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domingo, 15 de setembro de 2013

A VIDA DISCIPLINADA

ESTUDO SOBRE DISCIPLINA



LIVRO: A VIDA DISCIPLINADA


Autor: Richard Shelley Taylor

Cap. 6 – Como Tornar-se Uma Pessoa Disciplinada





1.           Não há Atalhos.
Pare de procurar a forma mais fácil e rápida para chegar onde deseja.

“E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.” Lucas 9:62

2.           Comece com Coisas Simples.
Pendure as roupas, arrume a cama, lave o banheiro, guarde as coisas no lugar após o uso...

“Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.” Cânticos 2:15

3.           Treine Seu Corpo.
Treine os olhos para ver somente o que é bom e agrada a Deus;
Treine as mãos apenas para fazer coisas lícitas;
Treine os pés para correr dos lugares de tentação;
Treine a postura para apresentar-se como servo de Deus;
Treine a língua para não acusar, fofocar, mentir e ofender.

“Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.”  Eclesiastes 5.1.

4.           Inicie Sempre Pelas Tarefas Difíceis
Inicie pelo trabalho mais chato e difícil colocando na mente que ao terminar você gostará dele.
Termine tudo o que começou, e retorne o trabalho do que abandonou.
Seja diligente! Diligência é o inverso da preguiça.
Comece a fazer que a vontade aparece!

“Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior.” Provérbios 22:29

5.           Cultive a Pontualidade
Obrigue-se a ser pontual, planeje-se com antecedência, prepare-se para os imprevistos.

“Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor”

6.           Cingindo o Entendimento
Ponha a sua mente para pensar, para trabalhar, e para desenvolver ocupando sua mente com a palavra de Deus, e com trabalho!
Lembre-se “mente vazia, oficina do diabo”.

“Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo” 1 Pedro 1:13

7.           Explore o Inesperado
Encare as decepções com maturidade.
Impaciência é característica de um caráter fraco.
O homem forte não perde tempo reclamando da vida.

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Romanos 8:28

8.           Ame Aquele que o Critica
Ficar mau humorado quando for corrigido indica imaturidade.
Use a crítica como um trampolim para projetar-se ao crescimento.

“O que rejeita a instrução menospreza a própria alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento.” Provérbios 15:32

9.           Desenvolva o Autodomínio
Domine sua curiosidade, não se intrometa em assuntos alheios, não faça comentários de erros de pessoas, não queira saber de tudo da vida alheia.

Domine o preconceito, não seja precipitado a julgar, lembre-se da misericórdia de Jesus com os desfavorecidos.

“O que responde antes de ouvir comete estultícia (estupidez) que é para vergonha sua.” Provérbios 18:13

10.     Domine a Glutonaria
Discipline seu apetite, fome e gula.
Aquele que come com os olhos não alimenta a barriga, aquele que come demais também é indisciplinado nos outros apetites da alma.

“Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” 1 Coríntios 9:27

11.     Respeite o Tempo
Não viva dizendo “quero o que quero e quando quero”, ou “tudo tem que ser da forma que eu quero e na hora que eu quero”, esse padrão de pensamento é mundano e indisciplinado.

Lembre-se que criança come quando quer em vez de esperar a refeição, adultos sabem esperar e sentar na mesa para comer ainda que a hora do almoço se demore.

Mentes maduras entendem que há tempo para todas as coisas, e fazem o que é certo no tempo certo, sem adiantar ou atrasar as coisas.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3:1

12.     Receba com Agrado as Dificuldades da Vida
Todos recebem dificuldades quando menos esperam, pois elas não avisam quando vão chegar. Saber lidar com a adversidade indica mente madura.

Não fuja das responsabilidades, não fuja de receber novas tarefas, dependa de Deus para conseguir dar conta de todas elas.

Seja fiel a todos os seus compromissos, e zele para a sua palavra para a cumprir.

“Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.” Lamentações 3:27

13.     Cultive Hábitos de Oração
Orar diariamente, pontualmente e sistematicamente desenvolve a disciplina.
Daniel orava três vezes por dia Daniel 6:10
Desenvolva a habilidade de orar em todos os lugares e constantemente. 1 Ts 5:17

“E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração.” 1 Pedro 4:7

CONCLUSÃO

Pague o Preço do Discipulado!
Jesus cobrou um alto preço para quem quer ser discípulo dele, Ele disse que deveria largar tudo e segui-lo, que deveria aborrecer pai e mãe, que deveria carregar a cruz, largar o mundo, negar a carne, ter disposição ao serviço do mestre, entregar totalmente todas as áreas da sua vida!

