Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus tem misericórdia” (Sl 116:5). “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3:22). Há grande suprimento para toda necessidade quando Deus intervém. Coloque tudo o que tem nas mãos de Deus e, ainda que seja pouco, se fará mais que suficiente.

II.          A DINÂMICA DO MILAGRE.

1.              Um Pouco de Azeite. Diante do clamor da viúva, o profeta Eliseu perguntou-lhe: “Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite”(2Rs 4:2). Eliseu havia compreendido o que Deus podia fazer usando um simples vaso com azeite, a princípio insignificante, e então disse à mulher e a seus filhos para pedir emprestado aos vizinhos a maior quantidade de frascos vazios que pudessem (cf. 2Rs 4:3-5). O azeite era uma mercadoria muito apreciada em Israel, servindo como alimento, medicamento, cosmético, combustível e para fins religiosos. Aquela mulher demonstrou o seu calor por meio da fé e por meio de um especial empenho para vender rapidamente o produto e saldar suas dívidas.

Muitas vezes, nos sentimos como aquela viúva quando percebemos que o que nos resta parece algo absolutamente insignificante, de modo que nem cogitamos que aquilo possa ser usado por Deus a nosso favor. Contudo, essa história nos mostra que Deus tem poder para transformar em muito aquilo que nos parece pouco.

2.            Uma Fé Obediente. A viúva e seus filhos olharam para todos os vasos cheios do azeite que viera de sua pequena botija. Eliseu disse para ela vender o azeite e pagar a dívida deixada por seu marido. Com o dinheiro que sobrasse, ela e seus filhos poderiam viver por muito tempo. Aquilo foi realmente um milagre! Deus trouxe àquela família Sua provisão de maneira extraordinária. A partir de um único vaso de azeite que a viúva possuía, Deus foi capaz de multiplicar a quantidade de óleo de modo a atender a necessidade urgente da família.

A fé que aquela mulher tinha no Senhor tornou possível que ela saísse daquela situação crítica; permitiu que ela apresentasse seu problema a Deus e confiasse nele para orientá-la no sentido de encontrar a solução. Deus também deseja que você creia e busque em Sua Palavra a orientação sobre o que esperar dele e sobre como agir com sabedoria nos momentos de escassez.

Um detalhe importante no texto é a ordem de Eliseu para a mulher: “fecha a porta” (2Rs 4:4). O que se percebe aqui é que o homem de Deus, Eliseu, não buscou notoriedade no milagre. Ele tinha plena certeza que Deus era quem estava operando aquele grande milagre. Então a glória pertencia a Deus e não ao profeta. Segundo o pr. José Gonçalves, é possível que uma das causas da escassez de milagres hoje esteja na publicidade desenfreada. Deus quer privacidade, mas os homens gostam de notoriedade. Gostam de aparecer e vangloriar-se (Lc 12:15). Deixam a porta aberta para serem vistos!

3.            Deus age com o que você tem. Quando o profeta Eliseu perguntou à viúva sobre o que ela tinha em casa, a resposta da mulher vem em um tom desanimador: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite”. Ora, se para Deus o nada já é muita coisa, quanto mais uma botija de azeite. A provisão milagrosa lhe veio mediante o que ela já tinha: um vaso de azeite. A provisão foi dada na medida da fé que a mulher tinha e da sua capacidade de armazenamento. Deus usou o que ela possuía para multiplicar-lhe os recursos e realizar o milagre de que ela precisava. Para Deus  operar  um milagre a quantidade não faz nenhuma diferença. Vejamos:

·   Moisés – tinha uma vara: “… e os filhos de Israel passaram pelo meio do mar em seco…” (Êx 14:16,21, 22).

·   Sansão – tinha uma queixada de um jumento: “… e feriu com ela mil homens.” (Jz 15:15).

·   Davi – tinha uma funda e cinco pedras: “E assim… prevaleceu contra o gigante filisteu…” (1Sm 17:40,50).

