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sábado, 26 de outubro de 2013

LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO





Assembleia de Deus – Ministério Estudando a Palavra


DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ


27 de outubro de 2013

Lição 4


LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO

Professor, José Fábio





Leitura bíblica em classe: Provérbios 6.1-5

Texto Áureo


“Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência” (Pv 23.23)



Introdução: O amor ao dinheiro desperta o lado mais primitivo do ser humano. Por dinheiro as pessoas mentem, golpeiam, dissimulam, roubam, matam, etc. Lidar de forma correta com o dinheiro, implica mais do que mudar maus hábitos, aponta na direção de uma libertação espiritual dessa potência que é o “deus” que por natureza contradiz a natureza do Deus verdadeiro, pois aprisiona as pessoas nas leis que são antíteses da Graça que é o princípio natural do Reino de Deus. Enfim, o apego ao dinheiro é o elemento responsável por muitas tragédias humanas. A luz do ensino de Provérbios, devemos munir-nos da sabedoria divina em relação ao dinheiro para não cometermos as mesmas injustiças que os homens sem Deus cometem.


Objetivos     Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir fiador, empréstimo, usura e suborno.
Decidir usar corretamente o dinheiro.
Buscar o equilíbrio financeiro.

Palavra-Chave: – Dinheiro: Meio de pagamento, na forma de moedas e cédulas, emitindo e controlado pelo governo de cada País.


I.     O CUIDADO COM AS FIANÇAS E EMPRÉSTIMOS

1)   O Fiador - O Dicionário Aurélio define o fiador como “aquele que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança”. Ser fiador é colocar em jogo o próprio nome, como garantia para o pagamento da responsabilidade de alguém. A bíblia não tem um registro que proíba alguém de ser fiador. Porém, isso não significa que a Bíblia incentive que isso deva ser feito. Os versos bíblicos que falam sobre ser fiador de alguém são extremamente taxativos dos riscos desse ato. A Bíblia não vê com bons olhos o fato de sermos fiadores. Vejamos alguns desses textos:

  •     Ser fiador é abrir a porta para o sofrimento de males: “Quem fica por fiador de outrem sofrerá males, mas o que foge de o ser estará seguro.” (Pv 11. 15);

   •    Ser fiador é atitude de tolo, de alguém sem sabedoria: “O homem falto de entendimento compromete-se, ficando por fiador do seu próximo.” (Pv 17:18);

  •   Ser fiador é colocar em risco seus bens mais básicos: “Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por estrangeiros.” (Pv 20:16);


Se alguém lhe pede o cartão de crédito emprestado não se constranja em dizer não, achando que está pecando pois é o seu nome que está em jogo.No final das contas a decisão é de cada um.  É importante nos conscientizarmos de não colocar também as pessoas nessa situação. É claro que tem suas exceções.

2)  Empréstimo - “É confiar a alguém certa soma de dinheiro, ou certa coisa, gratuita ou não, para que faça uso delas durante certo tempo, restituindo depois ao dono”. Há uma regra bíblica da misericórdia e amor ao próximo que deve nortear nossas relações interpessoais. Isso significa que tenho a obrigação de sair por aí emprestando dinheiro? Calma, não é bem assim. Mesmo a Bíblia existem condições para que o empréstimo seja feito e o fato de você muitas vezes não emprestar não significa necessariamente que você esteja pecando e inclusive muitas vezes ela lhe orienta a não fazê-lo.

à        Seguem Algumas Orientações:

1)      Não empreste um dinheiro que, caso você não receba, venha a lhe fazer falta, trazendo transtorno.

2)    Não decida nada no calor da emoção, consulte o seu cônjuge para evitar problemas no relacionamento.

3)      Só empreste aquela quantia que você, se quisesse, poderia doar. Só dessa forma você poderia “emprestar sem nada esperar” (Lc 6.31, 34). Tenha bom senso e faça tudo em paz.

4)       Ao emprestar tente doar uma parte e evite emprestar todo o valor se for uma quantia significante.

