BEM VINDO A TODOS!

sábado, 7 de dezembro de 2013

HOMENAGEM AO DIA DA BÍBLIA



SANDRA E MAURO



Esta data surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento - celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia.


No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus. Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizou.


Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.


Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País

Há mais de 150 anos, o Dia da Bíblia, é celebrado com o objetivo de difundir e estimular a leitura da Palavra de Deus. A fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, contribuiu para que esta data fosse se popularizando cada vez mais. E, graças a esse trabalho, o Dia da Bíblia, passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede esta data. A Semana da Bíblia é dedicada a eventos variados que vão desde cultos até maratonas de leitura bíblica que mobilizam milhares de pessoas. Conheça, a seguir, como a Semana da Bíblia é comemorada com cultos, carreatas concentrações, maratona, monumentos, distribuição de folhetos, etc.


BÍBLIA - UM LIVRO FEITO EM MUTIRÃO SOB A SALVADORA MÃO DE DEUS

(Texto de Carlos Mesters, adaptado por Roséte de Andrade)

1 - QUEM ESCREVEU A BÍBLIA?

Não foi uma única pessoa que escreveu a Bíblia. Muita gente deu a sua contribuição: homens e mulheres; jovens e velhos; pais e mães de família; agricultores, pescadores e operários de várias profissões; gente instruída que sabia ler e escrever e gente simples que só sabia contar histórias: gente viajada e gente que nunca saiu de casa; sacerdotes e profetas, reis e pastores, apóstolos e evangelistas.


Era gente de todas as classes, mas todos convertidos e unidos na mesma preocupação de construir um povo irmão, onde reinassem a fé e a justiça, o amor e a fraternidade, a verdade e a fidelidade, e onde não houvesse opressor nem oprimido.


Todos deram a sua colaboração, cada um do seu jeito. Todos foram professores e alunos uns dos outros. Mas aqui e acolá, a gente ainda percebe que nem sempre foi fácil. Alguns às vezes, puxavam a brasa um pouquinho para o seu lado.



2 - QUANDO FOI ESCRITA A BÍBLIA?

A Bíblia não foi escrita de uma só vez. Levou tempo, muito tempo, mais de mil anos. Começou em torno do ano 1250 antes de Cristo, e o ponto final só foi colocado cem anos depois do nascimento de Jesus.

Aliás, é muito difícil saber exatamente quando foi que começaram a escrever a Bíblia. Pois, antes de ser escrita, a Bíblia foi narrada e contada nas rodas de conversa e nas celebrações do povo. E antes de ser narrada e contada, ela foi vivida por muitas gerações num esforço teimoso de colocar Deus na vida e de organizar a vida de acordo com a justiça.


No começo, o povo não fazia muita distinção entre contar e escrever. O importante era expressar e transmitir aos outros a nova consciência do povo, nascida neles a partir do contato com Deus. Faziam isto lembrando aos filhos a história do passado e contando-lhes os fatos mais importantes da sua caminhada. 

Como nós hoje decoramos as letras dos cânticos, assim eles decoravam e transmitiam as histórias, as leis, as profecias, os salmos, os provérbios e tantas outras coisas, que, depois foram escritas na Bíblia.


A Bíblia saiu da memória do povo. Nasceu da preocupação de não esquecer o passado.



3 - ONDE FOI ESCRITA A BÍBLIA?

A Bíblia não foi escrita no mesmo lugar, mas em muitos lugares e países diferentes. A maior parte do Antigo e Novo Testamento foi escrita na Palestina, a terra onde o povo vivia, por onde Jesus andou e onde nasceu a Igreja.


Algumas partes do Antigo Testamento foram escritas na Babilônia, onde o povo viveu no cativeiro, no século sexto antes de Cristo. Outras partes do Antigo Testamento foram escritas no Egito, para onde muita gente tinha imigrado depois do cativeiro.

O Novo Testamento tem partes que foram escritas na Síria, na Ásia Menor, Na Grécia, e na Itália, onde havia muitas comunidades, fundadas ou visitadas pelo Apóstolo Paulo.


Ora, os costumes, a cultura, a religião a situação econômica, social e política de todos estes povos deixaram marcas na Bíblia e tiveram sua influência na maneira de a Bíblia apresentar a mensagem de Deus aos homens.



4 - EM QUE LÍNGUA FOI ESCRITA A BÍBLIA?

A Bíblia não foi escrita numa única língua, mas sim em três línguas diferentes. A maior parte do Antigo Testamento foi escrita em hebraico. Era a língua que se falava na Palestina antes do cativeiro.

