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sábado, 21 de setembro de 2013

"OS 5 TIPOS DE FILHOS QUE POSSUEM NA BÍBLIA"



ADMTC - Assembleia de Deus Ministério Terra de Canaã
Estudo dia 21/08/13


 LUIZ AFONSO
TEMA:

"OS 5 TIPOS DE FILHOS QUE POSSUEM NA BÍBLIA"


Introdução: - Na Palavra de Deus veremos várias vezes a palavra "Filho", porém essa palavra não fala diretamente dos filhos biológicos ou de sangue, porém vai falar em 1° lugar de filhos por causa da descendência e depois fala de Jesus o filho de Deus, e através de Jesus nos tornamos filhos de Deus também, possuindo então todos os direitos que um filho tem. Algumas vezes veremos também por exemplo "Filhos de Israel" para falar da Nação Israelita e a expressão também "Filho do Homem" na qual também é usada para falar de Jesus nos evangelhos e alguns Profetas como Ezequiel, mas veremos abaixo como é mencionado os filhos de Deus e os Privilégios que possuem.


TIPO DE FILHO - OS FILHOS CRIADOS - SÃO OS "ANJOS" -  (Jó 1: 6; 2:6; 38: 4,7)


Os Anjos foram criados por Deus e estão a Disposição do Senhor para cumprirem qualquer ordem, e eles tem um privilégio excelente, adoram ao Senhor em todo o instante clamando Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos toda terra está cheia da sua glória. (IS 6:1-8)

Privilégios:

a) São Obedientes. (Sl 34:7)
b) São Altamente Inteligentes. (Lc 24: 5-7)
c) São Seres Gloriosos. (Lc 24: 4)
d) São Seres Poderosos. (2 Sm 24:16; 2Cr 32: 21)
e) A luz de Jó os Anjos já existiam quando Deus formou as demais coisas existentes. (Jó 38: 4,7)


2° TIPO DE FILHO - O FILHO FORMADO - ADÃO - (Gn 1: 26,27; 2:7)

Foi formado pelo próprio Deus, a sua imagem e semelhança, na área de Personalidade, vontade e sentimento, pois o homem é um ser tricotômico, possuindo Corpo, Alma e Espírito.

Privilégios:

a) Feito a Imagem e Semelhança de Deus. (Gn 1: 26,27)
b) Foi feito perfeito sem pecado. (Gn 2: 7,8,15-17)
c) A ele foi dado o Domínio sobre todos os animais. (Gn 1:28)
d) Deus fez uma auxiliadora, um ajudadora para o completar. (Gn 2: 23)
e) Não conhecia o cansaço e nem a Morte física e nem Espiritual. (Gn 2: 17; 3: 19)


3° TIPO DE FILHO - OS FILHOS ESCOLHIDOS - OS JUDEUS OU NAÇÃO DE ISRAEL - (Is 1: 2; Am 3:2)

Privilégios:

a) Foram escolhidos para serem de Deus. (Am 3: 2)
b) Foram guiados por Deus no Deserto. (Ex 13: 21)
c) Dos Judeus viria o Salvador do mundo. (Mq 5: 2)
d) Foram escolhidos para Anunciarem ao Senhor as Nações. (Js 2: 8-11)
e) A presença de Deus sempre estava com eles e no meio deles. Ex a Arca da Aliança.

4° TIPO DE FILHO - OS FILHOS POR ADOÇÃO - A IGREJA DE JESUS - (Ef 1: 4,5; Jo 1: 12)

a) Obediência. (Hb 12: 6-13; Fp 2: 15)
b) Disciplina. (Hb 12: 11; Rm 8: 14,16)
c) Acesso à Deus (Jo 1: 12; Ef 2: 18; Fp 4: 19)
d) Irmãos em Cristo e em Cristo. (Hb 2: 10; Mt 23: 8 )
e) A Futura Herança. (1Pe 4: 5; 2Co 8: 9; Rm 8: 17)