5)       Se alguém lhe deve dinheiro e você percebe que ele não tem condições de lhe pagar, ao invés de ficar sem falar com ele, avalie a possibilidade de o perdoar (1Co 6.6-8). O perdão é para aquilo que não se pode pagar! Coloque na conta de Deus. Não se esqueça que perdoar dívidas está implícito no ensino bíblico geral do perdão: “perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.

Se pegar empréstimo que tenha o comprometimento de pagar para não pecar envergonhando o Nome do Senhor que deve ser santificado através de nossas vidas.


II.       O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL

1)     Evitando a UsuraÉ a prática de emprestar dinheiro a juros. A lei de Deus não é a favor dessa prática, apesar de ter um senso justo acerca do estrangeiro, que não é da comunidade de Israel (Dt 23.19,20). A Legislação Brasileira prevê que o crime de usura, ou agiotagem, ocorre quando os juros cobrados por particulares forem maiores que os praticados pelo Mercado Financeiro e permitido por lei. Não haja como agiota e nem se envolva com agiotas, pois é uma prática ilícita.     

2)       Evitando o Suborno. Subornar é “dar dinheiro ou ouros valores a, para conseguir coisa oposta à justiça, ao dever e a moral”. A palavra hebraicas hohad, traduzida como “suborno”, mantém o sentido na língua original de dar presentes, dádiva, recompensa, incentivo. É corromper para ganhar vantagens (Ex 23.8; Dt 16.19). Infelizmente, a corrupção bate a nossa porta até mesmo através das autoridades que deveriam ter zelo pela justiça (Is 1.23; 5.23). Que a nossa consciência esteja ávida e vigilante, para não aceitarmos suborno e nem subornar ninguém. Não entrará na morada do Eterno quem tem essa prática, pois viola a Graça Divina (Sl 15.5).

III.       O USO CORRETO DO DINHEIRO

  1)  Para Promover Valores Espirituais“Compra a verdade a não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência” (Pv 23.23). De que maneira promovemos valores espirituais com o nosso dinheiro?

  a)    Honrando não só com palavras mas também financeiramente aqueles que de fato nos educam acerca daquilo que é espiritual, nossos pastores e mestres (1 Tm 5.18; 1 Co 9.14; Gl 6.6; 1 Co 9.11);

  b)   Investindo em educação, principalmente com relação a Palavra de Deus. Uma coisa interessante em se utilizar o dinheiro é no aperfeiçoamento pessoal ou de outrem. Exemplos: comprar livros sobre vida cristã, doar livros, etc. Não nos esqueçamos: “A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento. Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará. Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará” (Pv 4.7-9).

  c)     Sendo justo em todos os negócios, não se deixando dominar pelo dinheiro que por natureza é corrupto e corrompe.

  2)   Para Promover o Bem Estar Social. Quando aprendemos com Deus a beneficência, subvertemos a “Mamom”, pois doar é introduzir as pessoas na graça de Deus. A comunidade dos remidos são pessoas bondosas que compreendem que se o dinheiro não for usado também para promover o bem estar social ele rapidamente irá corromper.

Desde que o Filho de Deus se fez pobre (2Co 8.9), Ele se tornou a resposta de Deus ao apelo do pobre. Quando o pobre clama, Deus atende e também clama aos nossos ouvidos, pois frequentemente agimos como Caim: “...sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4.9).

Frequentemente, culpamos as autoridades, mas nos esquecemos de nossa responsabilidade social, de nossa responsabilidade como seres humanos, criados pelo Eterno Deus que é Amor. Que assumamos nossa responsabilidade, e que nosso dinheiro seja usado para o bem.

IV.      BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO

Equilíbrio é algo muito difícil de se adquirir, que Deus nos ajude.

 1)  Buscando a Suficiência. Vejamos a situação do homem que quer obedecer a Deus diante do dinheiro, pois não controlamos certos acontecimentos:

  a)   Primeiramente Devemos orar como o Sábio Agur:  Duas coisas te pedi; não me negues, antes que eu morra:  Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.  (Pv 30.7-9). Esse ensino é profundo, duas coisas podem acontecer, a abundância pode tirar a dependência de Deus, e quase sempre isso acontece, e não muito diferente, a pobreza pode levar a outra corrupção que é o roubo, pois o pobre não justifica o seu roubo por causa da sua pobreza. Tendo o suficiente, estejamos assim em contentamento, dessa forma o dinheiro não corrompe.

  b)  Devemos encarar a incerteza cotidiana com a fé do apóstolo Paulo“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” (Fp 4.11-13).

