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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PASTORES, BISPOS E APÓSTOLO EVANGÉLICOS PREPARAM ESTRATÉGIAS PARA ELEIÇÕES 2014!



Pastores, Bispos e Apóstolo Evangélicos Preparam Estratégias Para Eleições 2014 !



voto2Diante do cenário das eleições 2014 se aproximando os líderes das igrejas evangélicas do Brasil já estão se posicionando com relação aos candidatos que vão apoiar. Segundo professor de ciências politicas em estados, com disputas acirradas o voto evangélico pode fazer a diferença.


Diante de 42,2 milhões de evangélicos espalhados pelo país – um crescimento de mais de 60% entre 2000 e 2010, segundo o IBGE 
pr.silas e senador lindbergh processados por oraçao 0800-a-, a busca pelos votos dos fiéis já começou. Silas Malafaia, R.R Soares, Valdomiro Santiago, Edir Macedo e Manoel Ferreira, algumas das principais lideranças religiosas do segmento, articulam estratégias para aumentar a bancada no Congresso. Eles também são cortejados por pré-candidatos majoritários, em especial no Rio, e rejeitam a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
A Igreja Vitória em Cristo tem 120 templos e 40 mil membros. O líder é Silas Malafaia, que também é presidente do Conselho dos Pastores do Brasil, com cerca de 10 mil pastores. Comanda ainda cultos transmitidos pela televisão. Ferrenho opositor às causas dos homossexuais e contrário ao aborto, ele apoiará este ano pelo menos 500 pré-candidatos a deputados federal e estadual. Em 2010, ele ajudou a eleger o irmão Samuel Malafaia (PSD-RJ).
- No Congresso, temos 800 projetos de lei tramitando que detonam os princípios e os valores cristãos. É o Congresso que faz as leis – afirma Silas Malafaia em entrevista ao GLOBO.
pastor-silas-malafaiaSilas Malafaia subirá no palanque do PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e da ex-senadora (e evangélica) Marina Silva, nas eleições para a presidência. Segundo o religioso a opção é para haver “alternância de poder”.
O discurso de Malafaia, no entanto, tem justificativa. Em agosto do ano passado, Dilma sancionou uma lei que garante atendimento a vítimas de estupros. Um dos incisos obriga hospitais a fazerem profilaxia da gravidez a mulheres que foram abusadas. As entidades religiosas entenderam que o termo abre brecha ao aborto.
No Rio, Silas Malafaia pedirá votos para o senador Lindbergh Farias (PT), pré-candidato ao governo. O petista tem frequentado os cultos da Igreja Vitória em Cristo. O pastor se recusou a apoiar o vice-governador Luiz Fernando Pezão, apoiado pelo governador Sérgio Cabral, ambos do PMDB. A decisão foi comunicada num almoço com o próprio Pezão e o prefeito Eduardo Paes, também do PMDB. Em novembro, a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio propôs ação contra Lindbergh e Silas Malafaia por propaganda eleitoral antecipada num culto no último dia 13.
- Falei ao Pezão com honestidade. Não tenho nada contra ele. Nunca falarei mal dele na campanha. Mas eu disse: “Pezão, lamento dizer. Você representa o governador Sérgio Cabral. E o Cabral não cumpriu nenhum acordo. Ao contrário: fez de tudo para beneficiar a causa gay no legislativo. Agora, se ele quiser votos, que procure os gays”.
pastor-manoel-ferreira-assembleia-de-DeusCom 12 milhões de fiéis, a Assembleia de Deus, do pastor Manoel Ferreira, caminhará com Pezão. Em setembro do ano passado, o vice-governador discursou durante a Convenção Estadual das Assembleias de Deus do Ministério Madureira no estado do Rio (Conemad-RJ), em Volta Redonda, no Sul Fluminense. A igreja deverá lançar o pastor Everaldo Pereira, vice-presidente nacional do PSC, como candidato à Presidência.
A Assembleia de Deus tem como membro o deputado federal Marco Feliciano, eleito com 211.855 votos, em 2010, pelo PSC. Pré-candidato à reeleição, Feliciano assumiu, sob protestos, a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Provocou polêmica no Congresso com suas posições e, nas redes sociais, ganhou destaque com a frase: “Feliciano não me representa”. Agora, ele tenta emplacar na comissão o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).
