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segunda-feira, 8 de julho de 2013

A SEXUALIDADE


ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical

Departamento de Educação Cristã


A SEXUALIDADE

24 de Julho de 2013


TEXTO ÁUREO

“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará;

Hebreus 13. 4



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Efésios 5. 22 -31


Objetivos

Entender que a sexualidade foi dada por Deus para promover o afeto, a união, o prazer e a procriação;
Compreender que a prática do ato sexual, fora do padrão divino, é pecaminoso;
Reconhecer que a sexualidade pode e deve ser controlada pelo ser humano.



INTRODUÇÃO: - A sexualidade envolve o que há de mais íntimo na vida do ser humano. Dependendo do modo como é usufruído, pode produzir resultados positivos ou negativos, uma vez que interfere nas áreas biológica, social, psicológica e espiritual.

Na atualidade, os meios de comunicação apresentam abertamente o assunto, o que inclui a exibição de cenas de sexo em filmes e novelas. O tema está presente nas letras de música, nos debates de televisão, nas salas de aula, como também em muitas casas e até nos púlpitos.

Apesar da relevância do assunto e da banalização do sexo pela sociedade secular, alguns líderes evangélicos não dão a devida importância à sexualidade. Uns se recusam a falar sobre sexo, porque acham que isto não tem nada a ver com os princípios do cristianismo. Outros são tolhidos pela timidez ou por acharem-se incapazes de ensinar sobre o assunto. E o resultado é que, muitas vezes, os problemas de relacionamento entre casais ficam pendentes, e geram separação, porque os cônjuges não receberam um ensino adequado; não foram orientados sobre como deveriam agir em relação aos conflitos.

Nesta lição, falaremos sobre quem criou o sexo e os propósitos da intimidade conjugal. Apresentaremos o padrão de Deus para a sexualidade humana e discutiremos a diferença entre este padrão e o padrão mundano, pautado no sexo ilícito. 


I.         O PROPÓSITO DO SEXO


1.         O Papel do Sexo no CasamentoHá várias funções básicas do sexo no casamento, são: (1) levar a efeito uma unidade íntima sem igual entre duas pessoas; (2) fornecer êxtase ou prazer para as pessoas envolvidas neste relacionamento sem igual, (3) levar a efeito uma multiplicidade de pessoas no mundo por meio   de ter filhos. Respectivamente, as três funções básicas do sexo no casamento são a unificação, a recreação, e a procriação.

a)      Primeiramente, o casamento visa trazer dois seres humanos à unificação mais estreita possível. “Os dois se tornarão uma só carne” é repetido uma vez após outra na Escritura (Gn 2. 24; Mt 19. 5; I Co 6. 16; Ef 5. 31). Tão sem igual é esta união conjugal levada a efeito pelo sexo, que a Bíblia a usa para ilustrar a união mística que o crente tem com Cristo (Ef 5.32). É a natureza única, de um só relacionamento do seu tipo, que exige que o homem mantenha relações sexuais com uma só mulher. (Ct 6. 13; 8. 6,7).


b)     A Segunda função do sexo no casamento é recreacional.  As relações sexuais são literalmente uma recriação da grande felicidade da união nupcial original. É uma lembrança sacramental da alegria do seu primeiro amor. A união sexual é a reunião feliz daqueles que foram feitos um só pelo casamento. A satisfação que o sexo fornece é o prazer obtido da reafirmação do preito original do mútuo amor. Quanto a isto, as funções re-creacionais e reunificacionais do casamento são inseparáveis. A alegria verdadeira vem somente com a união verdadeira, e a união verdadeira somente vem se houver um relacionamento sem igual e permanente entre duas pessoas do sexo oposto (I Tm 4. 2; 6. 17).


c)     O Terceiro papel do casamento é a procriação. O fruto da união no matrimônio é a multiplicidade da prole. É lógico, os filhos são o resultado natural, porém não necessário, do casamento. Embora casar-se seja a coisa natural a se fazer, não é necessário casar-se. Um solteiro pode resolver não casar, sem pecar (cf. Mt 19. 12; I Co 7. 7, 8). Semelhantemente, um casal pode resolver não ter filhos, sem pecar (cf. I Co 7. 5), embora seja natural tê-los. Quando os filhos resultam do casamento são uma razão adicional para manter o casamento com um relacionamento sem igual e permanecer entre os pais. Os filhos precisam da união e da segurança fornecidas pelo casamento feliz dos seus pais.  Quase nada é superior a uma união perpétua entre a mãe e o pai para a criação de filhos saudáveis e felizes.