5° TIPO DE FILHO - JESUS - O FILHO ÚNICO E GERADO POR DEUS - (Jo 3: 16; Sl 2: 7)

a) Filho Amado ou Agradável. (Mt 3: 17)
b) Foi Gerado por Deus. (Sl 2:7)
c) Nasceu sem Pecado. (Mt 1: 18; Lc 1:35)
d) Houve uma grande Manifestação de glória e Amor entre Pai e Filho, antes da fundação do mundo. (Jo 17: 5,24)
e) Foi Obediente até a morte e morte de Cruz, para Salvar toda a humanidade, se concretizando através de sua Ressurreição. (Fp 2: 8; At 2: 22-24; 1Pe 1: 3-5).


Conclusão: Como podemos ver acima todos são filhos de Deus, cada um com o seu tempo e privilégio, pois Deus está aberto a todos quantos querem ser filhos dele, através de Jesus Cristo o Salvador. Como filhos de Deus não podemos perder os privilégios recebidos através do Sangue de Cristo, para isso é necessário obedecer ao Senhor em todo o momento e conhece-lo através de sua Palavra, pois quanto maior contato com o Pai mais conheceremos a sua vontade e estaremos mais suscetíveis a sua voz.


                                                      Aluno, Luiz Afonso
                                                             SEBEP/EBD

O CRISTÃO E AS FINANÇAS






ADMEP:

Assembleia de Deus – Ministério Estudando a Palavra

Departamento de Educação Cristã


            


    Pelos Alunos:  Jose Mauro Sandra



22 de Setembro de 2013

Lição 12


O CRISTÃO E AS FINANÇAS




INTRODUÇÃO - Sem dúvida nenhuma, o dinheiro é uma das principais armas de Satanás, para derrotar o crente e tirar o seu sossego, a sua paz. E, infelizmente, nós vemos muitos (e até lideres) que têm suas vidas desorganizadas no aspecto financeiro. Será que isto está dentro da vontade de Deus, para suas vidas? É claro que não!

A Bíblia mantém princípios bem definidos, acerca das finanças. Se forem observados, o sucesso (ser bem sucedido do ponto de vista de Deus) será certo; se não forem, as dificuldades certamente virão.

Deus confia a cada um de nós certos recursos e capacidades, e espera que sejamos bons mordomos daquilo que possuímos. (1 Co.4:2: “O que se requer dos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel”). Muitos crentes, vivendo desorganizadamente no aspecto financeiro muitas vezes endividados, não apenas impedem a si mesmos de servirem a Deus, mas também vivem afligidos; sentem a aflição de ver as contas amontoando no final do mês, sabendo que não têm o dinheiro para salda-las imediatamente. Deus sabia que sofreríamos este tipo de pressão e não queria ver-nos envolvidos nisso. Por isso, Sua Palavra diz: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma” (Rm. 13:8). E fez apenas uma exceção: nossa dívida de amor. Esta é a única dívida que precisamos estar constantemente pagando e nunca terminaremos de pagar.

Muitos desperdiçam seu dinheiro por falta de critérios no manejamento. O desleixo no emprego do dinheiro pode ser pela desatenção para com o dinheiro em si, e pela negligência em relação àquilo que possuímos.

Muitas pessoas são desleixadas com seu dinheiro. Não prestam atenção à maneira como gastam. Sua reclamação típica é a seguinte: “Não sei onde foi parar o meu dinheiro este mês!” - Temos que nos lembrar de um adágio que diz: “Quem quiser administrar seus bens corretamente, não pode se perguntar aonde foi parar o dinheiro; ele é que tem que dizer para onde o dinheiro deve ir”.


Depois que uma pessoa levou alguns anos para chegar a um ponto de confusão financeira, tem que esperar e talvez dar a Deus algum tempo para operar em sua vida e livrá-la dessa confusão.