Seja servo, ame o próximo, diminua a si mesmo, seja obediente a Deus até a morte, ame a Deus acima de todas as coisas e pessoas, discipline-se para ser um bom soldado de Cristo!


De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.Filipenses 2:5-8

Fonte: Um Resumo da Leitura do Livro pelo Aluno Pedro Lage.

O CRISTÃO E A Política


ADMEP - ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA



LIÇÃO 11: O CRISTÃO E A POLÍTICA
DATA: 15/09/2013


ALUNOS: POR: JOSE MAURO E SANDRA 

O CRISTÃO E A POLÍTICA






Desde o nascimento da igreja cristã, estas questões têm sido debatidas vez após vez: Qual é o papel do cristão na política? Pode um membro ou a própria igreja envolver-se em política? Como deviam se relacionar com o governo e com as autoridades políticas?


Alguns adventistas do sétimo dia acham que a igreja não desempenha nenhum papel político, e o cristão individual, no máximo, uma parte minúscula. Esta opinião funda-se sobre o conceito de que o reino de Cristo não é deste mundo. Outros adventistas insistem que tanto indivíduos como a igreja têm responsabilidades sociopolíticas incontestáveis para melhorar as condições de vida. Alguns cristãos vão mais longe e pretendem que a tarefa principal do cristianismo é trabalhar para criar uma ordem política cristã que resulte no estabelecimento do reino de Deus na Terra. Entre uma e outra, há todo uma gama de opiniões.


O Exemplo de Cristo

Jesus raramente mencionou o tipo de sociedade política à qual Seus discípulos deviam aspirar. Ele não pretendeu ser um reformador sociopolítico. Ele não enunciou nenhuma plataforma política. As tentações no deserto tinham uma dimensão claramente política e Ele as resistiu. Embora Ele tivesse mais de uma oportunidade para apoderar-Se do governo da sociedade por uma espécie de golpe de estado (ex.: o alimentar a multidão e a entrada triunfal em Jerusalém), Ele não escolheu esta opção.


Ao mesmo tempo, os ensinos de Jesus não podiam deixar de ter uma influência sociopolítica ao serem observados pela comunidade cristã. Ele ofereceu boas novas aos pobres, liberdade para os oprimidos e vida abundante (João 10:10). Portanto, os adventistas, seguindo o exemplo de cristãos através dos séculos, precisam reconhecer sua responsabilidade social. Os pioneiros adventistas pregavam não só o evangelho de salvação individual, mas também se preocupavam com alcoólatras, escravos, mulheres oprimidas e as necessidades educacionais de crianças e jovens.


A Base Bíblica de Responsabilidade Sociopolítica

A responsabilidade sociopolítica cristã baseia-se sobre dois fundamentos bíblicos. Primeiro, a doutrina da Criação. Deus criou ex nihilo o Universo e nos designou como os mordomos deste mundo. Mordomia implica tanto em responsabilidade como prestação de contas pelo domínio sobre o qual tem jurisdição.

Segundo, a doutrina do homem. Os seres humanos são criados à imagem de Deus. Os parâmetros da responsabilidade humana de servir jazem dentro deste conceito bíblico da natureza humana. A visão cristã é que homens e mulheres não são uma espuma sobre o mar da vida, mas pessoas com um papel responsável a desempenhar e com um futuro promissor. O potencial humano confere propósito, direção e otimismo a cristãos a serviço de outros num contexto comunitário.

Assim, o cristianismo não é uma religião de individualismo isolado ou de introversão; é uma religião de comunidade. Os dons e as virtudes cristãs têm implicações sociais. Devoção a Jesus Cristo significa devoção a todos os filhos de Deus, e devoção gera responsabilidade pelo bem-estar de outros.

O Dilema de uma Dupla Cidadania

Cristãos sinceros confrontam o dilema de uma dupla cidadania. De um lado eles pertencem ao reino de Deus, e do outro, a sua terra natal. São parte da “nova humanidade” e vivem no meio da “velha humanidade”. Há aqui um conflito inerente? Precisa a juventude adventista do sétimo dia escolher uma cidadania e renunciar à outra? Não há dúvida de que ocasionalmente possa haver conflito quando as exigências ou deveres de uma cidadania colidem com os da outra. Em tais casos as Escrituras são claras: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

Não obstante, o reino de Deus não se encontra isolado deste mundo; “está entre vós” (Lucas 17:21). Em outras palavras, o reino de Deus é uma esfera, um comprometimento, uma atitude e um modo de vida e pensar que permeia a toda nossa existência e que dá um sentido especial à cidadania nacional. É a soberania de Deus invadindo o viver humano.