·   A viúva de Sarepta – tinha farinha na panela e azeite na botija: “… e assim comeu ela… e a sua casa muitos dias” (1 Rs 17:12,14,15).

·   Elias – tinha uma capa: “… e passaram ambos (Elias e Eliseu) o rio Jordão em seco.” (2 Rs 2:8).

·   Os discípulos – tinham cinco pães e dois peixinhos: “… e deram de comer a quase cinco mil pessoas.” (Mc 6.37-44).

·   O apóstolo Pedro – tinha unção e poder e disse ao paralítico: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta e anda.” (At 3:6).

·   A mulher do profeta – tinha apenas uma botija de azeite. E foi a partir desta botija de azeite que Deus operou o milagre: “E sucedeu que, todos os vasos foram cheios…” (2Rs 4:2,6,7).

O milagre, portanto, depende do que se têm. O que é que você tem em casa? Diante da pergunta, você poderia responder: “Não tenho nada”. Não seja tão pessimista para enxergar o quão é suficiente para Deus para fazer um grande milagre através daquilo que você considera não ser nada. Um martelo é suficiente para transformar você num homem de grandes negócios. Deus irá operar o milagre em sua vida a partir do que você tem. Se nada oferecemos a Deus, Ele nada terá para usar. Mas Ele pode usar o pouco que temos e transformá-lo em muito. “Sem fé é impossível agradar a Deus”.

Nós podemos nem ter tudo, e, contudo, podemos ter conosco alguma coisa que Deus é capaz de abençoar abundantemente - “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Ef 3:20).

Não perca a esperança! “O pouco pode ser transformado em muito se for colocado nas mãos do Senhor e por Ele abençoado” (Mc 6. 30-44). Creia!


III.          OS INSTRUMENTOS DO MILAGRE: OBEDIÊNCIA, FÉ E AÇÃO.

Então, disse ele: Vai pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos. Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio. Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia” (2Rs 4:3-5). A mulher obedeceu à orientação do servo de Deus, usando o que ela tinha em suas mãos, e o milagre da multiplicação do azeite aconteceu. A orientação do profeta Eliseu foi simples e objetiva:

1.            “... pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não  poucos”. Às vezes temos que fazer algo que esteja ao nosso alcance para receber o que Deus nos quer dar.

2.            “... fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos...”. A mulher devia fechar a porta, ficar a sós com seus filhos e trabalhar. Nem sempre as bênçãos de Deus acontecem no meio de muita gente. Neste sentido, Jesus orientou assim: “Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará” (Mt 6:6).

3.            “... fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia”.  A mulher foi ajudada por seus filhos. A participação de nossos filhos na obra de Deus é a resposta às orações e à orientação dos pais. Isso é uma bênção!

4.           A viúva recebeu mais do precisava - “... E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou “(2 Rs 4:6). A viúva recebeu do Senhor mais do que pedira. Seu pedido fora apenas que seus filhos ficassem livres de viver na escravidão. Mas em sua pobreza, ela ainda tinha muitas outras necessidades. Deus Se dispôs a suprir essas necessidades. Ele constantemente dá aos seres humanos bênçãos muito maiores do que eles pedem para si mesmos.

5.            “vivei do resto” (2Rs 4:7). O milagre da multiplicação do azeite, além de resolver o problema da dívida deixada pelo marido, proveu o sustento dela e dos filhos por muito tempo. Às vezes Deus quer dar bênçãos duradouras e a pessoa quer apenas as temporárias. Salvação é bênção duradoura. Cura de alguma enfermidade é temporária.

Portanto, precisamos agir com fé, pois a fé sem obras, sem atitudes, sem ação, é morta. A mulher pegou as vasilhas e começou a enchê-las a partir da botija de azeite que ela tinha em sua casa. Ela foi quem encheu as vasilhas e não o profeta. Este somente deu a orientação. Da mesma forma, Deus nos orienta, conforme as nossas forças e os nossos recursos, a agirmos e buscarmos a solução para os nossos problemas. Mas, nós é que devemos que correr atrás, que buscar, que agir.