Depois do cativeiro, o povo da Palestina começou a falar aramaico. Mas a Bíblia continuava a ser escrita, copiada e lida em hebraico. E assim aconteceu que muita gente já não entendia mais a Escritura Sagrada. Por isso, para que o povo pudesse ter acesso a Bíblia, foram criadas escolinhas em todas as comunidades e povoados. Jesus, quando menino, deve ter frequentado a escolinha de Nazaré, para aprender o hebraico e assim poder entender a Bíblia.


Só uma parte bem pequena do Antigo Testamento foi escrita em aramaico. Apenas um único livro do Antigo Testamento da Bíblia grega (que tem 7 livros a mais que a Bíblia hebraica que nós protestantes usamos!), o livro da Sabedoria, foi escrito em grego. O grego era a nova língua do comércio que invadiu o mundo daquele tempo, depois das conquistas de Alexandre Magno, no século quarto antes de Cristo.


Assim, no tempo de Jesus, o povo da Palestina falava o aramaico em casa, usava o hebraico na leitura da Bíblia e o grego no comércio e na política. Neste mesmo tempo de Jesus, ainda não existia os escritos do Novo Testamento. Só existia o Antigo. O Novo Testamento estava sendo vivido e preparado lá em Nazaré.

Aconteceu ainda o seguinte: os judeus que, depois do cativeiro, tinham emigrado da Palestina para o Egito, com a passar dos séculos foram esquecendo a língua materna. Já não entendiam mais o hebraico nem o aramaico. Só entendiam o grego, a língua da Grécia, que era falado até no Egito. Por isso no século terceiro antes de Cristo, um grupo de pessoas resolveu traduzir o Antigo testamento do hebraico para o grego. Foi a primeira tradução da Bíblia. Esta tradução para a língua grega é chamada "Septuaginta" ou "Dos Setenta" (tradução dos XVV).


Quando mais tarde, depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos saíram da Palestina para pregar o Evangelho aos outros povos que falavam o grego, eles adotaram esta tradução grega dos Setenta e a espalharam pelo mundo.


Na época em que foi feita a tradução grega dos Setenta, a lista (cânon) dos livros sagrados ainda não estava concluída. E assim aconteceu que a lista dos livros desta tradução grega ficou mais comprida do que a lista dos livros da Bíblia hebraica.


Ora, a diferença entre a Bíblia usada nas Igrejas Protestantes e a Bíblia usada nas comunidades católicas vem desta diferença entre a Bíblia hebraica da Palestina e a Bíblia grega do Egito. Os protestantes, a partir da Reforma Protestante do Martinho Lutero em 1517, preferiram a lista mais curta e mais antiga da Bíblia hebraica, e os católicos, permaneceram utilizando a tradição e prática dos Apóstolos: ficaram com a lista mais comprida da tradução grega dos Setenta.


Há sete livros a menos na edição da Bíblia usada pelos protestantes: Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, 1 Macabeus e 2 Macabeus (e também algumas partes do livro de Daniel e algumas partes do livro de Ester). Estes sete livros são chamados "deuterocanônicos", isto é, são da segunda (deutoro) lista (cânon), ou seja, são da coleção (cânon) de Alexandria e não da coleção de Jerusalém. 


Reconhecemos que os livros deuterocanônicos não contradizem a Mensagem Divina e servem de instrução e também para o cultivo espiritual. Chamar estes livros de apócrifos é um erro, primeiro porque foram reconhecidos como autênticos e inspirados, tanto pelos apóstolos como pela Igreja de Jesus que, sem exceção, durante muitos séculos os leu e encontrou neles o consolo da mensagem divina. E também porque a palavra apócrifo significa "escritos sem autenticidade ou cuja autenticidade não se provou". Ou seja, apócrifos são na verdade os livros que a Igreja (particularmente os Apóstolos!) rejeitou, por não ver neles a real inspiração de Deus.


Exemplo de livros apócrifos são, o Evangelho de Tomé, que falava dos milagres de Jesus (dizendo, inclusive, que Jesus voava); o Evangelho de Maria, que colocava Maria com poderes divinos, etc...

Apesar dessa diferença de 7 livros, as duas edições revelam claramente a Mensagem de Deus: seu chamado, sua vontade, seu amor, sua missão, sua bênção.


5 - O ASSUNTO DA BÍBLIA:

O assunto da Bíblia não é só doutrina sobre Deus. Lá dentro tem de tudo: doutrina, histórias, provérbios, profecias, cânticos, salmos, lamentações, cartas, sermões, meditações, orações, filosofia, romances, cantos de amor, biografias, genealogias, poesias, parábolas, comparações, tratados, contratos, leis para organizar o povo, leis para o bom funcionamento do culto, coisas alegres e coisas tristes, fatos concretos e narrações simbólicas, coisas do passado, coisas do presente, coisas do futuro. Enfim, na Bíblia tem coisas que dá para rir e para chorar.