- Tenho o sonho de ver o governo da Dilma desaparecer. Fomos traídos. Na última eleição, fizemos campanha para ela porque o José Serra (PSDB) se declarou a favor do aborto. Só que a Dilma sancionou a lei sobre estupro – ressaltou Feliciano ao GLOBO.
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Romildo Ribeiro Soares, o R.R Soares, é o dono da Igreja Internacional da Graça de Deus. A igreja possui três mil templos pelo país, além de programas na TV e no rádio. O objetivo é eleger a família. E, para isso, terá o PR do deputado federal Anthony Garotinho. Filho do missionário, Marcos Soares é deputado estadual no Rio e pré-candidato a deputado federal. O irmão de Marcos, Filipe Soares, pode tentar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alerj). Em troca, R.R Soares abraçará a campanha de Garotinho ao governo.
No último dia 10, Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) determinou que Garotinho cancelasse a distribuição de brindes aos ouvintes do seu programa de rádio. O deputado deve ainda suspender o serviço de cadastro de fiéis para o recebimento brindes. O tribunal estipulou multa de R$ 5 mil ao descumprimento.
R.R Soares não deverá apoiar à reeleição da presidente Dilma, segundo Marcos Soares. Além do Rio, a igreja de R.R Soares investirá em candidatos de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.
Universal quer eleger 16 deputados
Com seis mil igrejas espalhadas pelo Brasil e proprietária de um conglomerado de comunicação, incluindo TV, rádio e internet, aedir-macedo-divulga-video-que-diz-a-igreja-catolica-e-a-grande-besta-do-apocalipse-1Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), do bispo Edir Macedo, sonha em dobrar a bancada do PRB na Câmara. Em 2010, foram eleitos oito deputados pelo partido, cinco deles membros da Iurd, que possui cerca de 1,8 milhão de fiéis no país. Hoje, são 10 deputados porque dois de filiaram à legenda recentemente. Em outubro, a ideia é eleger 16 deputados federais.
- No congresso, queremos dobrar o número de parlamentares. Mas a igreja não influencia – afirma o presidente nacional doPRB, Marcos Pereira, ex-vice-presidente da TV Record e bispo licenciado da Universal.
No Senado, a Universal de Macedo quer reeleger Eduardo Lopes, que assumiu o cargo após Marcelo Crivella ter sido nomeado ministro da Pesca de Dilma. Para a disputa pelo governo do Rio, Macedo abraçará a pré-candidatura de Crivella.
- Crivella é pré-candidato. Além disso, nosso grupo vai lançar chapa completa para deputado estadual. Queremos eleger de três a quatro – diz a deputada estadual Rosângela Gomes, do PRB.
No entanto, uma briga interna estremeceu a Universal no ano passado. Eleito em 2010 com 528 mil votos, o deputado estadual pelo Rio, Wagner Montes, se recusou a ir para o PRB. Preferiu continuar no PSD, partido que apoiará Pezão no estado. Após a negativa, Macedo trocou o horário do programa de Montes na Rede Record: de meio-dia para 6h30m.
- Foi apenas uma estratégia de programação para a aumentar a audiência da emissora no horário da manhã – desconversa Wagner Montes.
Valdemiro-SantiagoFundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, com 5.200 templos e estimativa de 400 mil fiéis, Valdomiro Santiago fará campanha para 65 candidatos nas eleições proporcionais de diferentes partidos, como PSC, PP e PTB. Embora tenha definido a tática de aumentar a representação da igreja no Congresso, Santiago não divulgou ainda quem será seu candidato a presidente e nem para governador. No Rio, já foi procurado por Lindbergh, Pezão e Garotinho.
- O grupo da igreja já está trabalhando, mas ainda é cedo para uma decisão – afirmou o deputado federal, pastor Francisco Floriano, braço-direito de Valdomiro.
Floriano revela que, em agosto no ano passado, Lindbergh participou de um culto na sede da igreja em Jacarepaguá, na Zona Oeste:
- Oramos pelo senador. Ele foi lá para conhecer.
Professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer alerta:
- O eleitor evangélico segue mais as orientações de seus bispos e pastores. Mais que os eleitores católicos. Em alguns estados, com disputas acirradas, o voto evangélico pode fazer a diferença. Em um segundo turno, decide uma eleição.

