BEM VINDO A TODOS!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O “RETETÉ” É UMA AFRONTA À GLÓRIA DE DEUS!


O “RETETÉ” É UMA AFRONTA À GLÓRIA DE DEUS!



Por Gutierres Fernandes Siqueira


“Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?” 1 Coríntios 14.23


No meio pentecostal, muitas vezes, nos damos como esquecidos sobre o aspecto sacro do culto cristão. O culto é um espaço de tempo onde Deus é glorificado por meio de orações, louvores e exposição das Sagradas Escrituras. Quando dizemos que é sacro é porque tal expressão nos remete ao caráter de “separação”. Ou seja, aquele momento é exclusivamente para e em Deus. Não é espaço para o espetáculo humano. Não é uma peça teatral, um jogral infantil, um show de calouros, uma palestra informacional ou uma ação de marketing. 


Portanto, quando alguém dança como os fiéis das religiões afro-brasileiras se dizendo “fora de controle”, por exemplo, não pode atribuir tal emocionalismo ao Espírito Santo, mas somente ao seu próprio descontrole emocional (êxtase). Nesse sentido, o reteté, que são movimentos corporais e vocais atribuídos ao enchimento do Espírito Santo, é uma afronta à glória de Deus porque traz atração para o homem em êxtase. O reteté é antropocêntrico, ou seja, tem o homem como o centro de um espetáculo. E um espetáculo de péssimo gosto. 

Não estou insinuado que essa pessoa seja possessa por algum espírito maligno ou algo do tipo, pois tal discernimento vai além das minhas capacidades, mas certamente tal pessoa está mergulhada em seus próprios sentimentalismos confundidos como obra divina. Ninguém que seja cheio do Espírito Santo perde sua capacidade de discernimento, ação e vontade. O Espírito Santo não é um substituto da alma humana. Portanto, o reteté também é uma afronta a Deus. 


Não se trata de colocar Deus em uma caixinha conforme regras litúrgicas e denominacionais. É bom lembrar que a própria Bíblia estabelece um limite no exercício dos dons espirituais, pois todo e qualquer dom deve visar a edificação da igreja (leia 1 Coríntios 12-14). Quem usa Deus como desculpa para bagunça litúrgica precisa voltar urgentemente para as Sagradas Escrituras.



O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO






ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA


EBD - Escola Bíblica Dominical
DEC -  Departamento de Educação Cristã

Tema:

O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO


05 de Janeiro de 2014



TEXTO ÁUREO


“E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo:
Certamente, vos visitará Deus e fareis transportar os meus ossos daqui”
(Gênesis 50. 25)


VERDADE PRÁTICA


Os propósitos de Deus são imutáveis e se cumprirão no tempo determinado por Ele.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Êxodo 1. 1 – 14


Objetivos


§    Ressaltar: os aspectos principais do livro de Êxodo.

§    Delinear: -  os aspectos biográficos de Moisés.

§  Saber – que o zelo precipitado de Moisés e sua fuga não impediram os propósitos divinos em sua vida.



Introdução: - Neste trimestre estudaremos o segundo livro das Escrituras Sagradas, Êxodo. Nesta primeira lição, destacamos a aflição pela qual o povo hebreu passou no Egito por 430 anos. O povo escolhido do Senhor foi cruelmente oprimido por Faraó. Porém, Deus jamais se esqueceu das suas promessas. Ele vela por sua Palavra. Diante das atrocidades cometidas por Faraó, os israelitas clamaram a Deus. O Senhor ouviu a aflição do seu povo e enviou um libertador para redimi-los. Veremos ao longo das lições que o livro de Êxodo é o livro da Redenção efetuada pelo Senhor.


§ Êxodo é uma palavra grega que significa “partida”, “saída”.  O livro descreve a libertação dos israelitas do Egito, a sua jornada até o monte Sinai, e os eventos que ocorreram durante o tempo em que permaneceram ali.


§    O patriarca Jacó havia levado a sua família para o Egito, a fim de fugir da grande fome (Gn 46. 1 – 27). Quando os hicsos invadiram o Egito e ganharam poder político, os descendentes de Jacó foram forçados à escravidão (Êx 1. 8, 10). Apesar da amargura, os descendentes de Israel cresceram, passando de uma família de setenta pessoas (de Gn 46.  26, 27) a uma nação de aproximadamente dois milhões de pessoas (com base na estimativa de seiscentos mil varões com idade superior a 20 anos, Êx 12. 37). A ênfase principal do livro de Gênesis estava na FAMÍLIA de Abraão, mas Êxodo concentra-se no desenvolvimento da NAÇÃO de Israel.


    I.          O LIVRO DE ÊXODO

1.1.    E Sua Estrutura:

2. Seu Autor: - Moisés. Neste livro ele é o protagonista de tudo, o personagem principal do relato.

3. Sua Data e Local: - 1450– 1410 a.C., aproximadamente a mesma data de Gênesis.

4.   Tema: - Libertação Pelo Sangue.

5.  Seu Propósito: - Registrar os acontecimentos da libertação de Israel do Egito e seu desenvolvimento como Nação.

6.  Onde foi Escrito: -  No deserto, durante as peregrinações de Israel, em algum lugar da península do Sinai.

7. Seus Lugares-chaves: - Egito, Gósen, rio Nilo, Midiã, Mar Vermelho, Península do Sinai e Monte Sinai.

8. Suas Características: - Êxodo relata mais milagres do que qualquer livro do Antigo Testamento e é notório por conter os Dez Mandamentos.