A forma como isso se processa é a seguinte: (1 Tm 6:10 e Cl.1:24-29)

1.          Nós começamos por reconhecer que cometemos erros;

2.    Modificamos nossas atitudes e ações. Aos poucos, Deus nos irá tirando do caos, da confusão, da desorganização em que nos achamos, à medida que aplicamos à nossa vida os princípios que aprendemos.

3.    Por fim, teremos libertação completa e precisaremos mente-la.

Geralmente temos que aprender tais lições uma a uma, e, em muitos casos, temos que aprende-las mais de uma vez, até que possamos realmente firmar-nos, e observa-las. (Mt.4:8-9).

A Bíblia contém todos os ensinamentos de que precisamos, a fim de manejarmos bem nossas finanças. (Gn.41:33-41; Tg.1:5-6; 2 Cr.1:7-13) - Vejamos alguns princípios:


A.    A Parte de Deus:

“Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque é Ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Dt.8:18).

. Dt. 8:1-20 – Deus humilhou, provou, deu fome e disciplinou.

. Pv. 8:20-21 – Deus dá os bens e os tesouros.

. Pv. 10:22 – A benção do Senhor enriquece e não traz desgosto.

. Fp. 4:19 – Deus, em Jesus Cristo, supre nossas necessidades.



B.    O Propósito de Deus em Finanças:

1)           Providenciar as necessidades básicas. Deus assume a responsabilidade de providenciar as necessidades básicas daqueles que o amam e O buscam.

. Mt. 6:31-34 – Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus.

. 1 Tm. 6:8 – Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.

2)           Confirmar o poder dele através de necessidades especiais em resposta de oração.

. Ml.3:7-10; Nm. 18:24; Ne. 10:37 – Dízimo.

. 2 Cr. 16:9 – Deus é forte para com os dele.

. Hb. 11:6 – Deus é galardoador dos que O buscam.

3)    Unir os crentes. As necessidades de um crente e a generosidade de outro trabalham para unir os irmãos.

. At. 2:44-47 – Tinham tudo em comum.

. At. 4: 32-37 – Não haviam necessitados.

. 2 Co. 8:14-15 – Igualdade (na falta ou na abundância).
3)           Confirmar a direção de Deus para nós.

. Fp. 4:19 – Deus, em Jesus Cristo supre nossas necessidades.

. Rm. 14:23 – Não se deve haver dúvidas, o que vem de dúvidas é pecado. Cl. 3:15 – A paz de Cristo deve dirigir as nossas ações.



C.  Obstáculos aos Alvos de Deus:

Escravidão Financeira - (Lc. 18:18-30)

1 – Dívidas – Pv. 22:7 – O que toma emprestado é servo do que empresta.
2 – Pressão de contas a pagar – Mt. 6:24-30 – ansiedade pelo amanhã.

3 – Construir a vida sobre o dinheiro – 1 Tm. 6:9 – Os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada...

4 – Amarrado com laços de ouro – 2 Tm. 2:4 – Não se envolver em negócios desta vida.

5 – Preocupação quanto aos investimentos – Mt. 13:22 – A fascinação das riquezas sufocam a palavra.

6 – Maquinando para ser rico rapidamente – Pv. 28:20-22 – O que se apressa a enriquecer não passará sem castigo; o que corre atrás das riquezas há de vir sobre ele a penúria.

7 – Culpa em ter sido injusto no passado – Tg. 5:1-5 – Salário dos trabalhadores retidos com fraudes.



D.   Objetivos Pessoais Imediatos

Liberdade Financeira.

1 – Sem contas vencidas – Rm. 13:8 – Não dever coisa alguma, exceto o amor.

2 – Sem as pressões de contas a pagar – 1 Pe. 5:8

3 – Relatar nossos gastos à obra e reputação de Deus – 1 Co. 10:31 – Fazei tudo para a glória de Deus.

4 – Fazer Investimentos eternos.

. Mt. 6:19-20 – Ajuntai tesouros no céu.