Fonte:O Globo
http://radiogospelhits.blogspot.com.br/

PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA E ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICAS

Princípios de Liderança e Administração Eclesiástica








1.0 INTRODUÇÃO 



1. 1 O Caráter Nobre do Pastoreio


Cuidar do rebanho de Deus é uma das mais nobres tarefas dadas por Deus ao homem. Representa, também, enormes e pesadas responsabilidades, pois quem administra uma igreja está lidando não só com as questões administrativas do dia-a-dia, mas sobretudo com o preparo de almas para a vida eterna. 



Daí há quem pense que basta atender as necessidades espirituais do rebanho para cumprir o propósito divino, deixando as questões administrativas em plano secundário. Embora as necessidades espirituais sejam mais importantes, há o lado humano, a organização, o modo de fazer as coisas, que também não podem ser desprezados. 



1.2 Administração e Pastoreio são Interdependentes 



Esses dois aspectos da igreja aparecem em linhas paralelas e têm necessidade mútua. Um rebanho bem assistido depende de uma boa administração. Ou, ao contrário, uma igreja bem administrada permite uma boa assistência ao rebanho. 




1.3 Boa Liderança, Boa Administração 



Nossa matéria será dividida em duas partes: na primeira, trataremos de forma bastante específica sobre liderança. A boa administração só será possível se houver uma boa liderança. Na segunda, nossa abordagem será então sobre administração eclesiástica em si mesma. 




2.0 DEFINIÇÃO DE LIDERANÇA 



Diz-se com muita propriedade que a verdade está nas coisas óbvias. Conceitos expressos de forma complicada, ou passam uma falsa idéia de profundo conhecimento, ou são elaborados com a finalidade de reter a informação a alguns poucos “iluminados” e manter alienados os demais do verdadeiro significado do que está sendo definido. 



Liderança, em suma, nada mais é do que exercer influência sobre outras pessoas e fazer com que elas sigam o caminho traçado por aquele que lidera. Ou seja, toda liderança tem propósitos. Exerce-se a liderança em duas vertentes: liderança informal e liderança formal. 



2.1 Liderança Informal 



Liderança informal compreende aquelas situações em que o prestígio pessoal e a influência de determinados indivíduos agregam seguidores não pelo estabelecimento formal de uma liderança, mas pelo destaque que essas pessoas ocupam nos mais variados segmentos sociais. 



Incluem-se aqui, principalmente, os profissionais de comunicação, em especial os artistas, cujas práticas são copiadas e seguidas até sem questionamentos, ainda que não haja uma liderança clara, formal e condutora do processo. 



Nesse sentido, todos temos a nossa parcela de liderança, em maior ou menor escala, porque de algum modo, sem o buscarmos, exercemos influência informal e involuntária sobre outras pessoas. Até o simples faxineiro tem gente à sua volta que lhe copia hábitos de seu padrão de comportamento. 



Para ajudar o nosso raciocínio, usemos o esquema adotado pelo livro Como Influenciar Pessoas e vejamos a seguir uma lista de alguns nomes, uns conhecidos, outros desconhecidos, e alguns deles até no exercício da liderança formal nos segmentos afins, os quais exercem liderança informal e involuntária em outros segmentos pelo que representam no âmbito em que atuam: 



EDSON ARANTES DO NASCIMENTO 
NILSON DO AMARAL FANINI 
DEOSDETH DA SILVA RODRIGUES 
DIEGO MARADONA 
ZEQUINHA MARINHO 
RONALDO RODRIGUES DE SOUZA 
ANTONIO GILBERTO 
THOMAS TRASK 
SEVERINO CAVALCANTI 
MAX LUCADO 
JOSÉ PIMENTEL DE CARVALHO 
GILBERTO GIL 
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA 
MARINA DA SILVA 



Outros nomes poderiam ser acrescentados, mas para o nosso propósito esses bastam. O que há em comum entre eles, já que nem todos são conhecidos? Pelo destaque que têm e pelo prestígio que desfrutam, alguns em âmbito bastante restrito, encontram seguidores capazes, inclusive, de defender suas ações com unhas e dentes, mesmo que elas estejam equivocadas. Isso é o que se define como liderança informal. 



Mesmo aqueles que têm alguma responsabilidade formal de liderar, à medida que a sua influência ultrapassa os limites do grupo liderado, tornam-se também referenciais para os que estão fora do seu âmbito de liderança formal. 



