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sábado, 2 de novembro de 2013

LIÇÃO 5 – O CUIDADO COM AQUILO QUE FALAMOS


Luiz Afonso
Professor Palestrante


ADMEP

Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra

EBD – Escola Bíblica Dominical

Departamento de Educação Cristã


LIÇÃO 5 – O CUIDADO COM AQUILO QUE FALAMOS

DIA 03/11/13


TEXTO ÁUREO

Favo de mel são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos” (Pv 16:24).

Verdade Pratica:

As nossas palavras revelam muito do que somos,
Pois a boca fala do que o coração está cheio.

Leitura Bíblica em Classe

Provérbios 6: 16-19; 15: 1,2,23; 16: 21,24


Objetivos:

Compreender – As consequências das palavras.
Explicar Os símbolos usados por Salomão e Tiago.
TerCuidado com o bom uso da língua.



Obs.: Um dos maiores, e mais impressionantes, poder que a maioria de nós temos é a palavra. É a fala. A palavra pode levantar ou derrubar, agradar ou desagradar, emocionar ou irritar, trazer para perto ou afastar. Pode ser mel ou fel, tanto para quem ouve como para quem fala. Num momento ela exprime toda uma paixão, todo um amor, ternura, admiração, respeito, e num outro toda a raiva, rancor, ressentimento, inveja. A palavra pode estar respaldada na verdade ou esconder a mesma verdade. Mas isso não é difícil de perceber por aquele que tem uma consciência maior de si mesmo e, portanto, do outro. Simplesmente porque a palavra não vem sozinha nunca. A palavra não é independente. Ela está sempre atrelada ao tom da voz, a emoção colocada, a respiração, ao ritmo em que é dita, ao olhar, aos gestos... E quando ela é falada em sintonia com tudo isso, vem carregada de um poder muito grande, tanto para o bem quanto para o mal. É uma forma de energia fortíssima!


Introdução: - Provérbios e Tiago contêm as mais belas exposições sobre uma capacidade que apenas os seres humanos possuem: a fala. Na lição de hoje, analisaremos o que as Escrituras revelam sobre esse fascinante dom. Num primeiro momento, estudaremos como o falar é tratado pelos autores sagrados. Em seguida, veremos os conselhos que Salomão e Tiago dão aqueles que verbalizam pensamentos, princípios e preceitos. O objetivo é mostrar como a literatura sapiencial bíblica toca num ponto sensível da vida humana, muitas vezes esquecido pelos cristãos: a devida e correta utilização das palavras.


I. O PODER DAS PALAVRAS

1 – Palavras que matam. É evidente que, dependendo do contexto em que são faladas e por quem são pronunciadas, podem ferir e até mesmo matar (Pv 18: 21a). Este exemplo pode ser observado na vida conjugal, quando uma palavra ofensiva, injuriosa, dita por um cônjuge, ofende e magoa o outro. Se não houver perdão de ambas as partes o relacionamento pode deteriorar-se (Pv 15:1).

“Nossas palavras tem que ter o propósito de edificar vidas e trazer vida para que aqueles nos quais, principalmente hoje estão com suas vidas emocionais e espirituais completamente abaladas e carentes tanto de afeto quanto de palavras edificadoras (Pv 14: 3; 15: 23; 16: 21,24 )”.

2 – Palavras que vivificam. A palavra hebraica dabar significa palavra, fala, discurso, dito, promessa, ordem. Os temas contemplados pelo uso desses termos são, na maioria das vezes, valores morais e éticos. Salomão tem consciência da importância das palavras e, por isso, afirma: “O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino. (Pv 16: 21,24).

“Um dos gomos do fruto do Espirito Santo é o Domínio Próprio, pois através dele controlamos nosso olhar, nosso ouvido, nossa mente e o principal nossa língua, pois através dela edificamos ou magoamos alguém. (Gl 5:22)”.