Tem trechos da Bíblia que querem comunicar alegria, esperança, coragem e amor. Outros trechos querem denunciar erros, pecados, opressão e injustiças. Tem páginas lá dentro que foram escritas pelo gosto de contar uma bela história para descansar a mente do leitor e provocar nele um sorriso de esperança.

A Bíblia parece um álbum de fotografias. Muitas famílias possuem um álbum assim. Ou, ao menos uma caixa onde guardam suas fotografias, todas misturadas, sem ordem. De vez em quando, os filhos despejam tudo na mesa para olhar e comentar as fotografias. Os pais tem que contar a história de cada uma delas. A Bíblia é um álbum de fotografias da família de Deus! Nas suas reuniões e celebrações, o povo olhava as suas "fotografias", e os pais contavam as histórias. Este era o jeito de integrar os filhos no povo de Deus e de transmitir-lhes a consciência de sua missão e da sua responsabilidade.


A Bíblia não fala só do Deus que vai em busca do seu povo, mas também do povo que vai em busca do seu Deus e que procura realizar-se de acordo com a vontade divina. A Bíblia conta as virtudes e os pecados do povo de Deus, os acertos e os enganos, os pontos altos e os pontos baixos. Nada esconde, tudo revela. Conta os fatos do jeito que foram lembrados pelo povo. Histórias de gente pecadora que procura ser santa. História de gente opressora que procura converter-se e ser irmão. História de gente oprimida que procura libertar-se.


A Bíblia é tão variada como é variada a vida do povo. A palavra Bíblia vem do grego e quer dizer livros. A Sagrada Escritura usada por nós evangélicos tem 66 livros. É quase uma biblioteca. Poucas bibliotecas em nossas igrejas têm a variedade dos 66 livros da Bíblia. 



                                             Jose Mauro e Sandra.  05/12/2013

CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS







Professor, José Fábio


Departamento de Escola Bíblica Dominical


08 de Dezembro de 2013


                                                          Lição 10

CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS


Leitura bíblica em classe: Eclesiastes 5.1-5

Texto Áureo: Eclesiastes 5.4



INTRODUÇÃO: Em todas as esferas da vida temos responsabilidades. É na família, no trabalho, na faculdade, nas amizades, enfim; em todos os lugares onde nos relacionamos está o nosso senso de responsabilidade. Acima de tudo, temos responsabilidades para com o nosso Deus. A partir do capítulo cinco de Eclesiastes, Salomão versa sobre o estilo de vida do adorador consciente dos seus direitos e obrigações diante de Deus. Esse assunto é que, à luz dos atributos divinos revelados nas Escrituras Sagradas – santidade, transcendência e imanência, buscaremos compreender. Nossas obrigações estão relacionadas tanto ao ambiente religioso quanto ao universo criado pelo Eterno.

 Objetivos

Conceituar as obrigações de natureza político-social e religiosa.
Explicar as obrigações ante a santidade de Deus (reverência e obediência).
Compreender as obrigações frente a transcendência e a imanência de Deus.


     I.        OBRIGAÇÕES E DEVOÇÃO

1)      Obrigações de Natureza Político-Social. Há um dualismo perigoso e antigo no meio evangélico, que frequentemente promove uma divisão de nossas responsabilidades no viver diário, dissociando a nossa vida social com suas responsabilidades, de nossa vida espiritual. Bem sabemos que o cristão tem uma dupla cidadania, e que ambas responsabilidades são diferentes, que somos “hebreus”, no sentido mais primitivo da palavra, por nossa peregrinação, aguardando a nossa verdadeira pátria (Hb 11.13-16). E ao mesmo tempo temos a certeza de nossa responsabilidade político-social (Rm 13.1-7). Ambas não estão vinculadas da nossa adoração a Deus, que busca verdadeiros adoradores:

·           O governo civil, assim como tudo mais na vida, está sujeito a Lei de Deus;

·   Deus estabeleceu o estado para ser o agente da justiça, para refrear a iniquidade, castigando o malfeitor e protegendo os bons elementos da sociedade (vv.3.4;1Pe 2.13-17);

·  Quando o estado exige algo contrário a Palavra de Deus, o cristão deve obedecer a Deus, mais do que aos homens (At 5.29; Dn 3.16; 6.6-10);

·   É dever de todos os crentes orarem em favor das autoridades legalmente constituídas (1Tm 2.12).

“Eu digo: observa o mandamento do rei, e isso em consideração para com o juramento de Deus.” (Ec 8.2).