2.2 Liderança Formal 



Liderança formal tem a ver com o exercício de um processo específico em que alguém é elevado à condição de líder para conduzir um grupo social em busca dos objetivos para os quais foi estabelecido. É algo plena e formalmente consentido tanto para quem lidera quanto para os que estão sendo liderados. 



A liderança passa a ser então um instrumento de comando para montar uma estrutura, ou assumir uma já pronta, em que a matéria-prima é o próprio ser humano. Em outras palavras, a estrutura em si mesma não é o principal e, sim, aqueles que vão operacionalizá-la para alcançar o fim a que se destina. 



O papel do líder, portanto, é fazer com que sua equipe use essa estrutura de modo eficiente e eficaz para concretizar a realização dos propósitos. Isto significa que toda liderança formal trabalha com objetivos, que precisam ser claros, mensuráveis e possíveis de ser alcançados. 



2.2.1 O Que Significa Eficiência 



Falamos acima de ser eficiente e eficaz. A eficiência envolve o modo como se administra para alcançar os fins desejados. Tem a ver com a estrutura, as estratégias, a ação e tudo mais que se estabeleça em busca das metas. Nem sempre, porém, a eficiência chega aos resultados em razão de falhas operacionais durante o processo. Ninguém discute, por exemplo, a eficiência de uma Ferrari, mas se faltar gasolina ela não se move do lugar. Portanto, não basta ao líder ser eficiente. Ele precisa ser eficaz. 



2.2.2 O Que Significa Eficácia 



Já a eficácia é o resultado da eficiência. É alcançar os objetivos propostos. Liderança eficaz, portanto, é aquela que conjuga eficiência com eficácia, e sabe, por isso mesmo, conduzir o processo com o fim de alcançar os propósitos para os quais a sua liderança foi estabelecida. 



2. 3 Liderança Negativa & Liderança Positiva 

A liderança tem dois lados, mesmo aquela que se exerce de maneira informal. Ela tanto pode ser negativa como positiva. Os propósitos podem ser negativos ou positivos. A sociedade é farta de exemplos de líderes que usam a sua capacidade de liderar com meios e fins escusos. Eles não têm o menor escrúpulo em tentar manipular as pessoas a seu bel-prazer. e com finalidades inconfessáveis. 



Por outro lado, há também aqueles que se movem por objetivos legítimos e usam a sua capacidade não para impor uma vontade pessoal, mas para conscientizar e conduzir o grupo em busca de objetivos lúcidos e sadios, seja na esfera secular, seja na esfera eclesiástica, onde o exercício da liderança é legítimo, os meios são legítimos e os fins também são legítimos. 




3.0 LIDERANÇA ECLESIÁSTICA 



O nosso escopo nesta primeira parte abrange a liderança eclesiástica, ou seja, a condução de grupos específicos, no âmbito da Igreja, que reúne pessoas com as mesmas convergências de idéias e ação em busca dos mesmos propósitos. No meu entendimento, a melhor passagem bíblica (ainda que trate dos dons ministeriais) para definir conceitualmente como atua essa liderança e qual o seu objetivo encontra-se em Efésios 4.11-16: 




“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos a unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em toda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” 



Este é não só o padrão universal de liderança que Deus estabeleceu para sua Igreja. É também a descrição dos propósitos, definidos e mensuráveis, que Ele propôs para serem alcançados. É, por assim dizer, o plano de vôo que o piloto da aeronave tem em mãos para chegar ao destino. 



Os dons ministeriais são, portanto, a constituição do legítimo exercício da liderança eclesiástica para conduzir o corpo de Cristo aos verdadeiros propósitos para os quais ele veio à existência. Qualquer outra liderança em outros departamentos da igreja deve seguir o mesmo padrão. Quais são, todavia, esses propósitos? 




