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sábado, 18 de janeiro de 2014

AS PRAGAS DIVINAS E AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARAÓ




        Professor, José Fábio


Departamento de Escola Bíblica Dominical


19 de Janeiro de 2014

Lição 3



AS PRAGAS DIVINAS E AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARAÓ




Texto Áureo:

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”.

Efésios 6.11

Verdade Prática

Como salvos por Cristo, podemos pela fé vencer o Diabo em suas investidas contra nós.


Leitura Bíblica
Êxodo 3. 19, 20; 7. 4, 5; 8. 8, 25; 10. 8, 11, 24.



Introdução: Deus havia declarado que se Faraó não deixasse o seu povo sair do Egito, Ele feriria os egípcios com várias pragas (Êx 3.19,20). A partir da ocorrência da segunda praga (a das rãs, Êx 8.1-15), Faraó passa a fazer uma série de propostas ardilosas e destruidoras a Moisés e Arão. Na lição estudaremos sobre as pragas e as propostas de Faraó, ao mesmo tempo em que vemos uma das maiores batalhas espirituais travada na História.

Objetivos:

Analisar as pragas deferidas e a primeira proposta de Faraó.
Saber que assim como Faraó, Satanás não desiste facilmente.
Discutir a proposta final de Faraó.


I.        O ENDURECIMENTO DO CORAÇÃO DE FARAÓ

Alguns textos falam realmente que “o Senhor endureceu o coração de Faraó” (Êx 4:21, 7:3, 9:12, 10:1, 20, 27, 11:10, 14:4 e 8). Outros afirmam que o próprio Faraó “endureceu o seu coração” (Êx 8:32, 9:34 e 35, 13:15). E há um terceiro grupo de textos que declaram simplesmente que “o coração de Faraó se endureceu” (Êx 7:13, 22, 8:19, 9:7). Para que possamos compreender melhor, vejamos as principais funções do Faraó e os títulos que o associavam, para que entendamos também os motivos das pragas no Egito.

            Ele era considerado sobre-humano, um verdadeiro deus a reinar sobre os homens.

    Era responsável pelo equilíbrio do universo, da natureza do Egito, da saúde, prosperidade, etc.

      Muitos povos consideravam assim, visto que até em Canaã o Egito era temido.

             Um de seus títulos o associava o deus “Horus, o deus dos céus”.

             Era associado ao deus “Rá, senhor da luz”, que era o sol.

     Ao observar tais títulos e funções, podemos observar que haviam motivos diante do SENHOR, para que endurecesse o coração de Faraó, a fim de destruir toda essa arrogância egípcia. E para que o seu nome fosse conhecido em toda a terra, para que soubessem os outros povos que Israel tinha um Deus que os guiava (Rm 9.17,18); Enfim, nas cinco primeiras pragas, o faraó endureceu o coração por conta própria. Nas cinco últimas Deus quem endureceu o coração dele.


II.          AS PRAGAS ENVIADAS CONTRA O EGITO



1)       Pragas Atingem o Egito - (Êx 7.19 – 12.33). 

As dez pragas visavam aos deuses do Egito, e o propósito era dar provas do poder do Deus de Israel sobre esses deuses, e sobre Faraó, o deus rei. Repetidas vezes se declara que, por meio desses milagres, tanto Israel quanto os egípcios viriam a “saber que o SENHOR é Deus” (6.7; 7.5,17; 8.22; 10.2; 14.4,18). Vejamos o que cada praga atingiu:




1.1.   Água em sangue (Êx. 7:14-24) – A primeira praga, a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue, causou desonra ao deus-Nilo, Hápi. A morte dos peixes no Nilo foi também um golpe contra a religião do Egito, pois certas espécies de peixes eram realmente veneradas e até mesmo mumificadas (Êx 7:19-21).

1.2.  Rãs (Êx. 8:1-15) – A rã, tida como símbolo da fertilidade e do conceito egípcio da ressurreição, era considerada sagrada para a deusa-rã, Heqt. Assim, a praga das rãs trouxe desonra a esta deusa. (Êx 8:5-14)

1.3.  Piolhos – (Êx. 8:16-19) – A terceira praga resultou em os sacerdotes-magos reconhecerem a derrota, quando se viram incapazes de transformar o pó em borrachudos, por meio de suas artes secretas. (Êx 8:16-19) Atribuía-se ao deus Tot a invenção da magia ou das artes secretas, mas nem mesmo este deus pôde ajudar os sacerdotes-magos a imitar a terceira praga.