2)   Obrigações de Natureza Religiosa. Falaremos agora de nossa obrigação religiosa ou espiritual. A palavra hebraica “shachar” tem o sentido de “prostrar-se com deferência diante de um superior” (Gn 22.5; Êx 20.5). Nesse momento lembramos o texto de Ec 5.1, que Salomão fala da obrigação de culto a Deus no ambiente propício, e adequado para isso, e como estamos na Nova Aliança e fomos reconciliados com Deus, por meio de Cristo Jesus (Rm 5.19), levamos essa responsabilidade, para o nosso cotidiano, pois somos Templo do Espírito Santo (1Co 6.19). Veremos nos próximos tópicos as obrigações que envolvem a nossa vida espiritual.

II. OBRIGAÇÕES ANTE A SANTIDADE DE DEUS

1)     Reverência. É respeito gerado pelo reconhecimento da importância, honra e dignidade da pessoa a qual é direcionada. Aquele que reconhece a Santidade de Deus, é naturalmente reverente. Vamos meditar um pouco:

·    “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus;” (Ec 5.1), Salomão deixa claro que é tolice entrar diante de Deus sem respeito, tagarelando. Somente um tolo age de qualquer maneira em todos os ambientes. Devemos ser reverentes a Deus em todo o momento, mas no ambiente eclesiástico, na congregação, devemos respeitar a direção do culto.

·  Que nunca venhamos a desmerecer a adoração que ocorre nos locais separados para reunião dos adoradores, os templos, respeitando a liturgia, e ao mesmo tempo dando a liberdade ao Espírito Santo, que nos enche a medida que somos servos uns dos outros, quando juntos louvamos a Deus (Ef 5.18-21).

·      Muitos crentes interpretam errado o texto de Hebreus 10.19, que fala para entrarmos com ousadia no santuário, por causa do sangue de Cristo, achando que podemos dar ordens a Deus. Pelo contrário, essa ousadia está vinculada a fé simples e profundo temor, que reconhece que só pode entrar diante de Deus e ter comunhão por causa do sangue precioso de Jesus, no qual, como dito antes, fomos reconciliados.
         
2)  Obediência. É fruto da reverência interior, do temor a Deus por sua Santidade. Obedecer a Palavra de Deus é melhor do que qualquer forma exterior de adoração, serviço a Deus ou abnegação pessoal. “...e inclina-te mais a ouvir do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.” (Ec 5.1b). Como obedeceremos se não soubermos a vontade de Deus? Portanto o primordial é ouvir, para que obedeçamos.

·        Um exemplo marcante foi a atitude de Saul, que foi seguir o seu próprio conceito de certo, acima da revelação da Palavra de Deus (1Sm 15.22);

·         Atitude semelhante, será base da apostasia final predita para o período que antecede a volta de Jesus à terra (Mt 24.11,24; 2Ts 2.9-12; 2Tm 4.3,4).

III.          OBRIGAÇÕES FRENTE A TRANSCENDÊNCIA DE DEUS
      A transcendência é o que ultrapassa o conhecimento comum, e   vai além da experiência meramente humana.

1)         Deus, o Criador. A transcendência é um dos atributos naturais de Deus:

·             Ele é diferente e independente da sua criação (Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9);
·              Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (Is 66.1,2; At 17.24,25);

·      Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (1Tm 6.16);  

Há um trecho interessante do livro de Jó que descreve a transcendência de Deus: “Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.” (Jó 38.4). Diante dessa questão fica o adendo de Eclesiastes: “Deus está nos céus, e tu estas sobre a terra” (Ec 5.2b).

Deus pode humanizar-se, como já o fez em Cristo (Jo 1.4), mas o homem não pode tornar-se divino.

2)  Homem, a Criatura. O homem foi criado por Deus como coroa da Criação. O pecado tirou o homem da posição de um pouco menor que os anjos, para um pouco melhor que os demôniose. Mas Deus em seu infinito amor, em Cristo nos trouxe de volta a comunhão. De tudo que poderíamos citar sobre as nossas obrigações diante da transcendência do nosso Criador, com base em Jó 38.3a: “Agora cinge os teus lombos como homem...”.


IV.          OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS

A imanência, é a qualidade do que está em si mesmo, não transita a outrem. Diz-se de um ser que se identifica a outro ser. É o oposto da transcendência.

1)             Deus está próximoA imanência divina revela-nos um Deus que se relaciona com a sua criação. A transcendência de Deus não significa porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).  Na oração conhecida como “Pai Nosso”, Jesus apresenta ao mesmo tempo e imanência e a transcendência de Deus (Mt 6.9-13):

·       Jesus começa, de maneira implícita, alterando a ordem, pois antes Deus fora citado primeiramente como Criador, agora é o Pai nosso, isso é claro, para todo aquele que crê. Isso é imanência (v.9a);

·   Em seguida, Ele diz: “que está nos céus, santificado seja o teu Nome.” (v.9b). Isso é transcendência;

·     “Que venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.” (v.10). Aqui está um grande paradoxo, pois Jesus pede que aquilo que transcendente se torne imanente.