. Gl. 6:10 – Ajudar aos da fé.

. Hb. 6:10 – Servir aos santos.

. 2 Co. 4:18 – Atenção às coisas eternas.

5 – Negócios em perspectiva certa – Mt. 6:33 – Buscar primeiro o Reino de Deus.

6 – Evitar ideias de ser rico rapidamente – Pv. 2:11; 28:27; 1 Tm.6:9

7 – Consciência limpa quanto aos negócios do passado – At. 24:16; Tg. 5:1-5.



E. Fatores Básicos da Liberdade Financeira:

1)  RECEBENDO:


. Através do Trabalho – Gn. 2:15 – Cultivar e Guardar (Éden). Gn. 3:17-19

Pv. 10:4-5 – A mão dos diligentes vem a enriquecer.

Ef. 4:28 – Trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom. (1 Ts. 4:11-12)

Rm. 12:11 – Ser zeloso. (2 Co. 8:22-24)

. Criatividade – Pv. 31:13,24

. Oração – Fp. 4:6-19

. Fé – Hb. 11:6



2. DANDO: Dízimos, Primícias, Ofertas (Que Resultam em Receber)

. Ml. 3:10 – Dízimos

. Pv. 3:9-10, 19:17 – Honrar a Deus com os bens.

. Lc. 6:38 – Dar com generosidade.

. Rm 12:13 – Usar nossos bens à prática do bem.



DAR + DAR = RECEBER

3.  GASTANDO


. Pv.31:16 – Procurando a melhor compra.

. Pv. 3:28 – Pagando as contas dentro do prazo.

. Pv. 20:14 – Desenvolvendo uma resistência às ofertas e vendas.


F.  Passos Básicos para a Liberdade Financeira


Se eu idealizar para a minha vida um método ou um sistema de valores, isso, indubitavelmente mudará muitas de minhas ações e atitudes, pois fará com que eu venha a fazer estas coisas:


1)  Reconhecer que tudo que eu tenho realmente pertence a Deus (bens, propriedades, dinheiro, etc.). Por isso, eu não devo nunca ter a última palavra; é Deus que orienta. Isto faz com que o próprio Deus se responsabilize por “sua propriedade”. Pelo fato de pertencermos a Deus, deve haver uma confiança real que Ele suprirá toda e qualquer necessidade. Assim, que Ele reduza ou aumente minha renda e bens materiais, posso ser-Lhe grato e ainda mais utilizado por Ele. Foi esta a reação de Jô, quando Deus tomou-lhe os bens (Jô 1:21). Quando estamos endividados, a obra e a reputação de Deus são afetadas.

2)  Lembrando-me então de que Deus é o dono de tudo, isto me livra de certas responsabilidades. Continuo tendo o dever de ser um bom mordomo (1 Co. 4:2) das coisas e recursos que Ele me confiou, mas no que passar disso, sou livre. Por isso, Deus é quem é o “Seguro” da minha casa, do meu carro, do meu futuro, etc..

Sl. 24:1 – Ag. 2:8 e Sl. 50:10-11

Ter a sabedoria como alvo em minha vida (P. 4:7 e 17:24). Ver a vida (inclusive a financeira) do ponto de vista de Deus, mudará meus conceitos do que realmente é importante.

Quando alguém já tem ou está adquirindo bens, deve entender, que eles são apenas um meio de cumprir o propósito de Deus em sua vida, ao mesmo tempo em que deve procurar descobrir o propósito divino no aumento de sua renda.

Se o meu objetivo principal é ganhar dinheiro ou adquirir coisas com esse dinheiro, então meu sistema de valores está errado. Muitos chegam a sacrificar coisas importantes do que o dinheiro, por causa do dinheiro, tais como um bom nome (além de filho de Deus), caráter, honestidade, etc. E há também, os que se esquecem de Deus e negligenciam a responsabilidade para com Ele (Mt. 6:33).