Uma palavra de resumo agora é necessária.  A função do sexo dentro do casamento é tríplice: a unificação, a recreação, e a procriação. Estas são as três funções positivas do sexo no casamento.


II.      O SEXO FORA DO CASAMENTO


1)       O Papel do Sexo Fora do CasamentoA Bíblia não aprova, em qualquer circunstância, o sexo fora do casamento (I Co 6. 18; Cl 3. 5).  Por mais que as pessoas tentem defender tal prática, usando como argumento o fato de Deus ser amor, o Senhor não condescende com amor eros (amor-prazer), fora do parâmetro estabelecido por Ele: O casamento.  (Ap 21. 8).

Tendo em mente os propósitos do casamento podemos compreender mais facilmente as proibições fortes na Escritura acerca das relações extraconjugais ilícitas. O adultério, a fornicação, a prostituição, a sodomia (a homossexualidade) são todos fortemente condenados. Cada um destes pecados, da sua própria maneira, viola um relacionamento interpessoal divinamente instituído.

a)     O adultério e a prostituição são errados por duas razões básicas, são casamentos múltiplos. Em primeiro lugar, são tentativas para levar a efeito muitos relacionamentos familiaríssimos ao mesmo tempo. Em cada caso, a pessoa está enganando a pessoa a quem realmente mais ama e, provavelmente, mentindo a quem não ama.  A segunda razão porque a fornicação é errada, é porque visa ser apenas uma união temporária, ao passo que Deus deseja que a união sexual seja duradoura e permanente (Mt 19 .6). O Novo Testamento também é enfaticamente contra o adultério. Jesus o pronunciou errado até mesmo nos seus motivos mais básicos (Mt 5. 27,28). Paulo o chamava uma obra má da carne (Gl 5. 19), e João teve visão da presença de adúlteros no lago do fogo (Ap 21. 8).

b)      A palavra fornicação é frequentemente usada na Escritura para relações sexuais ilícitas fora do casamento, embora o modo geral de entender é que ela subentende que pelo menos um membro do relacionamento não era casado. Paulo disse que o corpo não é para a fornicação e que o homem deve fugir dela (I Coríntios 6. 13, 18).

c)       A homossexualidade não está na mesma classe dos pecados do adultério, da prostituição e da fornicação. A homossexualidade é diferente destes três porque não ocorre nenhuma relação sexual no sentido rigoroso da expressão, e nenhum nascimento pode resultar dela.  Mesmo assim, a homossexualidade no sentido de sexualmente estimular e manipular uma pessoa do mesmo sexo é especificamente proibida na Escritura. No Antigo Testamento, este pecado era chamado sodomia, segundo o nome da cidade iníqua, Sodoma, que foi destruída por causa desta perversidade (Gn 19. 5 – 8, 24). Mais tarde, a lei de Moisés proibiu qualquer “sodomia” (ARC) de fazer parte da comunidade de Israel (Dt 23 17). O Novo Testamento é igualmente claro sobre o assunto. Romanos 1, fala da homossexualidade como sendo aquilo que mudou “o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza” (v. 26). É uma “torpeza” que resulta de paixões vis” (v. 27). Noutra passagem, Paulo escreveu: “Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas... herdarão o reino de Deus” (I Co 6. 9). Estas todas são perversões do uso apropriado do sexo. Atos heterossexuais são errados fora do casamento porque estabelecem um relacionamento de marido e esposa entre aqueles que não são marido e esposa. Os atos homossexuais são errados porque estabelecem um relacionamento sem igual de marido e mulher entre os que não podem ser marido e mulher, por serem do mesmo sexo.

d)       A Força das SexualidadeDe todos os impulsos humanos, o que detém maior força é o do sexo. As pessoas são capazes de matar e morrer em seu nome. A paixão sexual ultrapassa os limites estabelecidos pela própria lei -  como o casamento, por exemplo – apenas pela satisfação dos desejos sexuais que nascem e crescem no coração.