Prezado irmão e amigo, você está aguardando no Senhor algum milagre em sua casa, em sua vida? Você tem passado por provações na vida semelhante às desta viúva? Você é temente a Deus como essa viúva? Você tem buscado em Deus a solução de seus problemas ou apenas tem comentado com os outros o que você está passando? Faça como a viúva em comento: seja obediente aos mandamentos de Deus, tenha fé e aja com ousadia e determinação.

IV.          O OBJETIVO DO MILAGRE

1.            Uma Resposta ao Sofrimento. Conforme disse o pr. José Gonçalves, todos os milagres realizados por Eliseu deixam bem claro que eles ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também ao sofrimento (2Rs 4:1-38;5:1-19; 6:1-7). O poder de Deus, manifestado através de Eliseu, aumentou o pequeno suprimento do azeite da viúva até uma quantidade que seria suficiente para saldar a dívida, e ainda sobrar para atender à sua família.

Jesus Cristo realizou inúmeros milagres. Ele libertava e curava porque se compadecia do sofrimento humano. Veja dois exemplos dos milagres de Jesus em resposta ao sofrimento do ser humano:

Jesus se compadece de uma mulher enferma e a cura: “E ensinava no sábado, numa das sinagogas. E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher estás livre da tua enfermidade. E impôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou e glorificava a Deus. E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados e não no dia de sábado. Respondeu-lhe, porém, o Senhor e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi ou jumento e não o leva a beber água? E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás mantinha presa?” (Lc 13:10-16).

- Cura de um leproso: “E aproximou-se dele um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo! E, tendo ele dito isso, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo” (Mc 1:40-42).

2.           Glorificar a Deus. Os milagres exarados nas Escrituras objetivam a glorificar a Deus. A maioria deles é uma resposta de Deus ao sofrimento do ser humano, todavia, não se concentra no ser humano, mas em Deus. Diferentemente do que acontece hoje em muitos segmentos cristãos, principalmente aqueles que se expõem na mídia, os profetas do Antigo Testamento bem como os discípulos de Cristo nunca buscaram chamar a atenção para si através dos milagres que realizavam nem tirar proveitos deles. No Novo Testamento, os milagres estão diretamente ligados com a obra salvífica de Cristo e tem a função de confirmar a palavra que é pregada pelos mensageiros do Senhor.

3.           O Milagre não tem por Objetivo Criar um Espetáculo. Observe que os milagres não davam testemunho dos apóstolos e sim do Senhor Jesus e da sua mensagem. Somente os que buscam a própria gloria transformam os milagres em um show (é o que estamos vendo hoje em muitas igrejas). Para esses, Jesus tem um recado: “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7:22,23).

4.           Mostrar aos Homens Que a Salvação é Feita Mediante a Fé. O milagre é uma forma perceptível de demonstração de que a fé é o meio pelo qual alguém obtém os benefícios da parte de Deus, notadamente o do estabelecimento de uma comunhão com Ele por meio do perdão dos pecados. O maior milagre do ministério de Jesus, qual seja, a ressurreição de Lázaro, é uma comprovação de que um dos intuitos dos milagres era despertar a fé salvadora no povo, pois as Escrituras registram que muitos creram que Jesus era o Messias ao verem Lázaro ressuscitado depois de quatro dias em que esteve sepultado (João 12:11,12).

5.           Autenticar a Mensagem de Cristo. Após sua ressurreição e subida aos Céus, seus discípulos deram prosseguimento à proclamação do Reino de Deus e, sem dúvida, os milagres tiveram uma participação ativa nessa proclamação. Marcos, ao fim do seu Evangelho, conta que quando os discípulos pregavam, o Senhor cooperava com eles realizando milagres e dando validade à pregação, pois o poder de Deus era demonstrado junto com as palavras - “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém”(Mc 16:20).

