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sábado, 1 de junho de 2013

A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE - I

A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE - I
A EDUCAÇÃO SEXUAL E A MORAL RELATIVISTA

Lição 9




 

“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27).


Há uma deseducação sexual de caráter relativista imposta aos alunos, em todos os níveis, em escolas públicas e particulares. No século passado e, principalmente, no século atual, o mundo tem se tornado “sexo-cêntrico”. A partir da visão freudiana, tudo, na vida, tem motivação sexual. Certamente, essa é uma visão materialista e reducionista do que significa a sexualidade humana. O sexo foi criado por Deus com propósitos elevados, saudáveis e benéficos para o ser humano.

No entanto, desde a Queda, o sexo e a sexualidade têm sido deturpados de modo irresponsável. No tempo presente, na era da pós-modernidade, há uma exacerbada valorização da sexualidade, que ultrapassa tudo o que se poderia esperar de um ser racional. Homens e mulheres comportam-se de maneira liberalista e, às vezes, até de maneira animalesca, no exercício da sexualidade.
Neste estudo, pretendemos abordar uma análise objetiva do tema, sem a pretensão de esgotá-lo, tomando por base os princípios éticos, emanados da palavra de Deus. Esses princípios são bem definidos, em todos os aspectos. Com relação à sexualidade, a Bíblia tem normas, regras e ensinos, que são considerados como verdadeiros artigos de fé, e merecem ser respeitados por todos aqueles que dão valor à Palavra de Deus. Em termos de ética, de moral e de conduta, Deus é um Deus de santidade. Diz a Bíblia: “mas, como é santo aquele que vos chamou sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15). 

E um desafio enorme para o cristão ser santo “em toda a maneira de viver”. Ser santo é ser separado do pecado, do mundo que “jaz no maligno” e viver de acordo com os princípios imutáveis ditados por Jesus Cristo. Esses princípios assumem caráter absoluto. Jesus disse, certa vez: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12.30). Jesus não admite meio termo. Ou se está do seu lado ou contra ele. Ou se ajunta com ele, ou se espalha sem ele. Em termos éticos, não há lugar para o relativismo no meio cristão. 

O que significa essa inversão de valores tão acentuada, que domina a mentalidade do homem pós-moderno? Não é nenhuma novidade. O profeta Isaías, séculos antes de Cristo, já reverberava: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Is 5.20). Era a antevisão do relativismo exacerbado, que haveria de dominar a mente dos homens sem Deus. O que é errado aos olhos de Deus é visto como certo. O que Deus considera virtude, o mundo materialista considerada retrocesso.

I.   CONCEITOS IMPORTANTES

1. O Que é Sexo 

De acordo com o dicionário, sexo é a “Conformação particular que distingue o macho da fêmea, nos animais e nos vegetais, atribuindo-lhes um papel determinado na geração e conferindo-lhes certas características distintivas” (grifo nosso).1 Pode ser entendido no sentido figurado, confundindo-se com sensualidade ou sexualidade, no sentido mais amplo; também pode significar “os órgãos genitais externos”, na linguagem mais comum. 

À luz da Bíblia, sexo são as características internas e externas, que identificam e diferenciam o homem da mulher, ou, do “macho e da fêmea”, como diz dicionário. Diz a palavra de Deus: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Deus fez “o homem” (ser humano), de modo bem claro, com a conformação heterossexual. 

2. O Que é Sexualidade

Numa definição do léxico, lemos que sexualidade é: “1. Qualidade do sexual. 2. O conjunto dos fenômenos da vida sexual”.2 A visão moderna de sexualidade insere-se no contexto do relativismo e do hedonismo. Num artigo, na web, lemos: “O termo “sexualidade” nos remete a um universo onde tudo é relativo, pessoal e muitas vez é  paradoxal. Pode-se dizer que é o traço mais íntimo do ser humano e, como tal, se manifesta diferentemente em cada indivíduo de acordo com a realidade e as experiências vivenciadas pelo mesmo”.3


II.     A MORAL SEXUAL NA BÍBLIA

1.    O Princípio da Heterossexualidade

O texto bíblico do Gênesis nos informa sobre a criação do ser humano que o Criador projetou, em sua mente divina, um ser para governar a Terra, com estrutura mental e física, que se complementasse com outro, de sexo oposto (Gn 1.26,27). 