II. CUIDADOS COM A LÍNGUA

1 – Evitando a tagarelice. Há um provérbio muito popular que diz: “Quem fala o quer houve o que não quer”. Esse ditado revela a maneira imprudente de se falar, algo bem próprio do tagarela. Este personagem está presente na tradução do hebraico batah: pessoa que fala irrefletida e impensadamente. Não basta dizer: “Pronto falei!” É preciso medir as consequências do que se fala. E a melhor forma de fazer isso é compreender que na “multidão de palavras não falta transgressão, mas os seus lábios são prudentes” (Pv 10: 19). Salomão tinha essa consciência (Pv 13: 3).

2 – Evitando a maledicência. O livro de provérbios também apresenta conselhos sobre a maledicência. Ali, a palavra parece como sendo a sétima abominação, isto é, o ponto máximo de uma lista de atitudes que o Senhor odeia (Pv 6: 16-19). O Senhor “abomina” (do hebraico to'ebeah) a maledicência ou a contenda entre irmãos. No original “abominar” significa “sentir nojo de” e pode se referir a coisas de natureza física, ritual ou ética. Deus se enoja de intrigas entre irmãos. É a mesma palavra usada para descrever coisas abomináveis ao Senhor, tais como a Idolatria (Dt 7: 5), o Homossexualismo (Lv 18: 22-30), e os sacrifícios humanos (Lv 18: 21). 

III.     O BOM USO DA LÍNGUA

1 – Quando a língua edifica. Como servos de Deus, somos desafiados a usar palavras como um meio para ajudar nossos irmãos, através de exortações, bons conselhos, e também através do ensino da Palavra de Deus e de seus princípios (1Co 14: 26 ; Pv 18: 13; 19: 2; 10: 19).
Para que sejamos agentes edificadores nos dias atuais, em qualquer lugar que estejamos é necessário duas coisas: 1° Conhecer Jesus o maior edificador que já existiu (Jo 5: 39; Mt 22:29), 2° Estar em contato com o Espirito Santo em todo o momento (1Ts 5: 17; Pv 12: 18 Pv 13: 3).

2 – Nossa língua adorando a Deus. O melhor uso que se pode fazer da palavra é quando empregamos para nos dirigir-nos a Deus em adoração. Todo crente fiel sabe disso, ou deveria saber (Pv 10: 32). O Senhor se agrada dos sacrifícios de louvor (hb 13: 15). Esse é o segredo para uma vida frutífera e agradável ao Senhor (Ef 5: 19,20). Não nos esqueçamos, pois, da maior vocação de nossa língua: louvar e exaltar a Deus.

IV.   SALOMÃO E TIAGO

1 – Uma palavra ao aluno. Abundante no livro de Provérbios a expressão hebraica shama beni ocorre 21 vezes com o sentido de “ouvi meu filho”. Não há dúvida de que o emprego de tal linguagem revela o amor de uma pessoa mais experiente, dirigindo-se a outra ainda imatura. É alguém sábio e experimentado na vida, passando tudo que sabe e o que vivenciou ao seu aprendiz (Pv 1: 8,10,15; 3: 1,21; 5: 1,20; 7:1).

2 – Uma palavra ao mestre. Se por um lado Salomão se dirigiu ao discípulo (hebraico filho, aluno), por outro lado Tiago falou aqueles que querem ser mestres. Os que pregam e ensinam a palavra de Deus têm de falar somente o que convém à sã doutrina (Tt 2: 1). Em sua epístola, Tiago utiliza símbolos extraídos do cotidiano, mas carregados de significados conforme abaixo;

1 – Freios – Assim como controla o animal, deve o crente refrear e controlar a sua língua (Tg 1: 26; 3:2,3). O sentido no original é um freio ou um cabresto colocado na boca do animal. A lição é clara, quem fala muito tem que aprender a se controlar (Mt 12: 33-37).

2 – Leme – Se o leme conduz o navio ao porto desejado, deve o crente dirigido o seu falar para enaltecer a Deus (Tg 3: 4). A lição é clara só é prudente quem fala na hora certa e sabe conduzir verbalmente.

3 – Fogo – Uma língua sem freios e fora de controle queima como fogo. Por isso, mantenhamos nossa língua sob o domínio do Espírito Santo. A língua como fogo incendia, arruína, magoa e até mata uma pessoa, por isso precisamos fazer igual a Jesus, ensinar e edificar vidas através das nossas palavras (Tg 3: 6; Lc 7: 45).