9.  Seu Versículo-chave: - Êxodo 3. 10, “Vem agora e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito”.

10. Suas Pessoas-chaves: - Moisés, Miriã, Faraó, a filha de Faraó, Jetro, Arão, Josué e Bezalel.

11. Estrutura ou Divisão do Livro de Êxodo: - É dividido em três grandes blocos de assuntos, todos iniciados pela letra L:

A.      A Libertação – do povo de seu cativeiro Egípcio, caps. 1 ao 12.

B.      A Locomoçãoatravés do deserto, caps.  13 ao 18.

C.      A Legislaçãorecebida ao pé do Monte Sinai, caps. 19 ao 40.





1.2.  A Escravidão (Êxodo 1. 1 – 22). Este livro começa três séculos e meio depois da cena final do Gênesis. O livro do Gênesis é a história de uma família. O livro do Êxodo é a história de uma nação. Não temos o registro do que aconteceu durante esse longo período de silêncio. O Patriarca Abraão morreu quando Jacó, seu neto, tinha 15 anos. O filho predileto de Jacó, José, fora vendido para o Egito como escravo e alcançara grande poder e influência. Os filhos de Jacó haviam conquistado grande favor por causa do seu irmão José. Eram 70 pessoas quando desceram para o Egito, mas antes de saírem de lá haviam-se tornado numa nação de 3.000.000 de pessoas.

Depois que José morreu e uma nova dinastia ascendeu ao trono do Egito, a riqueza e o grande número dos filhos de Israel os fizeram objeto de desconfiança aos olhos dos egípcios. Os Faraós os reduziram a uma escravidão da pior espécie. Isso era difícil para o povo que antes vivera em liberdade e com todo o favor. Eles se lembraram das promessas que Deus fizera a Abraão e seus descendentes, e isso fazia com que a escravidão fosse ainda mais difícil de entenderem (Gênesis 12. 1 – 3, etc.).


É um livro de libertação, de redenção, e o caminho, o meio sempre apontado aqui é o sangue.

Neste Êxodo, libertação virá sempre através do Sangue. É seu tema e anúncio profético da obra de Jesus.


 II.          O NASCIMENTO DE MOISÉS







A.    A Vida de MoisésTrês Períodos de 40 anos.

1.     Moisés é Levado ao Palácio.  (Êx 2. 10). - Os primeiros 40 anos de sua vida Moisés passou no lar dos seus pais e no palácio do Faraó. Nascido em Gósen mais ou menos em 1525 a. C., foi o segundo filho de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi. No lar paterno Moisés recebeu a sua formação religiosa, e na corte do Faraó adquiriu conhecimento intelectual e político, além de treinamento militar. (Êx 2. 3 – 10; 3. 9, 10; 6. 20; ).

2.     A Fuga de Moisés.  (Êx 2. 11 – 11) - Os segundos 40 anos passou exilado em Midiã, fugindo do Faraó, meditando e trabalhando como pastor, casou-se com Zípora, filha de Jetro, o sacerdote, e nasceram-lhe dois filhos, Gérson e Eliezer (Êx 2. 11 – 11; 18. 34).

3.     Os últimos 40 anos de sua vida ele os viveu no Egito e no Deserto, na condição de primeiro líder de Israel. Serviu ao Senhor como profeta, sacerdote e rei, muito antes de esses cargos serem estabelecidos entre os judeus. Ensinou a todos como um profeta; como um sacerdote intercedeu por eles quando caíram na idolatria e, como líder, retirou-os da servidão e os organizou como o povo da Aliança de Deus.

§    Moody disse que Moisés gastou:

40 anos pensando que era alguém. – No Palácio estudando, (At 7. 22).

40 anos aprendendo que não era ninguém. – No Deserto de Midiã, (At 2. 11-22).

40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém. – Do Egito a Terra de Canaã. (Êxodo a Deuteronômio).  Veja Hebreus 11. 23 – 29.


III.   O ZELO PRECIPITADO DE MOISÉS E SUA FUGA - (Êxodo 2. 11 – 22)


   Apesar de sua posição e de seus privilégios, Moisés se deu conta de que não havia meios formais para que ele pudesse impedir as injúrias que os exatores praticavam contra os hebreus. Movido por um senso de justiça, Moisés matou temerariamente o capataz egípcio. Portanto, cometeu um crime capital, e teve de fugir e foi habitar em Midiã, região próxima à península do Sinai e dos desertos árabes. Ali Moisés constituiu família e tornou-se parte do clã de Reuel ou Jetro. (Êx 4. 18). Apesar da precipitação de Moisés, Deus viu a sua intenção. Às vezes, não é o que você faz que impressiona Deus, mas a sua intenção, os seus motivos.



CONCLUSÃO -  Diferente do livro de Gênesis, que começa com vida e termina com um caixão de defunto; Êxodo começa com aflição, agonia, escravidão e termina com a glória da presença de Deus sobre a tenda da congregação. (Êxodo 40. 34 – 38).

                                Lição Preparada pela   Professora, MARIA VALDA                                           
                     Pastora da ADMEP