3)  Dar a Deus o dízimo e as primícias como reconhecimento de que tudo pertence a Ele. Ml 3:10 – Pv. 3:9 – Mt. 23:23 – Gn. 14:20.

Se não dermos o nosso dízimo a Deus, Ele dá o direito a Satanás de cobra-lo através de doenças, acidentes, falências, ou outras circunstâncias além de nosso controle.

O dízimo foi estabelecido antes da lei (Gn. 14:20) e reafirmado por Jesus Cristo no Novo Testamento. (Mt. 23:23).

Muitos crentes pensam que dar o dízimo é um complexo legalista.

“É coisa da lei, e Cristo nos livrou da lei; portanto não precisamos dar o dízimo”. Outros se orientam pelo versículo de 1 Co. 16:2, para dar “conforme a prosperidade”. E como pensam que Deus não os fez prosperar muito, estão dando nas mesmas proporções, isto é, muito pouco.

Deus considera o dízimo uma questão tão importante que o estabeleceu antes mesmo da lei ter sido dada (Gn 14.20). Isso aconteceu 400 anos antes da lei ter sido dada ao povo por intermédio de Moisés, e é interessante notar que o conceito de dízimo foi ensinado a Abraão, um homem de fé, antes que a Moisés, o homem da lei.

Leia outra vez Ml. 3:10; Pv. 3:9; Hb. 11:6

Quando Deus está dirigindo nossas finanças, os princípios das ciências econômicas nem sempre se aplicam.

Há dois princípios bíblicos que são correlatos: dar e receber. Quem dá recebe. Lc. 6:38. Então é possível uma pessoa dar de seus bens, e ficar mais rica, como também é possível apegar-se às coisas e acabar perdendo, como consequência disso.

Pv. 11:24-25 - 2 Co. 9:6

4)  Compreender que alimentos e roupas são as necessidades básicas que Deus prometeu suprir.

1 Tm. 6:8 – Ef. 3:20-21 – Mt. 6:31-32

Tudo que recebemos além disso indica apenas a abundância das bênçãos de Deus.

Se nossos filhos acham (ou quem sabe nós mesmos?!) que merecem mais do que alimento e roupa, estão com um sistema inadequado de valores (Fp. 4:19).

Analise o conselho de Lc. 12:15 e contraste com 1 Tm. 6:6-10.
Pv. 13:11 – Salmo 128.


5) Ser flexível em ajustar-se a um ganho ou perda inesperada. “Aprendi a ficar contente, sejam quais forem as circunstâncias! Agora sei como viver nas horas de dificuldades e não ignoro como viver nas de franca prosperidade. E assim aprendi a enfrentar tanto a pobreza como a abundância, em geral e especificamente”. Fp. 4:12 (Cartas às Igrejas Novas)

O segredo da tranquilidade financeira é nos ajustarmos ao nível mais baixo de nossa renda, para que, em tempos de abundância, possamos dar e investir com sabedoria, em vez de pagar dívidas antigas e prestações.

6)  Aprender a investir sabiamente. Para isso é necessário ter um espírito correto e dependência total de Deus, para que o investimento seja com o propósito certo. Muitos crentes acham errado investir dinheiro. Há razão para isso, se simplesmente o investimento for para maiores comodidades, benefícios próprios, etc., sem a orientação e dependência de Deus.

Esta atitude foi condenada por Jesus Cristo, quando chamou o homem que escondera o seu talento (ouro) de “mau e negligente servo”, acrescentando “devias ter colocado o meu dinheiro no banco e quando eu viesse, eu o receberia o meu dinheiro com juros”. Mt. 25:26-27.

Já vimos que Deus confia a cada um de nós certos recursos e capacidades, e espera que sejamos bons mordomos daquilo que possuímos.
Este princípio é destacado nas Escrituras, e afirma que se formos sábios no uso dos limitados recursos de que dispomos, receberemos mais; mas, se malbaratarmos o pouco que temos, até aquilo nos será tomado. Este princípio é tão importante que Jesus dedicou a ele duas parábolas: a das minas (Lc. 19:11-26) e a dos talentos (Mt. 25:14-30).