4 – Mundo – A língua pode se tornar um universo de coisas ruins. Então o que fazer? Transformá-las num manancial de coisas boas. Nossa língua não pode e nem deve fazer parte do sistema maligno, onde há, mentira, difamação, calúnia e etc (Tg 3: 6; Jo 6: 31-40).

5 – Veneno – O perigo reside em alguém uma língua grande, ferina e venenosa. Há um veneno na língua que precisa ser tirado (Tg 3: 8). Esse veneno é comparado as línguas fofoqueiras, aqueles que abençoam e ao mesmo tempo amaldiçoam, com ela bendizemos ao Senhor e também amaldiçoamos os homens.



6 – Fonte – Como fonte, a língua deve jorrar coisas própria à edificação. Os orientais sabiam da importância que as fontes de água doce e perene possuía para eles. “Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargo? (Tg 3: 11,12). De Jesus sempre jorrou água doce para quem tinha sede e amargoso para quem queria atalho para chegar ao céu.

7 – Árvore – A boca do crente, deve por conseguinte produzir frutos bons. Portanto usemos nossas palavras para a glória de Deus (Tg 3: 1-12). Cada árvore produz o seu próprio fruto, pois jamais uma árvore irá um fruto diferente. Assim somos nós servos de Deus, nossos frutos tem que ser edificante, produtivos e abençoadores. Nossos lábios são para glória de Deus e a benção tem que estar sempre em nossa boca (Jo 15; Ef 4: 17-22; 2Co 5: 17; Gl 5: 22).

Abaixo tem 6 Princípios Bíblicos no livro de Provérbios para ter um bom Relacionamento.

1 – Saiba Ouvir – Entender o que Ouve (Pv 18: 13).
2 – Não se Apresse em Falar – Primeiro Ouça (Pv 17: 28; 19: 2)
3 – Fale Pouco – Equilíbrio (Pv 10: 19; 13: 3; 12: 18)
4 – Fale Coisas boas para as pessoas – Sobre Jesus (Pv 16: 24,28; 20: 19)
5 – Não Atice (Fomente) Conversas - Para não gerar Contendas (Pv 30: 33; 26: 20,21)
6 – Fale Pouco de Si Mesmo - Seja humilde (Pv 27: 2)


Conclusão - Vimos nesta lição os conselhos dos sábios sobre o bom uso da língua. A linguagem, como algo peculiar ao ser humano, é muito preciosa para ser usada iniquamente. Não permitamos, pois, que a nossa língua seja instrumento de um dos pecados que Deus mais abomina: a disseminação de contenda entre irmãos. A luz da Palavra de Deus, somos encorajados a andar em unidade, harmonia e paz. Portanto, com a nossa língua abençoemos o nosso semelhante, pois assim fazendo, bendiremos também ao Senhor nosso Deus.



Luiz Afonso
Professor Palestrante


PODER DAS PALAVRAS

    ADMEP. Assembleia de Deus - 
Ministério Estudando a Palavra

LIÇÃO 05  

Alunos:  POR: JOSE MAURO E SANDRA

 PODER DAS PALAVRAS   



“A ‘língua’ conota a faculdade elevada de discernimento e entendimento que podem diferençar verdade de falsidade. E essas duas são questões de vida ou morte. Com uma verdadeira percepção dos princípios da nossa fé nós viveremos; enquanto com uma conclusão negativa, perversa, acerca da existência da Providência Divina, recompensa e punição, etc., morreremos. Aqueles que gostam do pensamento racional e entendimento nunca alcançarão a satisfação final, pois ela não tem fim; de modo que eles ficarão felizmente ocupados (‘comerão’) com seu desenvolvimento mental e espiritual enquanto viverem” (rabi Malbim).