E interessante como Satanás engana as pessoas, fazendo-as acreditar que a homossexualidade é algo normal, que não afronta a vontade de Deus. Nas paradas gays os ativistas e promotores desses eventos que defendem o que Deus condena, usam até a Palavra de Deus como argumento para justificar sua conduta imoral. Se Deus quisesse a união entre um homem e outro homem, ou entre uma mulher e outra mulher, em sua soberania, teria criado dois seres do mesmo sexo e os unido, inclusive para a procriação por alguma forma, por ele planejada. Mas não o fez. Fez um “macho” e uma “fêmea”, ambos portadores da “imago dei”, ou imagem de Deus. 

2. O Primeiro Casamento 

Foi único em sua organização, em sua natureza, e no seu ambiente. Após a criação de Eva, Deus despertou Adão de seu sono anestésico, e apresentou-lhe aquela que seria a sua companheira, na jornada da vida (Gn 2.22-24). No primeiro casamento, não vemos a menor ideia que sugira nem de longe a homo afetividade, ou a homossexualidade. Deus “formou uma mulher” da costela de Adão; este, após contemplar a beleza de sua companheira, disse: “esta será chamada varoa”. No texto, vemos Deus prevendo a união, “uma só carne”, após o homem sair de seu lar, da companhia de “seu pai” e de “sua mãe”. 

O casamento monogâmico foi o desiderato de Deus. A bigamia e a poligamia não estavam em seus planos. Ele as permitiu por razões que não são explicadas na Bíblia. Pode-se entender que, por causa do pecado, haveria necessidade de apressar o povoamento da terra, ou por outros motivos, fruto de sua longanimidade. E essa monogamia só foi determinada para a união legítima, legal e santificada, entre homem e mulher. Jamais Deus admitiria uma “união estável”, homossexual, pois a esse tipo de união Ele considera, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, como arranjo pecaminoso do mais alto nível, passível de sua condenação. 


III.         O VALOR DA PUREZA SEXUAL 

No mundo relativista, a moral é elástica. Não há limites para as práticas pecaminosas. Em primeiro lugar, porque esse mundo é materialista. Jesus disse que “o mundo jaz no maligno”. A maioria das pessoas não crê em Deus, Criador e Legislador do Universo. Em segundo lugar, porque, não crendo nEle, não consideram sua palavra como regra de fé ou de conduta. Nesse contexto, a moral está sujeita às mudanças de valores que ocorrem ao sabor dos acontecimentos, das políticas, dos usos e dos costumes sociais. Na cultura relativista, não há lugar para retidão, pureza ou castidade em matéria de sexo. Tudo vale desde que alguém entenda que é certo. Na Palavra de Deus, no entanto, os valores morais são muito diferentes. 

1. O Valor da Virgindade no Antigo Testamento 

O texto de Salmos 119.9-11 é fundamental para a vida do jovem, servo de Deus, em todos os tempos. No Antigo Testamento, a moral era tão rígida, em termos de pureza sexual que, se uma jovem praticasse sexo antes do casamento seria morta. Sua sentença era a pena capital. 

Fornicação era o mesmo que prostituição (Dt 22.20, 21). Na cultura patriarcal, o homem tinha privilégios que não eram desfrutados pela mulher. A moça que fornicava era morta. O homem que fornicasse tinha que casar com a moça (Dt 22.28,29). 

Até os lençóis, manchados de sangue, na primeira relação sexual, na “lua de mel”, eram valorizados. Se algum homem acusasse uma moça, em Israel, difamando-a, com acusação de não ter sido encontrada virgem, e isso fosse apurado, o difamador seria condenado a pagar pesada multa e ainda ter que continuar casado com a moça (Dt 22.13-19). Um sacerdote não podia casar com mulher repudiada ou prostituta. Tinha que casar com uma moça virgem (Lv 21.14). 