1.4.  Moscas (Êx. 8:20-32) - A linha de demarcação entre os egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus veio a ficar nitidamente traçada da quarta praga em diante. Enquanto enxames de moscões invadiam os lares dos egípcios, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos pela praga (Êx 8:23,24). Deus algum pôde impedi-la, nem mesmo Ptah, “criador do universo”, ou Tot, senhor da magia.

1.5.  Peste sobre bois e vacas (Êx. 9:1-7) – A praga seguinte, a pestilência no gado, humilhou deidades tais como: Seráfis (Ápis) – deus sagrado de Mênfis do gado, a deusa-vaca, Hator e a deusa-céu, Nut, imaginada como uma vaca, com as estrelas afixadas na sua barriga. Todo gado do Egito morreu, mas nenhum morreu de Israel. (Êx. 9:4 e 7).

1.6.  Feridas sobre os egípcios (Êx. 9:8-12) – Deus nesta praga zombou a deusa e rainha do céu do Egito, Neite e também Imotepe, deus da medicina. Moisés jogou o pó para o céu que deu um tumor ulceroso na pele do povo que doeu demais. Os magos também pegaram a doença e não puderam adorar a sua deusa e rainha religiosa. Israel novamente foi poupado dessa praga. (Êx. 9:11)

1.7.  Chuva de pedras (Êx. 9:13-35) – A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osíris – deus de fogo.

1.8.  Gafanhotos (Êx. 10:1-20) – A praga dos gafanhotos significava uma derrota dos deuses que, segundo se pensava, garantiam abundante colheita. Deus encheu o ar de gafanhotos. Os deuses egípcios (Xu – deus do ar e Sebeque – deus-inseto) não puderam fazer nada para não deixar acontecer. (Êx 10:12-15)

1.9.  Escuridão total (Êx. 10:21-23) - Com esta praga Deus derrubou o deus principal do   Egito, , o deus-sol. A palavra Faraó significa sol, ele era um deus. Egito ficou nas trevas (sem ver nada) durante 3 dias, mas Israel ficou na luz. (Êx. 10:23).

1.10.  Morte de todos os primogênitos (Êx. 11-12) – inclusive entre os animais dos egípcios – A morte dos primogênitos resultou na maior humilhação para os deuses e as deusas egípcios. (Êx 12:12) Os governantes do Egito realmente chamavam a si mesmos de deuses, filhos de Rá ou Amom-Rá. Depois disto todos souberam que Deus era o Senhor e Seu nome ficou anunciado em toda a terra. Deus destruiu todo deus falso do Egito. Na morte do primogênito Deus mostrou que Ele tem na Sua mão o poder de morte e de vida. O Faraó tinha pretensão de ser adorado, de ser uma divindade. O primogênito era, em potencial um faraó, pois era o herdeiro do trono. Deus demonstrou a falsa deidade de Faraó e seu filho.

O juízo de Deus veio sobre os egípcios, assim como virá sobre toda humanidade no dia da sua ira. O livro de Apocalipse tem o registro do futuro juízo de Deus sobre os que praticam a impiedade. Que Deus tenha misericórdia de nós!

III.          AS PROPOSTAS DE FARAÓ

Agora veremos as aplicações referentes as propostas de faraó, nas negociações pela libertação do povo de Israel. O nosso adversário, faz propostas semelhantes na nossa caminhada com o intuito de nos aprisionar no mal.

1)          A Primeira Proposta de Faraó - (Êx 8.25).



 Esta proposta exigia que Israel cultuasse a Deus no próprio Egito, em meio aos falsos deuses. O ecumenismo também parte deste princípio.

    A primeira proposta de Faraó estava fundamentada em um sincretismo religioso, o povo poderia adorar o Deus de Israel, e ao mesmo tempo, os deuses egípcios (Ex. 8.28).

  Mas o Deus de Israel não divide a sua glória com outros deuses, principalmente porque Ele mesmo havia separado aquele povo para adorá-Lo (Lv. 26.26).

  Essa tem sido uma prática evidente no cristianismo contemporâneo, muitos líderes estão fazendo concessões em relação ao engano a fim de serem aceitos na sociedade.

       Jesus é o único caminho, é a verdade e a vida, ninguém pode se aproximar de Deus se não for por Ele (Jo. 14.6).