Cuidados Com a Língua

 





 ‘O que modera os seus lábios é prudente’. A reputação de um homem bom pode ser manchada até mesmo por palavras verdadeiras ditas em determinados momentos ou a certas pessoas. O silêncio de um homem que é capaz de falar com sabedoria e eloquência revela que ele tem domínio próprio e às vezes acrescenta mais dignidade ao seu caráter que as palavras. O Filho de Deus “não abriu a sua boca” diante de seus falsos acusadores e assim revelou o poder seu autocontrole — sua majestade moral. O fato de ele ter guardado silêncio em tais circunstâncias revela o profundo oceano interior de inocência consciente e uma incomparável demonstração de seguir o preceito: ‘O que guarda a sua boca conserva a sua alma’ [Pv 13.3].


1) O silêncio é sabedoria quando percebemos que falar será inútil para convencer. Quando sentimos que uma ideia preconcebida está de tal modo arraigada que nenhum argumento ou apelo irá demovê-la. Esse pode ter sido, na história, o caso dos mártires e confessores da Igreja em todas as épocas, preeminentemente na ocasião em que o Senhor Jesus Cristo esteve diante de homens que estavam determinados a matá-lo.

2) O silêncio é às vezes mais convincente que as palavras. Não raro, as pessoas ficam mais impressionadas pelos atos que pelas palavras; pelo espírito sereno que pela apaixonada reivindicação de algum direito.

3) O silêncio não implica necessariamente aquiescência. Até mesmo o Eterno já fez silêncio em face de algo que o desagradou:’ Tu tens feito essas coisas, e eu me calei’ [Sl 50.21]” (W. Harris, tradução minha).



O Bom Uso da Língua


“A árvore boa não produza outra coisa senão bons frutos, e a árvore má não produz nada além de frutos maus’. ‘Os lábios do justo sabem o que agrada’. A boca do justo, que sabe como falar a cada um, não dá lugar a palavras tolas ou desagradáveis (as quais, ouvidas de um sábio, seriam abomináveis), apenas ao discurso gracioso, que seja agradável e proveitoso aos ouvintes (Cl 4.6). Em contrapartida, a comunicação sórdida procedente da boca do ímpio mais serve para destruir a fé que para edificá-la, pois os seus lábios estão impregnados de blasfêmia, obscenidades e e ufanismo, e com palavras torpes e doutrinas enganosas corrompem os bons costumes e a mente de muitos. Desse modo, assim como a língua saudável pode nos levar a conhecer ou a sentir a doçura da bênção de Deus, a língua perversa sentirá o gosto amargo do juízo divino, o justo castigo para a petulância com a qual se deleitava” (Peter Muffet, tradução minha).
Salomão e Tiago

” ‘Ora, quando pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, (também) lhes dirigimos o corpo inteiro’: com o freio se exerce o domínio sobre o animal todo. ‘Acima’ do cavalo está o freio; por meio dele se decide sobre o cavalo. E ‘acima’ do freio está o cavaleiro que move o freio. A pequena língua se assemelha ao pequeno freio. Nesse ponto predominante são tomadas as decisões acerca do que uma pessoa é e realiza, acerca da influência que ela exerce. Ademais, é sobretudo perante Deus que nossas palavras possuem um grande peso: ‘Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda’ (Sl 139.4). ‘As pessoas terão de prestar contas de cada palavra má que sai de sua boca’ (Mt 12.36). Nossa tendência é não atribuir às palavras um significado tão grande. Atentamos para as ações, mas nem de longe na mesma medida para nosso falar. Contudo a Bíblia não diferencia dessa forma entre palavra e ação. Também palavras são ações. — Em toda essa metáfora a nossa existência corresponde ao corpo do cavalo, e nossa língua, nossa capacidade de falar, ao freio que o move. A questão decisiva é a identidade do cavaleiro! Será que somos realmente nós mesmos? Nós humanos nunca somos apenas dirigentes, mas sempre também dirigidos, nunca somos apenas sujeitos, mas sempre também objetos. Quem está em nossa ‘sela’? O Espírito do alto ou o espírito de baixo? Paulo escreve: ‘Os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus’ (Rm 8.14)” (Fritz Grünzweig, sobre Tg 3.3).


 
POR: JOSE MAURO E SANDRA
E-mail: <zemauropetro@gmail.com>