7)  Desenvolver um senso de percepção (sensibilidade) das necessidades dos outros.

Rm. 12:13 – At. 2:44

O Crente deve se tornar sensível às necessidades das pessoas. Necessidades espirituais, psicológicas e físicas. É essencial, também, determinar quais dessas necessidades devem ser atendidas primeiro, e também quais são as que Deus lhe está pedindo para prover.

8)  Como saber para quem dar. Estes pontos seguintes foram apresentados por um líder crente que viu Deus abençoa-lo e faze-lo prosperar, na medida em que era um mordomo fiel do dinheiro de Deus.

a)  A mensagem é fiel à Bíblia? (1 Ts. 1:6,8)

b)  As Pessoas têm reagido favoravelmente à mensagem? (1 Ts.
2:13-14)

c) A vida do líder do grupo é um exemplo de sua própria mensagem? (1 Ts.2:10-12)

d)  Há um padrão estabelecido? Está isento de desperdício? (1 Ts. 3:10-13; 4:11-12; 5:22).

e)  Eles vivem a pedir dinheiro? Há uma diferença entre pessoas ou organizações que partilham várias necessidades e aquelas cuja motivação é levantar dinheiro e estão sempre endividados. É igualmente importante descobrir o que Deus quer ensinar quando não provê as suas necessidades (1 Ts. 2:9; 2 Ts. 3:10-13).

f) Há alguma segurança de continuidade ou desdobramento dentro da organização? (2 Tm. 2:2).

9)   Manter as finanças na perspectiva certa, correta.
Mt. 6:20-21; Lc. 6:38; 2 Co.9:6,7,8,11; 2 Co. 8:12; 2 Tm. 6:18-19.


G.  Como Ficar Livres de Dívidas


Já vimos que o endividamento não apenas impede as pessoas de servirem a Deus, mas também as aflige. A dívida também é um fator de desânimo e divide a família (o casal). O marido, por exemplo, chega do trabalho e a esposa não fez o jantar. Ela quer jantar fora. Mas ele retruca: “Não podemos fazer despesas”. Será que você não compreende isso? – E ela responde: “Não! A gente nunca pode jantar fora, mas você bem que pode ir aos estádios assistir jogos, não é mesmo?” E começa a chorar.

Saiba que nós podemos nos poupar das aflições, desânimos, divisão e impedimos que as dívidas acarretam.

Quando contraímos dívidas, uma grande parte do dinheiro que ganhamos é gasto em juros e outras despesas. Acabamos pagando mais e recebendo menos.

Vejamos Alguns Pontos:

1.  Liberdade Financeira:


•    Ausência de dívidas,

•    De transações financeiras desonestas,

•    Da preocupação por falta de dinheiro necessário,

•    E a possibilidade de dar, segundo a orientação de Deus.


2.  Benefícios da Liberdade Financeira:


•  Ser capaz de prover as necessidades dos outros, de acordo com a direção do Espírito Santo.

•  Experimentar a provisão sobrenatural de Deus. Sobrenatural, no sentido de que Deus provê exatamente a quantia necessária, na hora certa, o que resulta em glória para Ele.

•  Ter sabedoria e inteligência para satisfazer os compromissos financeiros. Isto precisa estar baseado na satisfação de possuir apenas o que é essencial, ou aquilo que Deus quer que você tenha.

•  Deus não desperdiça nada. Não constrói nada na vida de alguém sem ter um proposto certo.

•  Deus deseja fazer o máximo com aquilo que nos deu. (Parábola dos Talentos).

·     Saiba distinguir entre gastos com itens que perdem o valor e investimentos do valor crescente. Infelizmente, muitos crentes vivem pedindo dinheiro emprestado para coisas que se desvalorizam, tais como aparelhos, móveis, carros, etc.