   Como bem lembrou Pedro, em seu discurso em Jerusalém em nenhum outro há salvação, somente em Jesus (At. 4.12). Como diz o ditado, todos os caminhos levam à Roma, mas há apenas um que conduz ao céu, e esse é Jesus Cristo.

Porém Jesus disse: “Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou”. (João 17.14 -16).


2)       A Segunda Proposta de Faraó - (Êx 8. 28).


 Essa Proposta de Faraó é de uma Vida Cristã sem Profundidade.

Faraó sentindo que não havia maneira de segurar a Israel – então lhe faz uma segunda proposta: -Vou deixar vocês saírem – somente que indo, não vão muito longe. Fiquem perto do Egito. Fiquem perto dos meus olhos (de meu alcance). A Igreja do Senhor é um povo que:

2.1.   Primeiro: Vive separada do mundo, (1 Pe 1.15,16).
2.2.   Segundo: Vai longe:

ü   Vamos longe na santificação (2Co 3.18; Hb 12.14);
ü   Vamos longe na oração (1 Ts 5.17);
ü   Vamos longe no conhecimento de Deus (Os 6.3);
ü   Vamos longe no Evangelismo (Mc 16.15);
ü   Vamos longe nos milagres e maravilhas (At 3.1-6).

3)          A Terceira Proposta de Faraó (Êx 10.7).

Esta terceira proposta é incompatível com todo princípio bíblico; é a desunião da família, a separação no lar. Deus fez a família para ser unida e o Seu povo para sua glória. Essa proposta de somente os homens sacrificarem a Deus é contra a ideia de louvor tanto de hebreus quanto de egípcios. Em ambas culturas, a população inteira louva junta. Sem dar tempo para responder, Moisés e Arão são banidos da presença de Faraó. Esta atitude de Faraó é meramente um ardil psicológico.

A Proposta de Faraó Traria Resultados Nefastos Para o Povo de Deus.
Vejamos:

a)   Famílias sem o governo dos pais, sem provisão, sem proteção, sem direção.

b)  Maridos sem as esposas; homens viajando no deserto e as crianças sem os pais. O Diabo quer a ruína do casamento (Êx 1.16). Oremos por um avivamento espiritual sobre os casais que servem ao Senhor.

c)     Miscigenação devastadora. Os jovens de Israel sozinhos no deserto a caminho de Canaã se casariam com moças pagãs, idólatras. Por sua vez, as jovens deixadas no Egito se casariam com os incrédulos egípcios. Enfim, haveria perda de identidade dos hebreus como povo do Senhor.

“E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor” (Ex 10. 9) .


IV.           A PROPOSTA FINAL DE FARAÓ - (ÊX 10. 24)

 
O Egito estava em uma situação caótica. O próprio Faraó procura Moisés e faz sua última proposta: “Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças. Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor, nosso Deus. E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar para servir ao Senhor, nosso Deus...”  (Êx 10.24-26).

Vejamos em que Implicava esta Última Proposta:




       Todos os animais do Egito haviam morrido devido as pragas, essa proposta era interessante a Faraó para que o Egito não ficasse sem gado, que era uma prática aprendida com os hebreus.

               A ovelha e a vaca eram animais cerimonialmente “limpos” para oferendas de sacrifícios a Deus na época da Lei (1Pe 2.25; Hb 13.15,16). Sem as ovelhas e vacas, também não haveriam sacrifícios.


            Um gado sem vacas e sem ovelhas afetaria diretamente as crianças, pois não haveria leite e a reprodução ficaria comprometida.

           Tudo isso aponta para a consagração dos nossos bens ao Senhor. Quando temos um coração avarento, infelizmente os entregamos ao inimigo, pois nos tronamos idólatras (Ef 5.5).


CONCLUSÃO:  - Declare a sua libertação por completo que Deus te honrará.


1.        Não tente servir a Deus sem se separar do mundo.

2.  Ao separar do mundo, não tente ficar próximo, pois o inimigo vai te controlar.

3.   Lute com unhas e dentes, mas leve sua família com você.

4.   Entregue também os seus bens nas mãos do Senhor para que o inimigo não te prenda pelas coisas deste mundo.

Como está sua vida hoje? Já foi liberto do faraó contemporâneo, ou ainda está aceitando negociar com o inimigo derrotado?
PENSE NISTO!
             





                                              Professor, José Fábio


Imagens: http://www.escola-dominical.com/2014/01/licao-3-as-pragas-divinas-e-as_16.html