2. A Importância da Virgindade no Novo Testamento

Alguém poderia dizer, sem pensar bem, ou por desconhecimento da Bíblia, que a moral, no Novo Testamento, é menos rígida que na antiga aliança. Seria ledo engano. Jesus Cristo não só cumpriu tudo o que estava previsto na Lei, como trouxe uma forma mais profunda e abrangente, em termos de cumprimento dos preceitos legais. Ele deixou de lado o formalismo e o legalismo, que valorizavam apenas os atos exteriores do comportamento, e se fixou na origem dos pecados, que nascem do interior do ser, do coração, ou da mente corrompida do homem (Mt 15.19). Para Jesus, a pureza tem que ser interior, tem que partir de dentro do coração e aparecer no exterior, como “luz do mundo” (Mt 5.14). Daí, porque ele considera adultério, não só o ato sexual entre pessoas não casadas, mas até mesmo o pensamento lascivo (Mt 5.28). 

Na parábola das Dez Virgens, vemos o Senhor Jesus alertando para a vigilância, quanto à sua vinda, e tomando como exemplo uma cerimônia de casamento de seu tempo, no Oriente. As testemunhas dos noivos teriam que ser virgens. Em Mateus 25, vemos que ele se refere a “dez virgens”, das quais cinco eram prudentes e cinco eram loucas, insensatas ou imprudentes. O noivo haveria de chegar para o momento especial, com sua noiva, e as damas de honra só poderiam entrar para as bodas se estivessem devidamente preparadas. Se as testemunhas tinham que ser virgens, a noiva também teria de sê-lo. Os costumes do AT estavam em pleno vigor, na época de Jesus. 

Doutrinando aos coríntios, sobre a fidelidade que os cristãos devem ter a Cristo, Paulo faz alusão ao valor da virgindade no casamento, ao dizer: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co 11.2 — grifo nosso). Assim se expressava o apóstolo, pois essa era a visão que ele tinha, no seu dia a dia. Um homem deveria casar-se com uma virgem.

3. A Virgindade nos Dias Presentes

A igreja cristã deve valorizar a virgindade e preservar os costumes emanados da Palavra de Deus, e de modo bem mais consistente do que os preceitos do Antigo Testamento. Naquele contexto, só quem deveria manter-se virgem era a moça. Em Cristo, é diferente. Ele não faz acepção de pessoas. Se a moça deve ser virgem, o rapaz, também. Fomos questionados se um pastor poderia fazer cerimônia de casamento, numa igreja evangélica, se a noiva não fosse mais virgem. Imediatamente, indagamos: E o noivo? Se ele não for mais virgem? O pastor deve realizar a cerimônia? Por que exigir a virgindade apenas da noiva? O interlocutor ficou calado. E respondemos: Se exigimos a virgindade da jovem, devemos exigi-la do noivo. Do contrário, seremos vistos por Deus como hipócritas e discriminadores. 

Devem-se ter alguns cuidados quanto a esse assunto. Há casos em que adolescentes ou moças jovens vêm para a igreja, oriundas da vida mundana, ou de religiões não cristãs, e não são virgens, assim como rapazes na mesma situação. Eles devem ser recebidos como novas criaturas, e participarem de todas as atividades da igreja, pelo fato de terem-se convertido à fé cristã. Diz Paulo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). 

Outro aspecto importante é a natureza da virgindade em si. Há quem só se preocupe com a virgindade anatômica, aquela em que a moça não é mais virgem pelo fato de ter tido o rompimento do hímen. Mas existem jovens que continuam intactas, anatomicamente, mas não têm mais a virgindade moral. Praticam atos sexuais aparentes, sem penetração, e toda a sorte de carícias ilícitas para uma jovem ou para um jovem cristão. São pessoas que estão fornicando, mas entendem que são virgens. Diante de Deus, a virgindade tem que ser, antes de tudo, espiritual. Depois, precisa ser real, tanto física como moralmente. 