1) Treinamento, v. 12 
2) Realização, v. 12 
3) Edificação, 12 
4) Unidade, v. 13 
5) Conhecimento, v. 13 
5) Similitude, v. 13 
6) Firmeza, v. 14 
7) Crescimento, vv. 15, 16 



Seguindo o esboço de Rick Warren, autor do livro Uma Igreja com Propósitos, os objetivos acima podem ser operacionalizados da seguinte forma: 



1) Celebrar a Deus 
2) Ministrar ao próximo 
3) Ensinar a obediência 
4) Batizar 
5) Fazer discípulos 




4.0 OS MÉTODOS DA LIDERANÇA ECLESIÁSTICA 



Vale repetir que a forma e os propósitos da liderança eclesiástica são universais. São válidos para todas as épocas e em todos os lugares. Não mudam. Qualquer coisa que esteja além do exposto em Efésios 4.11-16 é acréscimo humano. Agora, temos de convir que os métodos para que esses objetivos sejam alcançados diferem no tempo e de um lugar para outro em razão do desenvolvimento humano. Ao lidar com métodos, temos de ter em mente alguns princípios: 




1) Métodos são humanos e não se constituem em modelos universais 
2) “Os fins não justificam os meios” 
3) Métodos não podem constituir-se em paradigmas permanentes 
4) Métodos não podem sobrepor-se aos princípios 
5) Métodos não podem ser alçados à condição de verdade absoluta 
6) Métodos não podem vestir-se de “a única visão” de Deus para a Igreja 



À luz desses princípios, cabe à liderança local encontrar os métodos que melhor se adequem à sua realidade e quebrar paradigmas quando estes não mais oferecem condições para que os propósitos de Efésios 4.11-16 sejam alcançados. Entenda-se por quebra de paradigmas a capacidade de pôr de lado métodos que não mais funcionam, arcaicos, desatualizados, em busca de outros que são próprios para o momento e aquela circunstância. NÃO SE TRATA AQUI DE MUDAR OS FUNDAMENTOS! 




5.0 QUALIDADES DO EXERCÍCIO DA LIDERANÇA ECLESIÁSTICA 



Todos temos, como já afirmamos acima, alguma capacidade de liderança e exercemos algum tipo de influência. Mas nem todos têm perfil para o exercício da liderança formal. Em se tratando da liderança eclesiástica, aí o funil se torna mais estreito. Em primeiro lugar, descobre-se em Efésios 4.11-16 que Deus é quem estabelece a liderança eclesiástica – não o homem. Em segundo lugar, as qualificações de 1 Timóteo 3.1-7 para os líderes exigem um elevado padrão de excelência. A sua forma de conduta tem de estar acima da média. Tudo o que os bons livros de liderança propõem para os bons líderes encontra-se na Bíblia. Eles apenas traduzem em linguagem contemporânea aquilo que já está descrito na Palavra de Deus. Vejamos algumas qualificações da liderança eclesiástica: 




1) Convicção – É preciso acreditar naquilo que prega 
2) Caráter – (Diferença entre temperamento, caráter e reputação) 
3) Poder de agregação – Em sentido figurado, o líder é um “vendedor” de idéias 
4) Poder de articulação – Uma idéia só terá funcionalidade se o grupo estiver 
articulado para esse fim 
5) Clareza de propósitos – “De onde eu vim, o que eu estou fazendo aqui e para onde 
eu vou” 
6) Visão da coletividade – Em outras palavras, conhecer os seus liderados 
7) Capacidade de ser igual – O líder não está acima, ele é um com os demais. A única 
coisa que o distingue é o fato de ser um ponto de aglutinação. Ele não faz todas as 
tarefas sozinho 
8) Capacidade de ser imitado – Ele é um exemplo para os que o cercam 
9) Capacidade estratégica – As estratégias são vitais para o exercício da liderança 
9) Capacidade de ouvir – Quem pouco ouve, muito erra 
10) Capacidade de dialogar – O diálogo esclarece e unifica a linguagem 
11) Capacidade de decidir – Há tempo para todas as coisas, inclusive para decidir. 




6.0 DEFINIÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO 

6.1 Administração não é algo aleatório 



Administração não é algo que se faz de maneira aleatória. Ela exige que haja uma estrutura formal e bem estabelecida, na qual sobressaem a um só tempo quatro palavras-chaves: objetivo, organização, planejamento e comando. Sem essas premissas não se chega a lugar algum. 
Qualquer empreendimento, para cumprir suas finalidades, terá de ter, portanto, objetivos bem definidos, organização com seqüências lógicas, simples e precisas, planejamento que preveja todas as etapas do processo e comando capaz de gerir a administração. 



6.2 Administração é Trazer Funcionalidade 



Assim, administrar, em linhas gerais, é fazer com que as coisas funcionem. É tirá-las da inércia e torná-las eficientes e eficazes. É, portanto, exercer uma boa liderança à luz dos princípios há pouco discutidos para que os propósitos da organização sejam alcançados, cumprindo assim a finalidade de sua existência. 