   •           “Aprendi...” (v.11). O contentamento é algo a ser aprendido;

   •           “Estou instruído...” (v.12). A instrução fala de treinamento;

  •    “Posso todas as coisas em Cristo...” (v.13). O poder de estar acima das circunstâncias e assim vencer, é a fé em Cristo.

Que vivamos dessa forma glorificando ao Senhor em qualquer circunstâncias!

2)  Buscando o que é Virtuoso“Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro” (Pv 22.1). Devemos trabalhar e confiar no Senhor para o sustento diário. Não convém ao cristão jogos de azar. Enfim, que possamos buscar as virtudes divinas que são riquezas invisíveis e aparentemente sem valor, mas para Deus são imensuráveis.

ConclusãoA genuína adoração a Deus exige o nosso despojamento. Que não sejamos gananciosos, nem imprudentes. Que Deus nos ajude a lidar corretamente com o dinheiro.    
   
     
                                                     Que Deus nos Abençoe!

                                                       Professor, José Fábio

  

“LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO”



ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Professor: Luiz Afonso



Dia 27/10/13

Lição 4

“LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO”


Introdução: - O dinheiro é o Deus mais adorado atualmente. Ele deixou de ser apenas uma moeda para transformar-se num ídolo. Por ele, muitos se casam, divorciam-se, mentem, matam e morrem. Aqueles, entretanto, que pensam que o dinheiro é um fim em si mesmo, que correm atrás dele delirantemente, descobrem frustrados, e tarde demais, que seu brilho é falso, que sua glória se desvanece, que seu prazer é transitório. Aqueles que fazem do dinheiro a razão de sua vida caem em tentação e cilada e atormentam a sua alma com muitos flagelos. Porém, o dinheiro é bom; ele é necessário; é um meio e não um fim; é um instrumento por intermédio do qual podemos fazer o bem. O problema não é ter dinheiro, mas o dinheiro nos ter. O problema não é carregar dinheiro no bolso, mas entesourá-lo no coração. Por isso, devemos de forma correta lidar com o dinheiro. O sábio Salomão tinha propriedade para falar sobre dinheiro, pois ele soube dar continuidade ao florescente reino de seu pai Davi, e o fez prosperar ainda mais. Nesta lição, veremos, principalmente à luz do livro de Provérbios, quais os cuidados que o crente deve ter no seu manuseio com o dinheiro, bem como traremos uma série de recomendações que o ajudará a gastar da forma correta todos os recursos que lhe chegam às mãos.


I.    O CUIDADO COM AS FIANÇAS, EMPRÉSTIMOS E SUBORNOS




Para que possamos atentar ainda mais para a seriedade de se tornar um fiador de outrem, vejamos como o texto de Pv 6.1,2 está traduzido na Bíblia Viva: “Meu filho, se você se ofereceu como fiador do seu próximo, por meio de um aperto de mão, dando a sua palavra, você agora está preso nessa armadilha”. Percebemos que o ser fiador de alguém representa uma verdadeira armadilha. É interessante, porém, notar que o próprio fiador é quem se predispõe a sê-lo “...se você se ofereceu...”. Logo, não devemos dá o nosso nome em garantia para pagar a dívida de alguém, salvo exceções. Há ainda outros textos que trabalham essa questão.

1.1 Ser Fiador. Em Pv 11.15 está escrito: “Decerto sofrerá severamente aquele que fica por fiador do estranho, mas o que aborrece a fiança estará seguro”. O fiador é aquele que dá garantias de que o devedor irá cumprir sua palavra e pagar suas dívidas, caso contrário, ele mesmo arcará com esse ônus. O fiador empenha sua palavra, sua honra e seus bens, garantindo ao credor que o devedor saldará seus compromissos a tempo e a hora. O problema é que são muitos os exemplos daqueles que sofreram grandes prejuízos por serem fiadores. Há pessoas que perdem tudo o que adquiriram ao longo da vida para pagar dívidas alheias. Não podemos comprometer o sustento e a estabilidade de nossa família para assegurar os negócios arriscados de outra pessoa. Ser fiador é andar num caminho escorregadio cujo final é o desgosto. A Bíblia nos adverte a fugirmos dele (Pv 22.26,27).