IV.    A PEDOFILIA 

A palavra é enganosamente perigosa em si mesma. Etimologicamente, vem do grego, de. paidos (criança) ephilos (amigo), o que deveria significar “amizade a crianças”. O pedófilo seria um “amigo de crianças”.

Mas, na prática, a pedofilia é um dos mais terríveis crimes que alguém pode cometer contra um ser humano. A Organização de Saúde define pedofilia como sendo “a ocorrência de práticas sexuais entre um indivíduo maior de 16 anos com uma criança na pré-puberdade. A psicanálise encara a pedofilia como uma perversão sexual”. 4 

O pedófilo é uma pessoa de personalidade fraca. Um derrotado em sua psique, que tem medo da resistência de um parceiro de sua idade ou de seu porte físico. Se ele ataca meninos, é porque têm medo procurar homens adultos; se ataca meninas, é porque têm medo de se relacionar com mulheres jovens ou adultas, temendo o poder delas sobre sua condição de indivíduo que desmoraliza a si mesmo. Trata-se de parafilia, ou um distúrbio psíquico, que leva o indivíduo a práticas sexuais perversas contra crianças indefesas ou vulneráveis. 

Pedofilia é a prática de sexo com crianças. E uma demonstração de fraqueza moral de pessoas que têm medo de se relacionar com pessoas adultas, e passam a buscar satisfação sexual com crianças, numa atitude criminosa, prevista como crime na maioria das legislações no mundo. São pessoas portadoras de distúrbios psicológicos, que têm prazer criminoso de divulgar fotos de crianças, com as quais chegam a praticar sexo, ou simplesmente fotos de crianças despidas, para alimentar o desejo mórbido de sua fraqueza moral e mental. Infelizmente, a Internet tem sido grandemente aproveitada para essas atitudes criminosas. Esse é um fenômeno acentuado pela pós-modernidade. 

Em países dos chamados primeiro mundo, há propostas vergonhosas para a legalização da pedofilia. Em 2006, foi proposta a criação do “Partido dos Pedófilos”. “Pedófilos holandeses estão lançando um partido político para pressionar por uma diminuição na idade legal para se manter relações sexuais no país, de dezesseis anos para doze anos. Eles também querem a legalização da pornografia infantil e do sexo com animais. O partido Caridade, Liberdade e Diversidade (NVD, na sigla em holandês) disse, em sua página na Internet, que seria oficialmente registrado na quarta-feira, prometendo: “Vamos sacudir Haia!”. A legenda quer diminuir a idade legal para relações sexuais para os doze anos e, eventualmente, derrubar completamente o limite”.5 

Percebe-se que, no Brasil, o projeto do Novo Código Penal preconiza, de igual modo, a diminuição da idade legal para se manter relações sexuais, de dezesseis para doze anos. Imagine-se uma criança de 12 anos, muitas das quais não têm a idade mental correspondente à idade cronológica, fazendo sexo com adultos. Certamente, é um incentivo à pedofilia no País. São homens assim, que usam seus conhecimentos ditos científicos, que se colocam, consciente ou inconscientemente como verdadeiros agentes a serviço do diabo. 

Segundo a Wikipédia, o famigerado partido foi oficialmente criado em 31 de maio de 2006.6 “O Partido Caridade, Liberdade e Diversidade (NVD, na sigla em holandês) não teve dificuldade para se instalar. Um tribunal de Haia assim se pronunciou: “não pode ser proibido, já que tem o mesmo direito de existir que qualquer outro grupo”.7 Quando a Lei é usada como instrumento da maldade humana, não se pode esperar que haja ética ou respeito a qualquer princípio. 