Não Compre a Crédito Porque:

a)           É uma violação às Escrituras – Rm 13:8

b)    Escraviza a pessoa – Pv 22:7; I Co 7:21,23

c) Produz pressão e insegurança – I Tm 5:8

d) Impede a Deus de prover por meio de fonte inesperada. II Co 9:10-11; Ef 3:20

e)  Nega a Deus a oportunidade de reter itens prejudiciais, de guardar você daquilo que não precisa – Is 55:8-9

f) E presumir o futuro – Tg 4:13-17



Pela desvalorização, podemos presumir que a pessoa que paga à vista pelo que comprou pode, depois, economizar uma quantia equivalente à taxa de depreciação daquilo que foi comprado. Como também podemos perceber, a valorização, depois de alguns meses, daquilo que foi comprado à vista, e o quanto já lucramos.

Lembre-se que o Senhor prometeu suprir as necessidades do justo, não o seu luxo – Mt 6:33; Fp 4:19, e que o Senhor tem caminhos que não precisam ser os mesmos impostos pela sociedade de consumo (Is 55:8-9). Em Ec 3:1 vemos que há tempo para todo propósito debaixo do céu, inclusive a hora certa para comprar o que é certo, e de maneira certa.

2. Procure compreender que o nome e o trabalho de Deus são afetados quando você tem dívidas, sejam quais forem os sacrifícios necessários.

É preciso ter domínio próprio (fruto do Espírito) também quanto às compras, isso porque muitas vezes elas são feitas sob o impacto do momento da propaganda, sem o devido domínio próprio, sem a avaliação da real necessidade, sem a genuína convicção da autorização divina, e muitas vezes, fora da hora certa.

As prestações e dívidas não deixam o nosso orçamento livre para contribuirmos segundo a orientação de Deus, e nos roubam o senhorio sobre nosso próprio dinheiro, além de que não nos deixa livres para obedecermos a um chamado missionário a qualquer momento, se for da vontade de Deus.

3.  Comece a comprar somente à vista. A previsão financeira de Deus indicará a importância e o tempo de cada aquisição. Lembre-se de que Deus pode prover, diminuindo as contas ou aumentando a renda. Tenha paciência e saiba esperar (Ec 3:1).

4.  Quanto às compras, peça a Deus que use esse método (comprar somente à vista) para que você possa ou não saber a vontade dele. Dívidas e compras a crédito são compromissos que não posso garantir que pagarei totalmente (Tg 4:13-14), além do que se tornam uns vícios econômicos, e impedem a Deus de prover pelos Seus caminhos – fonte inspirada e sobrenatural. Tome cuidado também para que os cheques especiais e cartões de créditos não venham vicia-lo a independer de Deus, para pequenas coisas.

5.  Compreenda que Deus é capaz de prover o “dinheiro, quando a conta precisa ser paga.”


Veja o que disse Hudson Taylor: “O trabalho de Deus, feito a maneira de Deus, não terá falta de sustento financeiro. Deus é tão capaz de providenciar os meios antes como depois, e Ele prefere fazê-lo assim. Ele é Deus suficientemente sábio para não frustar Seus propósitos por falta de recursos.” (Jô 42:2).

Assim sendo, se a conta venceu e a pessoa tem dinheiro, então Deus não está provando sua fé. Há um outro objetivo que Ele deseja realizar, ensinar ou mostrar.

6)              Cuidado com o ser FIADOR:

Pv. 6:1-5; Pv. 11:15; Pv 17:18; Pv.20:16; Pv. 22:26-27 e Pv. 27:13.