1.2. Empréstimos. Não é pecado emprestar ou tomar emprestado, mas é preciso avaliar bem a situação para que não haja prejuízos de ambas as partes. Quem empresta, não pode fazê-lo com usura, ou seja, cobrando juros exorbitantes (Dt 23.19,20; Sl 15.5). Deus reprova severamente essa prática. Podemos verificar isso em diversas passagens bíblicas (Êx 22.25; Lv 25.37; Ez 18.13). Numa linguagem mais brasileira, a usura é conhecida como agiotagem, que é uma prática criminosa prevista na Constituição Federal e no Código Penal Brasileiro. Na realidade, o ideal para o cristão não é emprestar, e, sim, dar (Sl 37.21b; Lc 6.34); e quem toma emprestado, não pode desonrar o seu compromisso, pois se assim o faz, será tido como desonesto e ainda colocará o seu próximo em apuros. Quem toma emprestado e não paga é considerado ímpio, alguém que tem um desvio de caráter que precisa ser corrigido (Sl 37.1a).






1.3. Suborno. Em Pv 17.23 está escrito: “O perverso aceita o suborno às escondidas para perverter os caminhos da justiça”. (Bíblia Viva). Infelizmente, boa parte da sociedade brasileira vive a cultura do suborno. Vemos constantemente autoridades dos três poderes, recebendo vultosas quantias para favorecerem ricos desonestos ou amigos e familiares seus. Vemos também corrupção em menor escala como, por exemplo, no meio policial, no ambiente hospitalar, num estabelecimento comercial que está sendo submetido a uma auditoria, até mesmo dentro de um transporte coletivo na hora de se pagar a passagem. Oferecer e receber suborno é pecado, pois está escrito em Dt 16.19 “Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno, porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e perverte as palavras dos justos (cf. Ex 23.8; Sl 15.5; 26.9,10; Ec 7.7).

II.     O USO CORRETO DO DINHEIRO



É bom lembrarmos que o dinheiro em si não representa pecado algum, pois todas as coisas pertencem a Deus, inclusive as riquezas (Ag 2.8). Ele mesmo pode enriquecer alguém (I Sm 2.7; Pv 10.22). A questão é uso que se faz do dinheiro ou a perspectiva que o crente tem em relação a ele.

2.1     O mau exemplo de Judas. A ambição desse discípulo foi tão grande que ele aceitou suborno contra o mais inocente de todos os seres humanos, Jesus. De fato, como foi visto, o suborno cega o indivíduo. O caráter perverso de Judas estava mais voltado para o dinheiro do que para o direito (Dt 16.19; Mt 26.15). O final, porém, daquele homem foi trágico (Mt 27.3-5).

2.2      Uma advertência Paulina. O apóstolo Paulo é muito enfático no que diz respeito à questão financeira. Os que desejam ardentemente ser ricos naufragam na fé e se tornam escravos deste sentimento (I Tm 6.9; cf. Mt 6.19-24). O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e torna tais pessoas avarentas, isto é, adoradoras das riquezas (Cl 3.5). O coração do crente não deve estar nas coisas desta vida, mas nas coisas espirituais. O bem maior do cristão deve ser a presença de Deus (Sl 51.10-12; Sl 73; II Co 4.18; I Tm 6.10,17-19).