O ensaio da perversa ideia chegou a ser muito bem entendido pelos ilustres juristas holandeses: “Um tribunal de Haia chumbou, ontem, um requerimento que pretendia que a Justiça holandesa proibisse um grupo criado por três pedófilos de fundarem um partido político. “A liberdade de expressão, incluindo a liberdade de se criar um partido político, é visto como a base de uma sociedade democrática”, afirmou o juiz HFM Hofhuis num acórdão citado pela Associated Press e onde diz que o PNVD, iniciais que traduzem Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade, “não cometeu nenhum crime”.8 

Essa vergonhosa ideia, de origem diabólica, foi derrotada, visto que o parlamento holandês não aprovou sua implantação. E, após sua aprovação, a agremiação não teve os votos necessários para participar das eleições. Foi dissolvido em 2010. Mas os interessados nessa monstruosidade não se dão por vencidos. Eles continuam lutando por vê-la vigar, naquele país liberalista da Europa. 

No início de 2010, o mundo foi mais uma vez abalado com as notícias constrangedoras de que altos líderes católicos, na Europa, e no Brasil, envolveram-se com pedofilia. Nos Estados Unidos, segundo notícias, houve mais de 14.000 casos de abuso sexual de crianças por parte de padres e bispos católicos. Também há muitos casos de pastores, que são acusados de práticas de pedofilia. Os cristãos devem denunciar às autoridades esse tipo de site. Diz a palavra de Deus que devemos levar as crianças a Cristo, e não ao crime. “Mas Jesus, chamando-as para si, disse: Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus” (Lc 18.16). 

Segundo pesquisas, “Em aproximadamente 25% dos casos, o pedófilo foi uma criança molestada. O erotismo infantil está ligado à trajetória da humanidade. Em aproximadamente 450 culturas tradicionais, a idade perfeita para contrair matrimônio está entre 12 e 15 anos. Fisiologicamente, quanto mais jovem for à mulher, maiores são as chances de ocorrer uma fecundação bem sucedida. 

De acordo com psicólogos, especialistas em agressão infantil, de Michigan, nos Estados Unidos, cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças acontecem na intimidade do lar: pais, padrastos e tios são os principais agressores”.9 Esses dados são comuns à maioria dos países. No Brasil, as vítimas da pedofilia são abusadas por pais, padrastos, parentes, ou vizinhos. Isso é uma das piores facetas da perversão do homem caído, longe de Deus e dominado pelo pecado. As crianças são consideradas, na Bíblia, em alto grau de respeito, afeto e proteção. Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou que as crianças devem ter o respeito e a consideração de seus discípulos. Quando alguns pais levaram suas crianças para perto de Jesus, os discípulos aborreceram-se com seu barulho o algazarra e sugeriram que eles deveriam ser mandados embora. 

A atitude de Jesus diz tudo o que ele pensa sobre as crianças: “Jesus, porém, vendo isso, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. E tomando-as nos seus braços e impondo-lhes as mãos, as abençoou” (Mc 10.14-16). E terrível quando se sabe que sacerdotes, pastores ou líderes religiosos abusam da boa fé dos pais, e, principalmente da vulnerabilidade de crianças, para delas abusarem, em função de suas perversões. A condenação desses será maior no juízo de Deus. 

Os pais cristãos devem educar seus filhos, prevenindo-os contra os assédios de criminosos, em escolas, na vizinhança, no próprio lar, fora ou dentro das igrejas. Devem ser presentes em todos os momentos da vida dos filhos. Procurando saber o que se passa na escola e em outros lugares. Quem são seus amigos. Observar-se um filho apresenta comportamento estranho, sem querer ir para a escola; se apresenta medo ou desconforto, diante de algum adulto; jamais deixar seus filhos a sós, em casa para que não sejam vítimas de parentes ou vizinhos pedófilos. Os filhos são “herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão” (SI 127.3). 

Recentemente, uma criança de quatro anos desapareceu, em meio a uma reunião, em uma grande igreja evangélica. Os pais ficaram aflitos, e a criança só apareceu, por misericórdia de Deus, viva e sã, dias depois. Foram dias de angústia e desespero. A mãe deixou a filha à vontade durante o culto. Isso é atitude perigosa. As crianças pequeninas devem estar junto aos pais, no culto, ou em atividade apropriada, na igreja local, sob a responsabilidade de pessoas adultas, credenciadas para essa missão.