6.           O Cuidado Com a Supervalorização Dos Milagres. Conquanto Deus realize sinais e maravilhas através do seu povo santo, os mesmos não devem nortear a vida do crenteSinais e maravilhas são feitos pelo Senhor, que utiliza a instrumentalidade humana para esse fim, mas isso não significa que eles são o indicativo para a orientação de Deus às nossas vidas. Há pessoas que se colocam como reféns de milagres, como se estes fossem o marco regulatório para a vida cristã, e não tomam nenhuma postura ou atitude na vida se não virem milagres à sua volta. Tais pessoas precisam aprender a crer que os milagres são parte do Evangelho, mas que a Palavra de Deus é que deve nortear a vida do crente. Os sinais seguem aqueles que seguem a Palavra de Deus, e não os que creem seguem os milagres.

Conclusão: - No benevolente milagre que Eliseu realizou na casa da viúva, vemos a lição de “muitos vasos...vazios”: (a) Havia um urgente senso de necessidade – 2Rs 4:1; (b) Foi usado o que estava disponível, uma vaso de azeite - 2Rs 4:2; (c) A medida da fé e da expectativa tornou-se a medida da benção - 2Rs 4:4-6; (d) A necessidade foi atendida através da generosidade e do milagre de Deus - 2Rs 4:7.

É necessário obedecer aos princípios de Deus exarados nas Escrituras Sagradas para alcançar a vitória sobre a escassez. De nada adianta deixar-se dominar pela emoção, chorar e demonstrar sua necessidade de forma aparente. É necessário que você obedeça aos princípios divinos contidos nas Escrituras Sagradas. É necessário as orientações do Senhor para que haja um milagre em sua casa, para que haja fartura e bênção na sua vida. Deus espera que sigamos suas orientações sempre. Não basta saber qual é a vontade de Deus para nossas vidas. É preciso obedecer ao Senhor quando a vontade dele é revelada. Em certos casos, mesmo tendo a providencia de Deus, é preciso sabedoria para tratar dos problemas. Aquela viúva viu o milagre em sua casa, mas parece que ainda não tivera ideia de como agir com toda aquela bênção. Ela retornou ao profeta Eliseu para lhe dar a nova, e ouviu o profeta: “Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto” (2 Rs 4:7).

“O Senhor é meu Pastor; de nada terei falta” (Sl 23. 1,NVI). Deus, o Pastor do Salmo 23, é Aquele que detém todas as coisas em Suas mãos, e faz com que nada falte aos Seus. Restaura a saúde, proporciona tranquilidade, segurança, proteção, prosperidade e fartura. Sua bondade e fidelidade acompanham seus filhos por toda a vida. Creia nisso!


Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembleia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Revista Ensinador Cristão – nº 53 – CPAD.

A Teologia do Antigo Testamento – Roy B.Zuck.

Comentário Bíblico Beacon, v.2 – CPAD.

Porção Dobrada – Pr. José Gonçalves – CPAD.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal.




LIÇÃO 10                                                                                                     10 de Março de 2013


ADMEP – Assembleia de Deus – Ministério Estudando a Palavra

EBD - Escola Bíblica Dominical

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ




  

Tema:  - HÁ UM MILAGRE EM SUA CASA



TEXTO ÁUREO

“Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio”

(II Reis 4. 4)


VERDADE PRÁTICA

A história da multiplicação do azeite da viúva mostra claramente que o Senhor é soberano e gracioso para suprir todas as necessidades de seus filhos.

Leitura Bíblica em Classe:

II Reis 4. 1 - 7




Introdução - Em continuidade ao estudo de Elias e Eliseu, trataremos, na aula de hoje, a respeito da história de um milagre. Inicialmente definiremos biblicamente o que é um milagre, em seguida, abordaremos o texto bíblico alusivo à lição, sobre a multiplicação do azeite da viúva, e ao final, mostraremos que o Deus da Bíblia ainda é o mesmo e que realiza milagres, sempre de acordo com Seus propósitos soberanos.