 

2.3. Recomendações quanto ao uso do dinheiro. Podemos enumerar algumas recomendações que o crente deve levar em consideração quando estiver utilizando o seu dinheiro. Vejamos:

 Reconhecer que tudo é de Deus, e devolver-Lhe principalmente o dízimo (Gn 14.18-20; Ag 1; Ml 3.8-11). As primícias da nossa fazenda devem ser trazidas ao Senhor (Pv 3.9);
 O dinheiro serve, em segundo lugar, para prover o sustento familiar (I Tm 5.8);
 O dinheiro deve ser adquirido mediante trabalho e ganho honestos (Pv 6.6-11, 2 Ts 3.10-12);
  Não entrar em dívidas (Pv 22.7; Rm 13.8);
 Não colocar o coração no dinheiro ou nas coisas materiais (Pv 23.1-5; 28.22, Mt 6.19-21; I Tm 6.9,10);
 Não viver ansioso ou preocupado com questões financeiras (Mt 6.25-33; Fl 4.6-7, 1 Pe 5.7);
 Não ser avarento (Ec 5.10; Lc 12.15; Cl 3.5);
  Planeje os gastos. Faça um orçamento e evite gastar desnecessariamente. Cuidado com financiamentos, cartões de crédito, cheque especial e ofertas de agiotas, que cobram juros muito maiores do que os das próprias instituições financeiras (Pv 24.27; Lc 14.28-30);
 Economizar é preciso. Evite desperdícios (Pv 18.9; 21.20). Devemos guardar dinheiro para eventuais emergências (Pv 27.18);
 Ser sensível em relação às necessidades dos outros (Lc 3.11, Rm 12.13; II Co 8; I Tm 6.17,18; Tg 2.14-17). Mas é bom sondar antes de ajudar, para não corrermos o risco de alimentarmos o preguiçoso (Pv 6.6-11; 2 Ts 3.6-16).

III. A BÍBLIA NÃO CONDENA A RIQUEZA, MAS, ADVERTE QUANTO AO SEU PERIGO




Como já estudamos em lições anteriores, a verdadeira prosperidade não consiste em riqueza ou posse de bens terrenos. A prosperidade, à luz da Bíblia, está baseada, principalmente na comunhão com Deus. No entanto, a Bíblia descreve diversos servos de Deus que foram prósperos, tanto espiritual como materialmente, tais como: Abraão (Gn 13.2); Jó (Jó 1.1-3); Salomão (I Rs 10.14-29); José de Arimateia (Mt 27.57); e outros. Isto demonstra claramente que não é pecado ser rico, nem possuir muitos bens. Mas, a Palavra de Deus adverte quanto ao perigo das riquezas e do amor ao dinheiro. Vejamos:

3.1. Advertências sobre os perigos que envolvem as riquezas.

1.    Jesus disse que dificilmente um rico entrará no céu (Lc 18.24);
2.     A riqueza pode conduzir a avareza, excluindo-o do reino dos céus (I Co 5.11; 6.10; Ef 5.5; Cl 3.5);
3.    Não devemos colocar a nossa confiança nas riquezas (Sl 49.6,7; 52.7; 62.10; Pv 11.28; I Tm 6.17).

3.2. Os males do amor ao dinheiro

 Leva o homem a esquecer-se de Deus (Dt 8.10,11; Pv 30.9);
 Sufoca a Palavra de Deus no coração (Mt 13.22; Mc 4.19);
 O apóstolo Paulo disse os que querem ser ricos, caem em tentação e em muitas concupiscências; e que o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males (I Tm 6.9,10).
 Devemos entender que tudo quanto possuímos pertence a Deus, pois, todas as coisas são dEle (Sl 24; Rm 11.36), inclusive a prata e o ouro (Ag 2.8). Por isso, devemos servir a Deus, e não ao dinheiro (Mt 6.19-24); não devemos amar ao dinheiro (I Tm 6.9,10), nem dar lugar a avareza, que é idolatria (Cl 3.5).

Conclusão - Concluímos, portanto, afirmando que o dinheiro em si não representa pecado algum. Deus, porém, observa a intenção com que nós lidamos com ele. Se priorizarmos o Senhor com nossas finanças, depois sustentarmos nossa família e por fim ajudarmos os necessitados, observaremos as prioridades bíblicas acerca do usufruto do dinheiro e experimentaremos a bênção de Deus em nossas vidas.

                                                     

                                                      Professor, Luiz Afonso
                                    E-mail:  Luiz Afonso Júnior lao.junior02@gmail.com