V.    A SANTIDADE DO ESPÍRITO, DA ALMA E DO CORPO

Neste aspecto, temos em vista a santidade integral do ser humano, como requisito indispensável para a comunhão com Deus, no mistério da salvação, bem como para sua ida aos céus, no término de sua existência terrena. Alguns conceitos são necessários para o entendimento desse tópico, com vistas à moralidade que se baseia na Bíblia Sagrada. 

1. O Que é Ser Santo 

A etimologia da palavra santo nos mostra que ela vem do latim, sanctu, que, originalmente, queria dizer aquele ou aquilo que “era estabelecido segundo a lei”', passando a ter o significado daquilo ou daquele “que se tornou sagrado”. A palavra “santo” tem sua aplicação mais elevada e original em Deus: “Não há santo como o Senhor” (1 Sm 2.2). Isaías contemplou a santidade de Deus, exclamando: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos...” (Is 6.3). 

A igreja Católica mistificou o sentido da palavra, só considerando santo o indivíduo canonizado, pela vida de sofrimento, pela realização de algum milagre, etc. Biblicamente, a palavra santo quer dizer aquele que, em tudo na vida, é consagrado para Deus (Ver 1 Pe 1.15). O Novo Testamento refere-se a santos em vida, servindo ao Senhor, em diversos lugares (Fp 4.21,22; Rm 15.25; 16.2; 1 Co 16.1; Hb 6.10; 13.24). 

O cristão tem que ser santo em casa, na rua, no trabalho, na igreja, no namoro, no noivado, no casamento, no relacionamento sexual e em todos os aspectos da vida.

2. A Santidade

Santidade é um estado de espírito, a qualidade daquele que é santo. A santidade permeia todas as páginas da Bíblia, de Gênesis a Apocalipse. E uma das mensagens principais, transmitidas por Deus a seus filhos (1 Cr 23.13; SI 29.2; SI 93.5). Se entendemos que santidade quer dizer separação do que é sagrado daquilo que é profano, precisamos zelar por tudo o que ocorre no âmbito do ambiente da igreja local, seja na pregação, no púlpito; seja na adoração, na liturgia, no louvor, nos usos e costumes, na vida moral e social da parcela do rebanho de Deus que nos foi confiada. Na Antiga Aliança, o crente comum não podia chegar ao Lugar Santo e muito menos ao Lúgar Santo dos Santos.

3.  A Santificação 

Enquanto a santidade é um estado, a santificação é um processo. E processo pelo qual uma pessoa torna-se santa, e persevera em santidade. Essa santificação, na vida do salvo, tem três estágios. Primeiro, vem a santificação inicial, quando ele aceita a Cristo. Segundo, vem a santificação progressiva, contínua, diária, até à morte, ou à vinda de Jesus. Em terceiro lugar, a santificação final, que equivale à glorificação, que só ocorrerá, na ressurreição dos salvos, ou no seu arrebatamento. 

No Novo Testamento, é enfatizada a santificação, mais do que a santidade. Sem santificação ninguém verá a Deus (Hb 12.14). Enquanto a santidade é um estado a ser buscado, a santificação é a prática da separação, o meio para a consagração a Deus. O servo de Deus, incumbido da liderança de sua igreja precisa ser homem separado do mal, do pecado, do mundo, para exercer sua sublime missão de levar almas a Cristo, pela mensagem do evangelho. O membro ou congregado precisa ter a consciência da santificação. Alguém, sem fundamento bíblico, ensina que Deus não se importa com o que o casal pratica, em termos de sexo. Mas a palavra de Deus exige santificação em tudo. 

4.  A Santificação Exige Consagração 

No Novo Testamento, a palavra “santo”, no grego, é hagios, com sentido semelhante ao da língua hebraica; o termo grego hagiasmós denota separação daquilo que pertence à esfera sagrada, das coisas profanas. No que respeita à sexualidade, o cristão deve ser santo, assim como em todas as áreas da vida. Diz Pedro: “...mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15). Ser santo em tudo exige que a santificação seja levada a efeito de modo diuturno, contínuo, sistemático, em todas as áreas da vida.