6.3 O Que é Administração Eclesiástica 



A administração eclesiástica, portanto, se insere na mesma definição. Só que sua concepção é divina para atuar na esfera humana. De um lado é um organismo vivo, que atua como agente do Reino de Deus, e de outro é uma organização que precisa dispor de todas as ferramentas humanas para a realização de seus objetivos. 



Mas há uma diferença: como a Igreja tem propósitos não só para esta vida, mas também para a eternidade, exige, por isso mesmo, dedicação que muitas vezes foge aos parâmetros humanos. 



A título de exemplo, numa organização secular quem negligencia suas tarefas e deixa de ser produtivo corre o risco de ser demitido na primeira oportunidade. Na igreja é diferente: toda a sua estrutura precisa estar voltada para restaurar o indivíduo e fazer com que ele retorne à mesma fé. 



É óbvio que não se excluem medidas disciplinares, quando necessárias, mas mesmo neste caso o objetivo é sempre restaurar, nunca lançar no inferno. A igreja jamais pode dar motivo para que alguém, no juízo, alegue ter perdido a salvação por ter sido abandonado à beira da estrada. 



Isto implica em afirmar que a finalidade básica da igreja, qualquer que seja o modelo administrativo, é aperfeiçoar os santos para a obra do ministério e levá-los à medida da estatura completa de Cristo. 




7.0 MODELOS DE GOVERNO ECLESIÁSTICO 



Segundo o livro Administração Eclesiástica (CPAD), corroborado por outros autores de igual jaez, há pelo menos três modelos de governo eclesiástico: episcopal ou prelático, presbiteriano ou oligárquico e congregacional ou independente. 



7.1 Episcopal ou Prelático 



No sistema episcopal o poder pertence aos bispos diocesanos e ao clero mais alto, como acontece nas igrejas romana, grega, anglicana e na maior parte das igrejas orientais. 



7.2 Presbiteriano ou Oligárquico 



Aqui o poder emana das assembléias, sínodos, presbitérios e sessões, como acontece na igreja escocesa, luterana e nas igrejas presbiterianas. 



7.3 Congregacional ou Independente 



Neste modelo sobressai o autogoverno, ou seja, cada igreja se administra mediante a voz da maioria de seus membros, como sucede entre os batistas, os congregacionais e alguns outros grupos evangélicos. 




8.0 OS MODELOS DE GOVERNO E O PADRÃO PRIMITIVO 



Neste ponto surge uma pergunta: que modelo se adequa aos princípios bíblicos para a Igreja? Comecemos por eliminação. O modelo episcopal é o que mais se distancia do padrão primitivo, pois exclui a participação da Assembléia nas decisões e põe todo o peso no colegiado de bispos ou no próprio Papa, em se tratando do romanismo, que possui o infalível e exclusivo poder de comandar a igreja. 



O livro de Atos e as epístolas mostram, ao contrário, uma igreja participativa com ênfase para o governo local conduzido pelo pastor, bispo ou presbítero (são termos sinônimos), com o apoio da junta diaconal para as atividades temporais da igreja e tendo a Assembléia como o poder máximo de decisão. 



Os principais historiadores são unânimes em reconhecer que esse era o modelo da igreja primitiva. Moshiem, citado em Administração Eclesiástica, afirma que “a voz principal pertencia ao povo, ou seja, a todo o grupo de cristãos”. Os líderes locais reuniam-se para o estudo prévio dos assuntos (At 15.6), mas qualquer decisão era tomada pela igreja (At 15.22). 



As cartas do Apocalipse reforçam a tese. Perceba que elas não se destinam a um colegiado de bispos ou a um Sumo Pontífice, mas ao líder de cada igreja, o qual é severamente cobrado pelo Senhor quanto a sua árdua responsabilidade. Em nenhum momento há a suposição de um colegiado universal para decidir os rumos da Igreja sem a participação dos crentes. 



Assim, o modelo bíblico privilegia a igreja local. Embora possa estar ligada a uma estrutura denominacional, à luz do Novo Testamento ela é soberana em sua constituição, ação e em seus atos disciplinares. É ela quem indica seus candidatos ao ministério e os submete aos critérios convencionais para a ordenação, e não o contrário.