III.     O LADO NEGATIVO DO SEXO


O desejo sexual é tão forte em alguns indivíduos que pode leva-los a desenvolver relações promíscuas, como verificaremos nos exemplos a seguir:


1)       A Poligamia. – Poligamia é o termo utilizado para designar múltiplos e simultâneos casamentos, ou seja, o indivíduo une-se a mais de um cônjuge, ao mesmo tempo. A poligamia, como o divórcio, era algo que Deus tolerou mas realmente não desejou. O maior Polígamo na Bíblia foi Salomão, deu testemunho do fato de que tinha um só verdadeiro amor, para quem escreveu Cantares. Este livro é a maior repreensão contra a poligamia, escrito pelo maior polígamo.  Até mesmo Salomão com suas 1.000 esposas somente tinha um amor verdadeiro. Exemplo de homens polígamo: Abraão (Gn 16. 1 – 4); Jacó (Gn 31. 17); Davi (II Sm 12. 8); Salomão (I Rs 11.1); e Elcana (I Sm 1.1,2).

2)      O Sexo Hedonistaé o sexo que adota o prazer como o bem maior. O mundo sem Deus explora este tipo de sexo, é condenado pela a Bíblia.

3)   A MasturbaçãoA masturbação é pecado porque se faz acompanhar de pensamentos lascivos (Mt 5. 28); pode viciar e pode substituir o relacionamento entre marido e mulher levando-os à defraudação (I Co 7. 5).

4)     O IncestoRelação sexual entre pessoas da mesma família, condenado pela Bíblia. (Lv 18. 6 – 18; 20. 11, 12, 14, 19 – 21).

5)          Pedofilia -  Relação sexual com crianças – uma prática covarde que deve ser denunciada às autoridade para a devida punição. Não há referência na Bíblia.

6)       ZoofiliaRelação sexual com animais – a qual também consta da lista das coisas que o Senhor abomina (Lv 18. 23; 20. 15, 16).

7)       NecrofiliaRelação sexual com uma pessoa morta;

8)       Asfixia auto eróticaSatisfação sexual provocada pela redução no fluxo sanguíneo do cérebro. Trata-se de um misto entre masturbação e enforcamento. Algumas pessoas pagaram com a vida por essa prática.

9)        SadomasoquismoApresenta dois tipos de prática, o sadismo (caracterizado pelo prazer em maltratar, humilhar ou impor sofrimentos ao parceiro) e o masoquismo (caracterizado pelo prazer doentio de ser submetido ao sofrimento físico e à humilhação moral).

10)     Voyeurismo Excitação sexual obtida pela observação (de modo oculto) de pessoas despidas ou pela prática do ato sexual.

11)      ExibicionismoExcitação sexual alcançada pelo impulso de mostrar os órgãos genitais a pessoas que não esperavam tal ato e pela reação de tais pessoas.

Todas essas práticas fazem parte da porneia e incluem os seus praticantes na lista dos rejeitados por Deus, cabendo-lhes o lago que ardem com fogo e enxofre, o que é a segunda morte. (Ap 21. 8).


Conclusão: -  Discorrer sobre o tema proposto nesta lição pode ser desconfortável para muitos de nós, uma vez que apreciamos tratar de assuntos que exaltem nosso espiritualidade e não nos façam lembrar de nossa carnalidade.  Mas, não podemos esconder esses assuntos, como se não fôssemos dotados de sexualidade.

A Bíblia trata desse assunto de forma clara e objetiva, porque Deus tem grande interesse nele. Nessa área, muitos têm caído e muitos estão camuflados, vivendo uma espiritualidade de aparência. Temos, sim, que encará-lo sem receio, sem constrangimento ou excessivo pudor.

O sexo é uma benção divina, desde que praticado dentro dos padrões de Deus. Quem estiver fora desse padrão deve procurar ajuda, pela oração, pela leitura da Palavra e pelo aconselhamento feito por uma liderança apta para tal fim.



                                                 Professora, MARIA VALDA

                                                                           EDMEP