·         Ele começa com imanência e finaliza a oração com a transcendência, pois apresenta a intervenção de Deus no nosso viver diário, no pão de cada dia, no perdão e no livramento do mal, e finaliza declarando, que apesar da imanência Deus continua transcendente, “...porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre, Amém! (vv.11-13).

Jesus Cristo é a manifestação plena da imanência de Deus: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL (Deus conosco).” (Mt 1.23). Apesar da Imanência de Deus, Ele continua Transcendente. Apesar de tão próximo a nós, Ele continua além da nossa compreensão (Rm 11.33-36). ALELUIA!

2)        O Valor das Orações e Votos. Quais seriam as nossas obrigações diante da imanência de Deus? O capítulo cinco de Eclesiastes narra Salomão falando do culto e como o Senhor identifica-se com o homem que lhe oferece adoração, seja aprovando-o ou reprovando (Ec 5.4b). Duas coisas simples nos fazem corresponder a Imanência de Deus:

·          A Oração. Pois é a certeza de que Deus está atento ao nosso caminhar, que tem zelo de nós. Nos faz cada vez mais nos tornar mais íntimos, com uma comunhão maior a cada dia (Mt 6.6-8);

·     Os Votos. No Novo Testamento, não encontramos um preceito específico concernente a essa prática, mas o seu princípio permanece válido. Pois os votos falam do nosso comprometimento com o Senhor. E assim como ocorre no casamento, esses votos devem ser renovados, mas sempre atentando para a vontade de Deus, para oferecermos sacrifício de tolo.

SUPLEMENTO: No livreto de Aiden Wilson Tozer, “Cinco votos para obter poder espiritual”, (Editora dos Clássicos), são citados votos que seriam interessantes atentarmos:

1 – Trate seriamente com o pecado;
2 – Não seja dono de Coisa alguma;
3 – Nunca se defenda;
4 – Nunca passe adiante algo que prejudique alguém;
5 – Nunca aceite qualquer glória.

Que fiquem para nossa meditação!

CONCLUSÃO: Temos obrigações diante da nossa sociedade e acima de tudo diante da Santidade, Transcendência e Imanência de Deus. Diante desse Deus Maravilhoso, que nos ama, nos resta louvar e engrandecer o seu Nome. Segue trecho de um louvor antigo do período dos pais da igreja: “Acima de todo saber, de todo crer, de toda razão. Além de toda compreensão, de todo esforço sério, de toda investigação...Eis que habita em nós, Eis que habita em nós...MISTÉRIO.”

                                                        ALELUIA!
                

                                                        Que Deus nos abençoe!

                                                         Professor, José Fábio

A BÍBLIA TEM PODER

O PODER QUE A BÍBLIA TEM!
VOCÊ JÁ SENTIU?!?






“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.   Mateus 4:4




Há muitos anos atrás uma senhora, na Espanha, desejando fazer algo especial para o Senhor, decidiu distribuir Bíblias. Encontrou um pedreiro levantando um muro. Sabendo que ele nunca tivera uma Bíblia, deu-lhe uma, escrevendo nela o nome do pedreiro. O homem ficou sem jeito de rejeitar a oferta, mas quando a senhora saiu, resolveu: “Eu nunca vou ler isto e quero estar certo de que ninguém a lerá também.” Então apanhou a Bíblia e colocou-a entre as pedras do muro que estava levantando. Rebocou-a lá dentro, certo de que, pelo menos aquele exemplar estaria escondido para sempre.




Poucos anos depois, um terremoto atingiu aquela região. Um dos inspetores do Governo, encarregado de examinar os danos, encontrou uma fenda no muro. Procurando ver a profundidade para avaliar o grau do tremor, com grande surpresa encontrou a Bíblia. Cuidadosamente a tirou de lá. Folheou-a rapidamente e decidiu levá-la para casa.

Naquela noite começou a estudá-la e sentiu que estava lendo a Palavra de Deus. Algum tempo depois o inspetor estava de joelhos, agradecendo Jesus por ter morrido por ele. Entregou-se a Cristo e tornou-se um vendedor da Sociedade Bíblica, na Espanha, vendendo Bíblias de cidade em cidade.