5. A Santificação tem que ser Integral

Com sua estrutura tricotômica, formada pelo espírito, a alma e o corpo, o ser humano precisa de santificação plena. Diz Paulo: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). O “homem interior”, formado pelo espírito e pela alma, constituí a parte imaterial, intangível, que se relaciona com Deus, no plano espiritual. O corpo é o que se chama de “homem exterior”, que é o corpo físico. No que tange à moral da Bíblia, a sexualidade tem que se subordinar a princípios elevados e sublimes. O corpo é templo do Espírito Santo e propriedade de Deus (cf. 1 Co 6.19,20).9 Pedofilia.

http://www.brasilescola.com/sociologia/pedofilia.htm. Acesso em 27/06/2012. 

1 Dicionário Aurélio, p. 1296.
2 Dicionário Aurélio, p. 1297.
3 O que é sexualidade. Cíntia Fávero. Disponível em http://www.infoescola.com/sexualidade/oque-e-sexualidade/. Acesso em 11/05/2012.
4 Pedofilia. http://www.brasilescola.com/sociologia/pedofilia.htm. Acesso em 27/06/2012.
5 Disponível em: http://noticias.terra.com.br/popular/intema/0„OI1027786-EI1141,00.html. Acesso em 29/09/2012.
6 Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Caridade,_da_Liberdade_e_da_Diversidade. Acesso em 29/09/2012.
7 Disponível em: http://ipco.org.br/home/noticias/. Acesso em 29/09/2012.
8 Disponível em: http://www.jn.pt/paginainicial/intcrior.aspx?eontent_id=560634. Acesso em 29/09/2012.




 FONTE

Formar uma família e mantê-la com princípios e valores cristãos é um desafio na pós- modernidade. Para obter sucesso, não só é preciso conhecer o que a Bíblia diz, mas como também colocar seus ensinamentos em prática. Desse modo, as contaminações do mundo sobre a família cristã podem ser identificadas e refutadas. Proteja sua família! 

Livro de apoio a lição bíblica do 2º trimestre de 2013.

A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE

A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE (PARTE 1) - SUBSÍDIO PARA LIÇÃO BÍBLICA

A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE – A QUESTÃO INFANTIL E JUVENIL

A exposição de nossos filhos aos conteúdos pornográficos nunca foi tão alarmante. A educação sexual num lar cristão saudável, além de instruir biblicamente sobre a questão, protegerá os nossos filhos diante dos ataques num mundo “pornificado”.

O acesso às questões que envolvem a sexualidade e a pornografia ocorre cada vez mais cedo e em maior escala na vida das crianças e adolescentes. Alguns ambientes de acesso são:

O lar. Os primeiros contatos de uma criança com material pornográfico pode acontecer dentro de sua própria casa, num lar onde crentes e não crentes habitam, ou num lar totalmente cristão (há pais cristãos que infelizmente consomem conteúdo pornográfico). O material com conteúdo pornográfico pode ser revistas, livros, vídeos, videogame, TV a cabo, internet, etc. Observe o que afirma Pamela Paul sobre o assunto:

Quer os pais passem pornografia aos filhos deliberada ou inadvertidamente, quer tentem escondê-la deles ou consumi-la fora de casa, as crianças hoje entram muitas vezes em contato com esse mundo por sua própria conta e em geral nem sequer esperam pelo surgimento dos hormônios. Podem sintonizar um canal a cabo na televisão, descobrir um programa de acesso público ou pedir um filme pago. Podem ainda encontrar vídeo ou DVD na coleção do vizinho ou do irmão mais velho. Segundo um estudo de 1995 com adolescentes da Califórnia, conduzido por Gloria Cowan e Robin Campbell, 83% dos garotos e 48% das garotas de colégio declararam já ter assistido a vídeos ou filmes de sexo explícito [...]. Esses números são sem dúvida mais elevados atualmente, já que as crianças descobrem cada vez mais pornografia na Internet [...]. Aprender a curtir pornografia on-line está se tornando rapidamente a nova regra. Nos termos da pesquisa Pornified/Harris, 71% dos jovens de dezoito a vinte e quatro anos concordaram com o enunciado “Vi mais pornografia na Internet do que em outros veículos (revistas, cinemas, TV)” [...]. Um estudo realizado em 2004 pela London School of Economics revelou que 60% das crianças que usam regularmente a Internet entram em contato com a pornografia. A pronografia se integrou à cultura pop adolescente; a cultura do videogame, por exemplo, exalta a obscenidade. Uma fita de 2004, The Guy Game, mostra mulheres exibindo os seios quando dão respostas erradas num teste; o jogo, disponível em Xbox e PlayStation 2, sequer recebeu a classificação “Só para Adultos”.[1]


Muito embora a pesquisa seja no contexto dos Estados Unidos, a realidade está bem presente em nosso país. Dessa forma, além de trabalhar no sentido de não expor os filhos aos conteúdos pornográficos, tomando cuidado em não adquirir material pornográfico, bloquear canais de TV impróprios, instalar bloqueadores de sites e conteúdos pornográficos no PC, notebook, netbook, tablets, etc., os pais devem ser os melhores amigos de seus filhos, conversando sobre questões de sexualidade na medida em que isso se tornar necessário, e considerando a linguagem, o desenvolvimento cognitivo e moral da criança. Tratar de questões sobre sexualidade com crianças e adolescentes sem considerar esses fatores, pode causar transtornos, bloqueios, curiosidade exacerbada e outros prejuízos aos mesmos.


Se os nossos filhos não receberem educação sexual com respaldo bíblico em nossos lares, aprenderão em outros ambientes, com outras pessoas, e possivelmente com uma abordagem distorcida, liberal e relativista.


A Escola. No contexto brasileiro a educação sexual na escola se apresenta de maneira oficial e abusiva. Professores apresentam aos alunos conteúdos pornográficos em sala de aula, no laboratório de informática e em outros espaços sem constrangimento algum. Bom, num contexto onde a educação sexual é banalizada e distorcida, o que se pode esperar. 


A escola é um dos aparelhos ideológicos do Estado, e nela se reproduz através das aulas (discurso oficial), de cartilhas e panfletos (literatura oficial) a imoralidade e a banalidade que assola a sociedade pornificada, que zomba dos princípios cristãos e ridiculariza a Bíblia, e tudo isso aprovado e recomendado pelos órgão oficiais de educação. O vídeo abaixo fala por si só, e apresenta sérias denúncias sobre o tema aqui em questão:



Vale salientar, que nem todo contato com questões que envolvem sexualidade e pornografia parte de professores. Muitos alunos buscam por si mesmos nos laboratórios de informática da escola ou faculdade, em revistas, nos seus celulares com acesso a Internet, nas conversas em grupo, etc. o contato com o mundo da pornografia (sexualidade pervertida ou distorcida).


Os pais crentes precisam saber de uma vez por todas que é impossível monitorar e controlar seus filhos vinte e quatro horas por dia. Então o que fazer? Antes de tudo, fortalecer a confiança nas relações familiares e aumentar a quantidade e a qualidade do diálogo, da conversa franca, do papo aberto e amigável. Precisamos também cobrir nossos filhos com oração, pedindo a ajuda de Deus nesse processo tão difícil, contra essa astuciosa arma de Satanás para destruição de nossas crianças e jovens, contra esse poderoso atrativo da carne que é a pornografia e o ensino distorcido e pervertido sobre sexualidade.


Pais e filhos devem entender que a sexualidade foi criada por Deus, mas uma vez praticada sem considerar os fundamentos da Palavra, torna-se pecado.




[1] PAUL, Pamela. Pornificados: como a pornografia está transformando a nossa vida, os nossos relacionamentos e as nossas famílias. São Paulo: CULTRIX, 2006, p. 167 e 173.