Ou seja, o modelo que mais se aproxima do padrão primitivo é o que conjuga os principais aspectos do modelo congregacional com alguns aspectos do modelo presbiteriano. 



9.0 A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DE UMA IGREJA 

9.1 Os Atos Constitutivos 



Uma igreja, para constituir-se, precisa basicamente de três documentos: 1) Ata da Assembléia constitutiva; 2) Estatuto, onde se determinam a natureza, os fins, as responsabilidades, a organização, a forma de governo, a competência, a administração e questões afins, e 3) Regimento Interno, onde se particularizam as normas da instituição, que não podem jamais conflitar com o Estatuto. 



Uma coisa precisa ficar bastante clara nos atos constitutivos: como e porque a igreja foi constituída, bem como a denominação a que pertence, para que haja o seu reconhecimento segundo os critérios da convenção que abriga a denominação. 



Só de posse desses documentos a igreja adquirirá personalidade jurídica e poderá cumprir perante a lei não só suas funções espirituais, mas suas atividades jurídicas e sociais, como, por exemplo, a aquisição e alienação de bens. 



9.2 O Organograma 



O organograma é o ordenamento funcional da estrutura eclesiástica. Há pequenas diferenças de uma para outra, dependendo das peculiaridades locais, mas basicamente as igrejas adotam o seguinte modelo estrutural: 



9.2.1 Assembléia 



Compõe-se dos membros regulares e se constitui no poder máximo de discussão e decisão, cabendo aos órgãos da igreja cumprir o que for aprovado em Assembléia sob pena de prevaricação. 



Há dois tipos de Assembléia: Ordinária e Extraordinária. A primeira trata dos assuntos do dia-a-dia. A segunda, dos assuntos que se constituem exceção, como: admissão ou exoneração do pastor, aquisição ou alienação de bens, aprovação ou reforma de Estatuto e aprovação ou reforma de Regimento Interno. 



Em ambos os casos o Estatuto prevê o quorum necessário para que suas decisões sejam legitimas. 



9.2.2 Diretoria 



Compõe-se normalmente de presidente, dois vice-presidentes, dois secretários e dois tesoureiros e tem a responsabilidade de conduzir a administração. O mandato costuma ser bienal (tanto para os coordenadores de departamentos), a exceção do presidente, que, por ser simultaneamente o pastor, na tradição assembleiana, permanece à frente da igreja enquanto bem servir ou até quando deixar o pastorado por transferência, jubilação ou em virtude de alguma decisão disciplinar. O "bem servir", aqui, às vezes é letra morta, mas levado em conta o seu verdadeiro sentido significa o direito de a Igreja decidir pela exoneração de seu pastor nos casos exaustivamente comprovados em que ele não mais esteja "bem servindo" à Igreja. 



Ao presidente cabe: a) Convocar e dirigir todas as Assembléias, bem como as reuniões da Diretoria e do Corpo Ministerial; b) Representar a igreja judicial e extrajudicialmente; c) Assinar, com o 1º secretário e o 1º tesoureiro, escrituras de compra e venda, de hipoteca e de alienação de bens imóveis, sempre mediante autorização prévia e nos termos do Estatuto; d) Assinar as atas das Assembléias da igreja, depois de aprovadas; e) Assinar, com o 1º tesoureiro, cheques e outros documentos de crédito em conta conjunta; f) Autorizar, com o 1º tesoureiro, todas as contas e gastos, assinando os recibos e demais documentos da tesouraria, de acordo com as decisões administrativas; g) Velar pelo bom desempenho da igreja, observar e fazer cumprir o Estatuto, o Regimento Interno e as resoluções da Assembléia; h) Representar, de fato, a igreja perante suas coirmãs e convenções. Na qualidade de pastor é também de sua responsabilidade a direção dos atos de cultos e das reuniões solenes, bem como a orientação espiritual e doutrinária dos membros. 



9.2.3 Corpo Ministerial 



Compõe-se dos pastores que servem à igreja, seja na sede, seja nas congregações, os quais se reúnem sob convocação do presidente para a discussão prévia dos assuntos que serão levados à ordem do dia para a apreciação da Assembléia. Alguém poderá perguntar: onde entram os presbiteros? Faço coro com o saudoso pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos, que não concordava com a existência desse grupo "intermediário" em nossa tradição assembleiana, posto que "presbítero" é sinônimo de pastor com sentido de supervisão, superintendência. 