Um dia, porém, ele aproximou-se de um pedreiro para vender-lhe uma Bíblia. O pedreiro contou-lhe que não tinha interesse algum em Bíblia, e como havia “sepultado” num muro a única que ganhara de presente. O vendedor de Bíblias ao ouvir isto, abriu sua bolsa e tirou a Bíblia que encontrara no muro rachado. Lançou um rápido olhar à página inicial onde havia um nome, mencionando então ao homem o nome dele. O pedreiro boquiaberto, sentou-se enquanto ouvia a história do ex-inspetor. Naquele dia, o pedreiro decidiu ler o estranho livro, pois jamais imaginara encontrar aquela Bíblia outra vez.




O poder da Palavra de Deus se fez presente quando o pedreiro aceitou a Cristo, após ter estudado as verdades bíblicas.




Quando examinamos as Escrituras com oração, nós encontramos a Cristo, pois Ele está estampado em cada uma de suas páginas. Assim, ao depararmos com Ele, encontramos os segredos de uma vida terrena feliz; além das promessas da vida eterna.

Leiam a Bíblia a cada dia, pois há em suas páginas poder para fazer-nos fortes contra as tentações, e também, jovens melhores.



RELEMBRAR, REFLETIR E RECRIAR A ESCOLA DOMINICAL

Relembrar, Refletir e Recriar a Escola Dominical (3)



Credito: ipbcm.com.br


Nesta postagem, faremos um cotejamento entre a EBD e os chamados "pequenos grupos" para mostrar que ela cumpre também finalidades semelhantes, com prioridade ao ensino bíblico.


A Escola Dominical Relevante – Recriando a sua Dinâmica Estratégica






Para que possamos bem avaliar a relevância da Escola Dominical para os dias de hoje, é bom estabelecer inicialmente um paralelo entre ela e os chamados “pequenos grupos”, já que o uso destes, em processo de substituição, tem sido um dos argumentos para desprezá-la. Aos fatos:

1) Tanto quanto os “pequenos grupos”, a Escola Dominical se baseia na mesma perspectiva, pois segundo os pedagogos da área uma classe não pode ter mais do que 25 alunos. Dizer que não se trata de um grupo pequeno é negar a própria evidência.

2) Tanto quanto os “pequenos grupos”, que recebem uma mesma mensagem a cada semana, compartilhada pelo pastor aos líderes, a Escola Dominical estuda uma mesma lição a cada semana, geralmente compartilhada aos sábados com todos os professores. Ou seja, a mesma metodologia, com uma diferença básica: para as igrejas que adotam um currículo como o da CPAD, a lição é a mesma para todo o Brasil. Todavia, mesmo que o currículo seja local ou de outras editoras, o ensino é o mesmo para toda a igreja.

3) Tanto quanto os “pequenos grupos”,  que, ao chegarem a um determinado número de participantes deve gerar um novo grupo, igualmente ocorre com uma classe que alcançou o número estipulado: ou seja, ela gera também uma nova classe pelo mesmo processo de multiplicação.

4) Tanto quanto os “pequenos grupos”, nos quais se investe com a ideia de envolver todos os membros, a Escola Dominical tem o mesmo potencial de alcançar toda a Igreja, desde que se invista nela como a prioridade estratégica para o ensino e a formação do crente, bem como para o crescimento do povo de Deus.

5) Tanto quanto os “pequenos grupos”, onde as pessoas oram e estudam a Palavra de Deus juntas, A Escola Dominical cumpre com a eficácia a mesma finalidade: os alunos se reúnem todos os domingos, oram e estudam a Palavra de Deus juntos praticamente usando o mesmo período de tempo empregado pelos “pequenos grupos”.

6) Tanto quanto os “pequenos grupos”, que prestam relatório semanal de suas atividades à coordenação-geral, as classes da Escola Dominical também prestam relatórios circunstanciados, a cada domingo, para que se acompanhe sempre o seu desenvolvimento.

Já deu para perceber, por esses arrazoados, que a perspectiva não é diferente. Os “pequenos grupos”, não obstante o papel que possam desempenhar, desde que submetidos ao crivo das Escrituras, não são a descoberta da pólvora e nem a Escola Dominical é ultrapassada como alguns erradamente supõem. Agregá-los à Igreja, depois de medidos os prós e os contras, é uma coisa. Substituir a Escola Dominical por eles é um erro crasso e uma atitude desvantajosa pelas seguintes razões:

1) As classes da Escola Dominical são organizadas por faixas etárias de maneira que desde o berço ate a terceira idade todos têm um lugar específico para estarem e se sentirem no seu próprio ambiente. Os “grupos pequenos” já não são assim: eles geralmente agregam pessoas de idades diferentes no mesmo ambiente, enquanto as crianças... bem, essas ficam em segundo plano, diferentemente da Escola Dominical.

2) O ensino na Escola Dominical é dosado, de acordo com cada faixa etária, seu estágio de conhecimento e suas necessidades específicas, enquanto nos “grupos pequenos” esse critério fica prejudicado já que o ensino é um só para todos os grupos, sem levar em conta as diferenças entre as faixas etárias.