I.     MILAGRE, DEFINIÇÕES BÍBLICAS


Existem várias palavras bíblicas para milagre, geralmente atreladas ao conceito de sinal. O termo hebraico mais recorrente é ot, com o sentido de sinal ou milagre, ressaltando uma marca distintiva ou visível de uma manifestação divina. É digno de destaque que essa palavra se encontra em Gn. 1.14, fazendo referência à ordem criada por Deus. Por conseguinte, compreendemos que a própria natureza é um milagre de Deus, o sol e a lua são exemplos dessa verdade. Em geral, ot diz respeito a um milagre ou sinal proveniente do próprio Deus. O arco-íris, que apareceu no céu, após o dilúvio, é um sinal de Deus (Gn. 9.12). O dia de descanso também é um sinal de Deus a fim de preservar o bem estar do Seu povo (Ex. 31.13). Mas a ocorrência mais comum de ot é de um milagre, uma revelação ou atuação divina. As pragas com o objetivo de julgar a terra do Egito e libertar o povo de Israel da escravidão tratou-se de um milagre ou sinal de Yahweh (Ex. 7.3; 8.23). O mesmo pode ser dito a respeito da visitação do anjo da morte (Ex. 12.13) que deu origem à Páscoa. O nascimento predito do servo sofredor, de uma virgem, seria um milagre (Is. 7.11,14). A travessia do Jordão pelo povo de Israel foi que resultou na construção de um memorial (Js. 4.6). A palavra hebraica mophet é sinônima de ot e significa tanto sinal quanto milagre e maravilha. O Senhor é o sujeito dos milagres, é Ele quem os realiza (Dt. 13.1; 28.46; I Rs. 13.3; Sl. 105.5). Outra palavra hebraica para milagre é pala, que se referem aos feitos extraordinários de Deus, tais como os realizados no Egito (Ex. 3.20) e prometidos ao povo de Israel quando esse adentrasse à terra prometida (Js. 3.5). No Novo Testamento a palavra para sinal é semeion, equivalente à hebraica ot. Os judeus dos tempos de Jesus queriam ver sinais, isto é, milagres (Jo. 2.18; 6.30), especialmente os fariseus (Mt. 12.38; 16.1; Mc. 8.11; Lc. 11.16, 29). Jesus realizou muitos milagres, mesmo assim os religiosos da sua época não acreditaram nEle. Isso porque os milagres somente podem ser recebidos pelos olhos da fé, o homem racional tenderá a negá-los, além disso, há pessoas que ficam dependentes deles (Jo. 2.11,23; 3.2; 4.48, 54; 6. 2, 14, 26, 30; 7.31; 11.47; At. 2.22). Os apóstolos também realizaram muitos milagres, como testemunho (At. 1.8) da autoridade divina a eles conferida (At. 2.34; 4.16; 5.12; 6.8).