Nada Fazer é Ação Política

A organização política da sociedade é a provisão divina para a humanidade caída. Deus não pede que as pessoas corretas se distanciem do processo político de governo e deixem o controle sociopolítico e econômico nas mãos dos “malfeitores”. Os cristãos devem ser o sal e a luz do mundo social, e portanto não podem simplesmente se afastar do processo político. Com efeito, tal abdicação é em si mesma uma ação política que abre o caminho para o controle político para aqueles que não apoiam valores cristãos. “Nada fazer” é uma receita certa para o pecado ficar senhor da situação. Os adventistas têm tanto o direito como o dever de usar a cidadania terrestre para manter a igreja livre para cumprir seu mandato divino e ajudar como indivíduos a atender às necessidades sociais gritantes.

Deveres de Cidadania Política

Os adventistas do sétimo dia confrontam pelo menos quatro deveres da cidadania política.

Primeiro, o dever de orar a favor dos que exercem autoridade governamental. Precisamos orar por auxílio divino para resolver alguns dos problemas sociopolíticos que afetam negativamente a vida humana e a proclamação do evangelho. As orações e súplicas dos fiéis ascendem muito mais alto do que as declarações e ações políticas que enchem montanhas de papel reciclável.

Segundo, o dever de votar e de fazer petições às autoridades no poder. Os adventistas devem votar mesmo quando a escolha seja entre o menor de dois males. Em conexão com isto, a obtenção do título de eleitor é o primeiro passo.

Terceiro, o dever de educar-se e informar-se. Os adventistas, não menos que outros cidadãos, devem instruir-se continuamente quanto a questões que afetam a vida presente e futura. Ignorância política não aumenta a felicidade espiritual.

Quarto, o dever de candidatar-se e ocupar cargos públicos. Os adventistas têm este direito constitucional. Há também designação para cargos governamentais que não envolvem campanha eleitoral. Ellen White afirma que não há nada errado na aspiração de “sentar em conselhos deliberativos e legislativos e ajudar votar leis para a nação”.1Contudo, ela aconselha que ministros e professores empregados pela igreja se abstenham de atividades políticas partidárias.2 A razão que ela dá é bem clara: política partidária pode criar divisões. Um pastor poderia facilmente dividir uma congregação e enfraquecer grandemente sua habilidade de servir como pastor de todo o rebanho, tomando partido.


Perigo de Envolvimento Político

Tendo salientado a responsabilidade e privilégios da cidadania, torna-se necessário advertir contra o perigo de envolvimento político tanto do indivíduo como da igreja. Os adventistas, como outros cristãos, podem ser enganados por César. Sucesso na política envolve compromisso, exaltação própria, ocultar fraquezas e desempenhar papéis partidários. Às vezes torna-se necessário aceitar expedientes que não se enquadram com as melhores convicções morais. A política é um patrão exigente e absorvente. Os políticos cristãos caminham sobre uma corda bamba. Devem evitar contaminar-se com a qualidade irônica e absorvente do ativismo político que pode rebaixar seus esforços a um nível em que Deus parece não envolver-Se nos assuntos humanos.


Há um perigo crescente de as igrejas se envolverem em política. Isto leva à interpretação da fé e do evangelho cristãos em termos de valores políticos. O interesse em muitas igrejas parece ter-se transferido da moralidade individual à moralidade social. O resultado é que, em certos segmentos da sociedade eclesiástica, ideias seculares começam a moldar os valores cristãos de modo a haver pouca diferença entre o secular e o sagrado. É triste constatar que amiúde as atitudes de cristãos são as mesmas da sociedade em geral.

Envolvimento Circunspecto da Igreja

O que acabamos de dizer aponta à necessidade de um envolvimento político judicioso. Uma igreja mundial, com milhares de instituições, dez milhões de membros adultos e muitos interessados, não pode evitar contato com o Estado e o envolvimento político. Não somente pessoas, mas também organizações eclesiásticas, têm direitos e responsabilidades. A igreja tem o direito de intervir no caso de legislação ou ações regulatórias, tanto positivas como negativas, que afetem a missão da igreja.


A igreja não deve jamais (e jamais é um termo forte) identificar-se com um partido político particular ou com um sistema político. Uma identificação tal pode de início trazer um privilégio temporário rápido, mas inevitavelmente arrastará a igreja pela rampa descendente que leva a uma paralisia de sua ação evangelística e profética. Em suma, “a igreja deve ser a igreja”, e não uma agência social. Sua iniciativa mais prometedora para mudar a sociedade é transformar indivíduos, gente. Os adventistas do sétimo dia cumprem, numa estrada de mão dupla a missão de Deus no mundo: evangelismo e serviço.


Por:  Por: Jose Mauro e Sandra