3) Na Escola Dominical, se a criança é matriculada desde recém-nascida na classe de berçário  e passa por todas as faixas etárias até chegar à fase adulta, ela terá freqüentado um curso teológico completo e dosado, à medida que foi alcançando novos graus no seu desenvolvimento, enquanto que nos “grupos pequenos” isso jamais acontecerá.

Vejo, portanto, que a Escola Dominical atende à perspectiva dos “pequenos grupos” numa proporção muito mais vantajosa para a Igreja. Ela continua, deste modo, plena de atualidade, relevância  e significado para a era pós-moderna, onde o relativismo tomou conta de tudo, os conceitos não são bem definidos e cada um faz o que bem entende. A Escola Dominical é esse marco em defesa da fé cristã, que proporciona raízes sólidas àqueles que a frequentam e supre sem nenhuma dúvida a necessidade da Igreja na fomentação do ensino. Na última postagem, acrescento outras sugestões com o propósito de torná uma agência de ensino de excelência.
Crédito: mocidadecanticoseternos.blogspot.com.br


Vejamos, de maneira detida, nesta postagem, alguns pontos que têm sido fatores de desestímulo para uma boa e eficiente Escola Dominical:

1) A ideia de que a Escola Dominical é como um culto de celebração, segundo os padrões tradicionais, onde as pessoas participam mais pensando em serem tocadas nas emoções do que na razão. Muitas igrejas há que incutem essa ideia na mente dos crentes de maneira que o resultado final é zero porque as pessoas esperavam algum tipo de manifestação emotiva, e não de exercício mental.

2) A reunião das classes dentro dos templos, em que os professores disputam entre si para ver quem fala mais alto, sem que disponham de espaço físico para uma boa aula e conseqüente aproveitamento dos alunos. Estes acabam desmotivados, deixam de freqüentar a Escola Dominical e ela fica esvaziada.

3) A falta de preparo dos professores, que ficam estagnados no tempo, não se atualizam, nem se aprimoram e, por isso, deixam de ser bons facilitadores para o aprendizado de seus alunos por não saberem aplicar o ensino ao seu dia-a-dia. É claro que uma Escola Dominical assim terá pouca motivação para crescer.

4) A própria visão ministerial de algumas igrejas, que não dão à Escola Dominical a prioridade que lhe é de direito, mas tratam-na como se fosse um complemento de pouca importância no organograma dos propósitos de sua existência. Se a igreja pouco ou nada se importa, que mensagem passará aos membros?

5) O desinteresse da liderança, que não valoriza a Escola Dominical, não comparece e deixa de se pôr à frente, tal qual um líder, fazendo com que seus liderados desenvolvam também o mesmo comportamento. Ora, se à liderança não importa, por que devo eu importar-me?


6) A forma instável de a liderança da igreja lidar com processos, sem saber o que quer, por onde ir e aonde quer chegar. É o caso daquelas que “surfam” nas ondas que aparecem. Nem bem uma passou, já estão “pegando” outra. Com isso, não conseguem firmar o projeto da igreja numa direção sólida e consistente E a Escola Dominical acaba sofrendo os reflexos disso.


7) A ansiedade de alguns em serem o pai da mais recente novidade sem que pesem o valor intrínseco dela, sua viabilidade e aceitação, bem como se acarretará prejuízos ao rebanho. Com tal comportamento, a Escola Dominical, é claro, sempre será o último vagão do trem (se o for!), pois a prioridade é a mais nova descoberta que fez a igreja.


Isto explica, em parte, as razões pelas quais a Escola Dominical tem sido relegada ao segundo plano em diversos segmentos da Igreja, fazendo com que ela perca, para estes, não só a sua singularidade histórica, mas a sua relevância para a época presente. Explica, mas não justifica. Na verdade, o que precisamos é ter a dimensão exata do que a Escola Dominical representa para a Igreja, qual o seu papel nesta era pós-moderna e como atualizá-la para que se torne uma ferramenta amada e desejada pelos membros como indispensável para o seu crescimento espiritual. Recriá-la é a palavra-chave, pois não implica em fazer uma coisa nova, mas em dar a ela as condições necessárias para que se renove e tenha hoje a mesma relevância que teve no passado, desde quando foi iniciada por Robert Raikes. Na próxima postagem, veremos como recriar a dinâmica estratégica da Escola Biblica Dominical.

Relembrar, Refletir e Recriar a Escola Dominical (1)




Credito: ebdadolescentes.blogspot.com.br


Inicio uma série de postagens, já programadas, que compõem o texto de uma conferência que venho ministrando há alguns anos em diferentes congressos de Escola Dominical. Minha intenção, ao disponibilizá-la "in totum", é contribuir para que seja uma ferramenta aos que buscam aprimorar a EBD como a melhor estratégia de ensino a igreja.