II.  A HISTÓRIA DE UM MILAGRE DOMICILIAR


Em II R. 4.1-7 nos deparamos com a história de uma mulher que era esposa de um dos discípulos dos profetas. A morte do seu marido, que havia sido servo de Eliseu, deixou aquela família em situação precária. Muitas dívidas assolavam aquela casa, isso porque um dos credores havia ameaçado vender os dois filhas da mulher como escravos a fim de que a dívida fosse saldada, algo legitimado pela lei (Ex. 21.7; Lv. 25.39; Ne. 5.5; Is. 50.1; Jr. 34.8-11). Diante daquela situação angustiante, a mulher apelou ao profeta Eliseu, a fim de que esse encontrasse uma solução. Eliseu quis saber o que aquela mulher tinha em casa (I Rs. 4.2). Ela respondeu que nada tinha de valor, a não ser uma botija de azeite. É assim que Deus trabalha, muitas vezes dispomos de tão pouco, mesmo assim Ele não despreza o que temos para oferecer. A multiplicação do azeite aconteceria em seguida, mas a mulher deveria tomar vasilhas emprestadas na vizinhança. Ela somente pode fazê-lo porque desfrutava de bom relacionamento com os vizinhos. Há crentes que não poderiam fazer o mesmo, pois lhes falta um convívio respeitoso com a vizinhança. O profeta Eliseu dá uma instrução específica: a mulher deveria entrar e fechar a porta, a fim de testemunharem o grandioso milagre de Deus. Enquanto havia vasilha a multiplicação do azeite não parou, a provisão de Deus é suficiente, evita desperdícios (Mt. 4.13-21). O milagre de Deus não é para a ostentação, algumas pessoas, inclusive nas igrejas evangélicas, que por amarem o dinheiro, se desviam da fé (I Tm. 6.10). A situação da viúva foi resolvida porque Deus entrou em ação através do profeta Eliseu. Mas ela precisou fazer a sua parte, comercializando o azeite multiplicado (II Rs. 4.7). Quantas pessoas que não tomam iniciativa na vida querem tudo sem fazer o menor esforço, essa não é uma prática cristã. Não podemos esquecer que o trabalho é uma ordenança divina, e que este dignifica o homem, principalmente quando este ajuda aos outros (I Ts. 4.10-12; II Ts. 3.10-12; Ef. 4.28).


III.         DEUS AINDA REALIZA MILAGRES


Deus continua realizando milagres hoje, isso porque Jesus Cristo é mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb. 13.8). Infelizmente algumas igrejas pseudopentecostais estão transformando milagres em negócios. Elas não pregam a salvação em Jesus Cristo, deixam de atentar para o fato bíblico de que os milagres são sinais, portanto, devem apontar para o caráter salvífico de Cristo (Mc. 16.15,16). Mas porque elas fazem uso indevido dos milagres, nós, os pentecostais, não devemos desconsiderar essa importante doutrina bíblica. A fé é condição necessária para a realização de milagres, todos os que se aproximam de Deus precisam tê-la, sem esta é impossível agradá-lo (Hb. 11.1,6). Nos tempos de Jesus muitos foram curados porque creram no poder de Deus (Mt. 9.28,29), mas outros não receberam o milagre porque descreram (Mt. 14.30,31). Não podemos deixar de atentar para a orientação bíblica de que os milagres têm um propósito, e este é o de glorificar a Deus e não aos homens (Jo. 11.4). Muitas igrejas evangélicas, se é que assim podem ser denominadas, estão explorando comercialmente os milagres. Elas não testificam da mensagem da salvação, muito menos da santificação, seus motivos são egoístas (Jo. 6.26). Os milagres, desde o Antigo Testamento, tinham como propósito revelar a veracidade da mensagem divina (Ex. 4.1-17). Uma igreja genuinamente cristã, e verdadeiramente pentecostal, defende a atualidade dos milagres nos dias de hoje (I Co. 12.8-10). Ela ensina também o evangelho em sua totalidade, incluindo a doutrina da salvação e da santificação (II Tm. 3.16).

Conclusão- Através do profeta Elias Deus realizou um milagre na casa da viúva, ela tinha muito pouco, apenas uma botija de azeite. Nos dias atuais Deus continua realizando milagres, eles servem para mostrar a veracidade da mensagem evangélica. Toda igreja genuinamente pentecostal estimula a fé dos seus membros. Ela não despreza a atualidade dos milagres, principalmente dos dons espirituais.  A ênfase, no entanto, está na salvação dos perdidos, e no crescimento espiritual em santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb. 12.14).


BIBLIOGRAFIA
DILLARD, R. B. Faith in the face of apostasy: the gospel according to Elijah and Elisha. New Jersey: P&R, 1999.
RUSSEL, D. Men of courage: a study of Elijah and Elisha. Oxford: Christian Focus, 2011.


Prof. José Roberto A. Barbosa
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