7)    Comparações – Como é o fiador?

a) Como a gazela na mão do caçador – Pv. 6:5

b) Como a ave na mão do passarinheiro – Pv. 6:5

c) Como quem não tem juízo – Pv. 17:18


8)     Consequências:


a)  Para quem é fiador:

- está numa rede, e preso – Pv. 6:2

- sofrerá males – Pv. 11:15

- poderá perder a sua cama – Pv. 22:26-27

- Poderá perder até a roupa – Pv. 20:16; 27:13

b)   Para quem não é fiador:

      Estará seguro – Pv. 11:15



9)         Conselhos:

a) “Não estejas entre os que se comprometem e ficam por fiadores de dívidas” – Pv. 22:26

b) “Se és fiador, vai e importuna o amigo ou estranho, não deixes dormir, até que te livres.” – Pv.6:3-4

c) “Tenha juízo, não seja fiador”. Pv. 17:18

d) “Na tua fuga de o ser, há segurança”. Pv. 11:15



Obs.: Tudo o que se diz sobre um fiador, pode ser dito também com relação a um devedor, pois “fiador” é quem assume dívida de outrem.


10)   Procure descobrir a razão porque Deus permite que os meios sejam insuficientes (Faltas de fundos).

a)  Ele está testando a minha fé. Se, entretanto a conta chegou e o dinheiro não foi conseguido, Deus não está testando a fé da pessoa.

b) O dinheiro foi providenciado, mas foi mal gasto.

c) Há pecado.

d) Desorganização com o dinheiro que é de Deus.


10)       JUROS:


- Trabalhar com as próprias mãos – 1 Ts. 4:10b. 11-12

- Que não empresta com usura. Sl. 15:5

- O que aumenta os seus bens com juros e ganância, ajunta-os para o que se compadece do pobre. Pv. 28:8

- A nação abençoada (Israel) emprestaria e amaldiçoada tomaria emprestado. 

 - Dt. 28:12 – (Cabeça)

- Dt. 28:44 – (cauda)

- A teu irmão não emprestarás com juros – Dt. 23:19-20

- Não tirar penhor. Dt. 24:10-11

- Quem ama o dinheiro jamais dele se farta – Ec. 5:10


Conclusão - Nós precisamos compreender, que nosso compromisso com Deus não afeta apenas nossa vida espiritual, mas, também, todos os aspectos de nossa existência. Em outras palavras, quando dedicamos nossa vida a Cristo, tudo que temos é dele.


Paulo, em Rm. 12:1 diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Apresentar nosso corpo em sacrifício vivo certamente implica em dedicar a Deus tudo que temos e somos. Nosso corpo inclui todos os membros; quer trabalhemos com as mãos, com nossa boca, com os pés, com os olhos, com qualquer membro ou membros, estamos utilizando um corpo que pertence a Deus. E Paulo diz que essa dedicação total é o nosso “culto racional”, porque pertencemos a Deus, em virtude de haver Ele nos criado (Sl.100:3) e nos comprado com o precioso sangue de Cristo (1Co. 6:19-20)


Em vista desse duplo direito de propriedade de Deus sobre nós, a única coisa sensata que podemos fazer é apresentarmos as nossas vidas a Ele (2 Co. 5:15). 
E quando o fazemos, Ele possui tudo que temos e somos.
Nós possuímos coisas, mas Deus é dono delas.
Nós ganhamos dinheiro, mas é Deus quem nos capacita.
Nós somos de Deus, portanto, tudo que temos é dele.

Reconhecemos, portanto, que Deus é realmente o proprietário de todas as coisas das nossas vidas.

Graças a Deus, por todos estes princípios que foram vistos, estarem à nossa disposição na Sua Palavra! E que Deus trabalhe em seu coração, de tal maneira que sejam todos aplicados em sua vida.

Para os bons mordomos de Deus: “Quem quiser administrar seus bens corretamente, não pode perguntar aonde foi parar o dinheiro; ele é quem tem de dizer para onde o dinheiro deve ir”.

“E que a paz de Cristo realmente seja o árbitro em vossos corações” em todas as decisões a serem tomadas.

Salmo 62:10b – 12 (“Se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração”)



                                        Pelos Alunos:  Jose Mauro & Sandra