Introdução

Pensar a Escola Dominical é de extrema importância para que se perceba a sua atualidade face aos projetos alternativos que, hoje, são oferecidos às igrejas como se fossem a descoberta da pólvora e aquela estivesse já ultrapassada. De uns tempos para cá, o que mais se destaca no ambiente evangélico, como método eficiente de evangelização, ensino e comunhão, são os chamados “pequenos grupos”, não importa o nome que tenham, enquanto a Escola Dominical é desprezada e até mesmo suprimida da estrutura da igreja.

Mas seria a Escola Dominical, de fato, um instrumento já arcaico? Estaria ela esgotada como modelo para o crescimento integral da Igreja? Estaria ela fadada a ser apenas um apêndice, e não parte vital do dia-a-dia da fé? Que falhas estariam sendo cometidas, produzindo essa visão distorcida a respeito, que colocam a Escola Dominical  no “museu” das tradições evangélicas? Se existem falhas, como corrigi-las? É através de perguntas como as que acabam de ser feitas, que poderemos chegar a uma boa conclusão acerca do tema que me foi proposto.


O que motivou a criação da Escola Dominical – relembrando os seus passos

Todos os que lidam com o ensino na Igreja conhecem as origens da Escola Dominical, lá atrás, com Robert Raikes. Como nossa intenção, aqui, não é histórica, quero apenas ressaltar o que o motivou a lançar mão deste projeto que se tornou o maior programa de ensino da Igreja através dos tempos. Seu alvo era alcançar as crianças marginalizadas e lhes oferecer ensino que, ao mesmo tempo, proporcionasse a elas uma boa formação e também as retirasse das ruas, onde acabariam sendo transformadas em perigosos bandidos.

Com o passar do tempo, algo que se iniciou de maneira espontânea e até sob certa oposição de segmentos da Igreja, tomou vulto e passou a ser parte da estratégia evangélica para alcançar todas as faixas etárias, inclusive os adultos, com a disseminação do ensino bíblico. Muitos pastores de nossas igrejas tiveram o seu alicerce bíblico nas classes de Escola Dominical que frequentaram desde quando eram crianças. Eles ainda hoje se lembram de suas professoras e de quanto elas foram importantes para o seu crescimento espiritual.

Hoje, à exceção de boa parte das igrejas neopentecostais e de algumas outras históricas que estão em busca de novas alternativas, a Escola Dominical é ferramenta indispensável para que os princípios imutáveis da Palavra de Deus sejam difundidos, alcancem todos os membros, contribuam para dar uma sólida formação espiritual, moral e social aos alunos e criem profundos alicerces doutrinários à prova de todo vento de doutrina. Ela já deu mostras de sua robustez, seus propósitos e resultados ao longo da história. A Escola Dominical não precisa provar nada. Ela, em si, já é um testemunho de sua importância.


A Escola Dominical sob ataque – uma reflexão sobre o seu “modus operandi”


Nos últimos anos, todavia, o ataque à Escola Dominical como ferramenta indispensável à Igreja tem aumentado gradativamente à medida que novos modelos surgem no meio evangélico, sobretudo aqueles que valorizam os chamados “grupos pequenos”.  Diz-se que a Escola Dominical é um modelo arcaico, esgotado, que não supre as necessidades do homem pós-moderno. Afirma-se que é preciso substituí-la por um programa mais eficiente e dinâmico, que preencha também outras áreas nas quais ela não estaria sendo eficaz. Argumenta-se que a Igreja precisa estar aberta ao novo e reciclar sempre a sua metodologia para continuar sendo vanguarda no mundo de hoje. Quanto a este último argumento, diga-se de antemão, é óbvio que não se pode desprezar o novo pelo simples fato de representar uma novidade, mas nem tudo o que é novo tem legitimidade ou representa, de fato, uma opção válida. É preciso ter senso crítico para discernir o bom do ruim.

No entanto, em que pesem essas afirmações, elas ocorrem não porque a Escola Dominical tenha perdido o seu potencial como agência de ensino da Igreja ou não seja mais adequada para atender as demandas da atual conjuntura. O que produz então esse tipo de rejeição, apesar de todos os avanços?  É o modo como se presume a Escola Dominical, a forma como é tratada na vida de muitas igrejas locais, a negligência em perceber o quanto ela é o melhor instrumento da Igreja para chegar-se aos membros e a falta de investimento maciço em sua estrutura. Veremos, na próxima postagem, alguns fatores de desestimulo para uma boa Escola Bíblica Dominical.