9.2.4 Conselho Fiscal 



Compõe-se normalmente de três membros, com a responsabilidade de auditar as contas da igreja e emitir parecer sobre o balancete a ser apreciado em Assembléia. 



9.2.5 Departamento de Administração 



Como o próprio nome indica, esse departamento cuida das questões administrativas e responde pelas seguintes áreas: Serviços Gerais, Diaconia, Obras, Compras e Almoxarifado, Patrimônio, Transportes, Segurança e Finanças. 



9.2.6 Departamento de Evangelização e Missões 



Estas são basicamente as suas áreas de atuação: Cruzadas Evangelísticas, Evangelismo Explosivo, Hospitais e Presídios, Casas de Recuperação, Grupos Alternativos, Missões Nacionais e Missões Transculturais. 



9.2.7 Departamento de Educação Cristã 



Estão sob sua responsabilidade as seguintes áreas: Escola Bíblica Dominical, Integração e Discipulado, Cursos Teológicos e Seminários de Formação e Reciclagem. 



9.2.8 Departamento de Assistência Social 



Compreende basicamente as seguintes tarefas: Atendimento Ambulatorial, Farmácia, Caixa Funerária, Cestas Básicas e Campanhas Sociais. 



9.2.9 Departamento de Apoio Espiritual 



O Departamento de Apoio Espiritual é de vital importância para a vida da igreja. Estão sob sua coordenação as seguintes áreas: Movimento de Oração, Visitação Doméstica, Apoio Pastoral e Aconselhamento. 



9.2.10 Departamento de Música 



Cuida dos Grupos Musicais, Equipe de Louvor e Formação de Músicos e Adoradores. 



9.2.11 Departamento de Núcleos de Crescimento 

Esta é outra área importante de sustentação do crescimento da igreja. Aqui estão os núcleos (ou grupos familiares), que dispõem de uma estrutura própria para o seu desenvolvimento assim estabelecido: coordenador geral, supervisores de áreas, dirigentes, vice-dirigentes e secretários de núcleos. 




10.0 O RECEBIMENTO DE NOVOS MEMBROS 



O crescimento da igreja é um alvo a ser constantemente buscado. Ele se dá em três direções: 1) crescimento vertical (para com Deus); 2) crescimento horizontal (uns para com os outros), e 3) crescimento quantitativo (a inclusão de novos membros). Os dois primeiros podem ser denominados de crescimento qualitativo. Eles representam os três primeiros objetivos da Declaração de Propósitos de Rick Warren: Celebrar a Deus, ministrar ao próximo e ensinar a obediência. O crescimento quantitativo corresponde aos dois últimos objetivos da mesma declaração: batizar e fazer discípulos. Uma igreja que cresce em qualidade o resultado será o crescimento quantitativo. Uma coisa chama a outra. Assim, há três maneiras de se receberem novos membros na igreja: 



10.1 Pelo Batismo 



Os que se convertem devem ser preparados e levados ao batismo depois de assinarem a Declaração de Propósitos da igreja, tomando assim conhecimento de seus deveres e privilégios como membros do Corpo de Cristo. 



10.2 Por Carta de Transferência 



Aqui se refere àqueles que vêm com carta de transferência de outras igrejas. É conveniente que essas pessoas não sejam logo recebidas, mas passem por um "tempo sabático", conheçam primeiro a igreja para a qual estão se transferindo, leiam e assinem a Declaração de Propósitos para então se tornarem membros. 



10.3 Recebimento de Desviados 



Neste caso, há duas considerações a fazer: se ele foi membro da mesma igreja e agora está de retorno, precisa renovar seus compromissos para ser recebido e dar claro testemunho de sua decisão. Mas se sua origem é diferente, é recomendável informar a sua nova condição à igreja de onde se desviou para que então possa ser livremente recebido após assinar a Declaração de Propósitos. 




11.0 CONCLUSÃO 



A Igreja, em sua concepção divina, rege-se pelos princípios maiores das Escrituras Sagradas. Em sua caminhada terrena, como comunidade local, submete-se às leis para que o seu funcionamento seja legitimamente reconhecido. Todavia, sempre que houver colisão entre as leis humanas e as leis de Deus estas continuarão sendo o nosso padrão absoluto de referência para o nosso viver eclesiástico. 

Fonte:http://geremiasdocouto.blogspot.com.br/